Boletim Regional do Banco Central mostra que o Centro-Oeste foi a região que mais cresceu em 2025
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(Brasília-DF, 21/05/2026) Na manhã desta quinta-feira, 21, foi divulgado pelo Banco Central o seu Boletim Regional referente a 2025.
O Brasil e suas cinco regiões cresceram em 2025, mas quatro delas, assim como o agregado nacional, expandiram em ritmo menor do que no ano anterior.
No país, houve arrefecimento dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico e da demanda doméstica, enquanto a agropecuária cresceu fortemente. Impulsionado justamente pelo desempenho do setor primário, o Centro-Oeste foi a única região a registrar aumento na sua taxa de crescimento em relação a 2024.
No Sul, a recuperação da agropecuária também teve influência positiva, permitindo que a região crescesse acima da média nacional.
A região Norte também cresceu em ritmo superior ao nacional, com influências relevantes da agropecuária, da indústria de transformação e do comércio.
Por sua vez, as regiões Nordeste e Sudeste tiveram os menores crescimentos entre as regiões, em linha com o desempenho mais modesto de setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como o comércio e indústria de transformação. No âmbito estadual, o boxe IBCR: inclusão de quatro novas Unidades da Federação e revisão metodológica amplia a cobertura deste indicador para dezessete estados ao incluir Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Maranhão.
Mercado de Trabalho
O mercado de trabalho continuou aquecido e todas as regiões atingiram em 2025 suas menores taxas de desocupação desde o início da série histórica em 2012. A expansão da população ocupada também foi generalizada entre as cinco regiões, ainda que essa variável mantenha tendência de desaceleração desde 2023. Além disso, houve recuo disseminado na taxa de informalidade e a participação dos empregados com carteira na população renovou a máxima histórica em todas as regiões. Entretanto, a taxa de participação na força de trabalho, que ficou relativamente estável no país, apresentou comportamentos distintos entre as regiões. A evolução desta variável, que apresenta diferenças relevantes e crescentes entre as regiões do país, é discutida no boxe Heterogeneidade regional na taxa de participação. Por fim, o rendimento médio do trabalho aumentou fortemente em termos reais em relação a 2024 no Brasil e em todas as regiões.
Crédito
Nas cinco regiões o crédito bancário cresceu em ritmo menor do que em 2024, em especial naquelas com maior participação do crédito rural. Houve desaceleração especialmente relevante nas regiões Centro-Oeste, Sul e Norte. No geral a redução do crescimento ocorreu na maioria das regiões por conta do crédito com recursos livres e do crédito direcionado às pessoas físicas, que inclui a maior parte do crédito rural. A taxa de inadimplência subiu em todas as regiões, refletindo mudança normativa e aumento efetivo nos atrasos, principalmente do crédito rural.
Balança Comercial
Por outro lado, a balança comercial brasileira teve comportamento distinto entre as regiões, mas se manteve superavitária em termos agregados. Para o país como um todo e para a região Sudeste, a queda do saldo comercial, na comparação com 2024, decorreu principalmente da expansão mais robusta das importações em relação ao crescimento das exportações, sob influência do aumento do volume (quantum) em ambas. Movimento inverso foi observado na região Centro-Oeste, que, por conta disso, aumentou seu superávit comercial. Também podem ser destacados o Nordeste, única região a apresentar redução no volume importado, e o Sul, cujo déficit comercial se ampliou. Para além da análise geral da balança comercial em 2025, o boxe Impactos regionais das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros aprofunda a investigação deste tema específico. Os resultados mostram que a redução das exportações brasileiras para os Estados Unidos teve distribuição regional heterogênea, concentrada no Sudeste e no Sul.
Inflação
Apesar de ainda se manter acima da meta, a inflação ao consumidor diminuiu em 2025, com recuo observado no país e em quatro das cinco regiões. Como usual, não houve grandes diferenças de inflação entre as regiões brasileiras, sendo o Sul a única região em que a inflação aumentou. Em contexto de apreciação 2025 \ Banco Central do Brasil \ Boletim Regional \ 7 do real, os preços de alimentação no domicílio e de bens industriais desaceleraram em todas as regiões. Por outro lado, a inflação de serviços aumentou em todas as regiões e os preços administrados aceleraram em quase todas, com exceção do Nordeste.
Em resumo, em 2025 as regiões brasileiras compartilharam, de modo geral, as principais características econômicas observadas em nível nacional. Todas registraram: i) crescimento econômico, com a maioria delas desacelerando;
ii) mercado de trabalho aquecido, com taxa de desocupação nas mínimas;
iii) e moderação no crescimento do crédito bancário.
Além disso, a maioria delas exibiu redução da inflação ao consumidor – em particular os componentes alimentação no domicílio e bens industriais da inflação diminuíram em todas as regiões.
O principal desvio em relação a esse padrão em 2025 ocorreu no Centro-Oeste, onde o desempenho da agricultura levou esta região a expandir seu superávit comercial e a ser a única com aumento do ritmo de crescimento em relação ao de 2024
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( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)