31 de julho de 2025
ECONOMIA

Transações externas do Brasil em abril teve destaque para aumento da balança comercial e aumento das reservas internacionais

Veja os números

Por Política Real com assessoria
Publicado em
Estatísticas externas do Brasil reveladas pelo BC Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 26/05/2026) Na manhã desta terça-feira, 26, o Banco Central divulgou o seu Estatísticas do Setor Externo com os dados atualizados até abril de 2026.  Destaque para balança comercial e reservas internacionais.

As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$1,8 bilhão em abril de 2026, ante déficit de US$1,6 bilhão em abril de 2025. Na comparação interanual, o superávit da balança comercial registrou aumento de US$2,8 bilhões, contrabalançado pelos aumentos dos déficits em renda primária, US$1,8 bilhão, e em serviços, US$1,0 bilhão, e pela redução de US$0,1 bilhão do superávit em renda secundária. O déficit em transações correntes acumulado em doze meses até abril de 2026 somou US$64,3 bilhões (2,66% do PIB), ante US$64,2 bilhões (2,70% do PIB) no mês anterior e US$73,9 bilhões (3,46% do PIB) em abril de 2025.

O superávit da balança comercial atingiu US$9,7 bilhões em abril de 2026, ante US$7,0 bilhões em abril de 2025. As exportações de bens totalizaram US$34,3 bilhões, incremento de 13,9% na comparação interanual, enquanto as importações de bens somaram US$24,6 bilhões, elevação de 6,2%.

O déficit na conta de serviços totalizou US$5,0 bilhões em abril de 2026, ante US$4,1 bilhões em abril de 2025. Houve aumentos das despesas líquidas de telecomunicação, computação e informações (26,0%), totalizando US$0,8 bilhão; e de aluguel de equipamentos (16,1%), somando US$1,1 bilhão. As receitas líquidas de outros serviços de negócio aumentaram 22,2%, somando US$0,7 bilhão. As despesas líquidas de transportes e de serviços de propriedade intelectual permaneceram em patamares semelhantes ao de abril de 2025, US$1,2 bilhão e US$1,1 bilhão, respectivamente. As despesas líquidas de viagens internacionais totalizaram US$1,5 bilhão, 66,4% superiores às de abril de 2025, com receitas praticamente estáveis, US$0,8 bilhão, e aumento de 34,8% nas despesas, de US$1,7 bilhão para US$2,3 bilhões.

O déficit em renda primária somou US$6,8 bilhões em abril de 2026, aumento interanual de 35,5%. As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$4,6 bilhões, ante US$3,4 bilhões em abril de 2025. As despesas líquidas com juros somaram US$2,3 bilhões, 36,4% superiores às registradas em abril de 2025 (US$1,7 bilhão).

Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$8,9 bilhões em abril de 2026, ante US$5,4 bilhões em abril de 2025. Houve ingressos líquidos de US$6,8 bilhões em participação no capital, dos quais US$3,2 bilhões em participação no capital exceto lucros reinvestidos e US$3,7 bilhões em lucros reinvestidos no país; e US$2,1 bilhões em operações intercompanhia. O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$79,2 bilhões (3,28% do PIB) em abril de 2026, ante US$75,7 bilhões (3,18% do PIB) em março de 2026 e US$72,7 bilhões (3,40% do PIB) em abril de 2025.

Os investimentos em carteira no país somaram ingressos líquidos de US$0,6 bilhão em abril de 2026. Os investimentos em ações e fundos de investimento no mercado doméstico registraram ingresso líquido de US$1,1 bilhão, enquanto os investimentos em títulos no mercado doméstico registraram saída líquida de US$0,5 bilhão. Nos doze meses encerrados em abril de 2026 os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$28,5 bilhões.​

Reservas internacionais

As reservas internacionais somaram US$366,9 bilhões em abril de 2026, aumento de US$4,9 bilhões em relação a março de 2026. Contribuíram para aumentar o estoque de reservas o retorno líquido em operações de linha com recompra, US$2,0 bilhões; as variações por paridades, US$1,7 bilhão; e as receitas de juros, US$0,8 bilhão.​

( da redação com informações de assessoria. Edição:  Política Real)