31 de julho de 2025
INFLAÇÃO

PRÉVIA DA INFLAÇÃO: IPCA-15 ficou em 0m62$, um pouco acima do que previa o mercado, mas bem abaixo do visto em abril, informa IBGE

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Por Política Real com assessoria
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Veja números regionais do IPCA-15 Foto: site do IBGE

(Brasília-DF, 27/05/2026) Na manhã desta quarta-feira, 27, foi divulgada a chamada “Prévia da Inflação” do mês de maio que ficou um pouco acima do que previa o mercado.

O  IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 ) foi de 0,62% em maio, ficando 0,27 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de abril (0,89%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,02% e, em 12 meses, de 4,64%, acima dos 4,37% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, destaca-se Alimentação e bebidas, com a maior variação (1,38%) e impacto (0,30 p.p.). Em seguida, Habitação (1,03% e 0,15 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (1,05% e 0,14 p.p.) tiveram as maiores influências no resultado geral. As demais variações ficaram entre -0,33% (Transportes) e 0,50% (Despesas pessoais).

No grupo Alimentação e bebidas (1,38%), a alimentação no domicílio saiu de 1,77% em abril, para 1,73% em maio. Contribuíram para esse resultado as quedas da maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%). Por outro lado, destacaram-se as altas da batata-inglesa (26,29%), do tomate (12,97%), do leite longa vida (6,07%) e das carnes (1,98%).

A alimentação fora do domicílio (0,51%) desacelerou em relação a abril (0,70%), em virtude das variações da refeição (0,57%) e do lanche (0,37%) que, em abril, haviam subido 0,65% e 0,87%, respectivamente.

No grupo Habitação (1,03%) destaca-se energia elétrica residencial (2,16% e 0,09 p.p.), principal impacto individual no índice. Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$1,885 a cada 100kWh consumidos. Além disso, foram apropriados os seguintes reajustes tarifários: 5,59% em Fortaleza (5,41%) e 4,78% em Salvador (5,97%), a partir de 22 de abril; 3,86% em Recife (5,18%), a partir de 29 de abril.

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,13%) considera o reajuste de 4,80% em Goiânia (2,26%), vigente desde 1º de abril. Considere-se, ainda, o reajuste médio de 3,00% no gás encanado (0,44%) no Rio de Janeiro (1,46%), vigente desde 1º de maio.

Em Saúde e cuidados pessoais (1,05%), o resultado foi influenciado pelos produtos de higiene pessoal (1,60%), pelos produtos farmacêuticos (1,25%), reflexo da autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e pelo plano de saúde (0,50%).

No grupo Transportes (-0,33%), os combustíveis desaceleraram de 6,06% em abril para -1,47% em maio, com os decréscimos no etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%), enquanto o gás veicular teve alta de 2,12%. O subitem passagem aérea aumentou 3,25%, após recuar 14,32% em abril.

Ainda em Transportes, no ônibus urbano (-0,56%), ocorreram variações em razão de gratuidade ou redução tarifária aos domingos em São Paulo (0,44%) e Salvador (0,36%) e, com reduções ou gratuidades também em feriados, em Brasília (-3,30%), Belém (-3,41%), Belo Horizonte (-3,29%) e Curitiba (-1,46%). Na integração transporte público (0,30%), registra-se a variação de 0,30% em São Paulo, com a gratuidade do ônibus, concedida aos domingos; no metrô (-0,21%), foi apropriada a variação de -3,30% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados. No ônibus intermunicipal (0,27%), está contemplado o reajuste de 8,18% em Porto Alegre (2,46%), a partir de 8 de abril.

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Goiânia (1,41%), por conta das altas do etanol (16,62%) e da gasolina (9,67%). Já o menor resultado ocorreu em Brasília (0,33%), que apresentou queda nos preços do ônibus urbano (-3,30%) e da gasolina (-2,96%).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)