31 de julho de 2025
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Banco Central, ao divulgar o Relatório de Estabilidade Financeira, diz que não há risco relevante para a estabilidade financeira; liquidação do Master não gerou problema para o sistema

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Por Política Real com assessoria
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Banco Master não afetou o STF, informa relatório do BC Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 25/05/2026). Nesta segunda-feira, 22, o Banco Central do Brasil (BC) divulgou o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025.    Veja a íntegra do REF AQUI

O REF é uma publicação semestral destinada a apresentar o panorama da evolução recente e as perspectivas para a estabilidade financeira no Brasil.

O BC considera que não há risco relevante para a estabilidade financeira. O Sistema Financeiro Nacional (SFN) permanece com capitalização e liquidez confortáveis e provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. A rentabilidade do SFN permaneceu praticamente estável, demonstrando resiliência e capacidade de gerar lucros para aumentar o capital. Além disso, os testes de estresse de capital e de liquidez demonstram a robustez do sistema bancário.

A liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no SFN. Após a liquidação, clientes ressarcidos pelo FGC direcionaram recursos principalmente para instituições financeiras (IFs) de maior porte e de maior relevância sistêmica, em linha com o esperado em eventos de resolução bancária. As IFs permaneceram com amplo acesso ao mercado de captações, o que reforça a confiança dos depositantes na solidez do SFN.

O crédito prosseguiu desacelerando, em linha com a moderação do crescimento da atividade econômica. Do lado das famílias, observou-se arrefecimento do crédito nas modalidades de maior risco. Do lado das pessoas jurídicas, a desaceleração ocorreu para empresas de todos os portes. Embora em desaceleração, o mercado de capitais seguiu crescendo em ritmo bastante superior ao crédito bancário. Ainda há sinais de propensão ao risco, mas as IFs continuaram reduzindo o apetite. A desaceleração do crédito foi acompanhada por leve melhora na qualidade das novas contratações com pessoas jurídicas, sugerindo maior cautela na originação. Em relação às famílias, sinais de propensão ao risco persistem em modalidades específicas, notadamente no crédito pessoal não consignado, que continuou crescendo a taxas elevadas e com aumento da participação de operações sem garantia.

A materialização de risco manteve-se coerente com a desafiadora capacidade de pagamento das empresas e, principalmente, das famílias. No crédito às empresas, a materialização de risco manteve-se relativamente estável. O aperto das condições financeiras não influenciou de forma significativa a capacidade de gerar caixa operacional para pagar dívidas, especialmente das empresas de maior porte. No crédito às famílias, os ativos problemáticos aumentaram em todas as modalidades de crédito, sob impacto da inadimplência. A capacidade de pagamento das famílias deve persistir desafiadora, sobretudo para os tomadores de menor renda.

O REF também traz avaliações sobre o sistema financeiro internacional e sobre as infraestruturas do mercado financeiro, e apresenta o resultado da pesquisa de estabilidade financeira. Além disso, os seguintes temas foram selecionados para esta edição:

(i) Decomposição do custo do crédito e do spread, (ii) Indicadores de concentração, (iii) Intermediação financeira não bancária, (iv) Documento de riscos social, ambiental e climático, (v) Pesquisa de estabilidade financeira: riscos climáticos, e (vi) Buffer neutro positivo: literatura e experiência internacional.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)