31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil será divulgado o IBC-Br de março

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Por Política Real com agências.
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 18/05/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil o IBC-Br de março será divulgado hoje.

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Nessa segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,4%), com investidores aguardando os resultados de gigantes como Nvidia, Target e Walmart. O petróleo voltou a subir após Donald Trump afirmar que o Irã precisa “agir rápido” para fechar um acordo. Na semana passada, o Nasdaq 100 registrou sua pior sessão desde março diante da disparada dos juros longos, enquanto investidores passaram a questionar a sustentabilidade do rally excessivamente concentrado em tecnologia e AI.

Na Europa, as bolsas operam em queda nesta manhã (Stoxx 600: -0,5%), pressionadas pela alta do petróleo, avanço dos yields soberanos e renovadas preocupações inflacionárias. O setor de energia é um dos poucos em alta, acompanhando o avanço do petróleo, enquanto empresas ligadas ao consumo e tecnologia sofrem mais pressão. No Reino Unido, o ambiente político também pesa sobre os ativos locais, com o primeiro-ministro Keir Starmer enfrentando novas ameaças internas à sua liderança.

Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -0,5%; HSI: -1,1%), acompanhando o aumento das tensões geopolíticas e o avanço dos yields globais. No restante da Ásia, os mercados seguiram o mesmo movimento, com Coreia de Sul destoando após o Kospi avançar 0,3%, mesmo com volatilidade no setor de semicondutores. Investidores seguem monitorando os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã, especialmente após Trump endurecer o tom contra Teerã e manter o bloqueio às exportações iranianas. Veja o Top 5 temas globais da semana.

IBOVESPA -0,6% | 177.283 Pontos. CÂMBIO +1,7% | 5,06/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 3,7% em reais e 7,0% em dólares, fechando em 177.283 pontos.

O destaque positivo foi a Braskem (BRKM5, +35,8%), após uma revisão para recomendação de compra por parte de um banco de investimento.

Por outro lado, Localiza (RENT3, -13,8%) teve queda, após um corte no preço-alvo por um banco de investimento. Confira o resumo semanal da Bolsa aqui.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros avançaram, em meio à disparada dos rendimentos globais de renda fixa na sexta-feira (15), com petróleo em forte alta diante do agravamento da guerra no Oriente Médio e das apostas de aperto monetário nos EUA, além de ruídos políticos domésticos. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,08% (+19 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 4,60% (+24 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,12% (+18 bps). No Brasil, o DI jan/27encerrou em 14,24% (+20 bps), o DI jan/29 em14,17% (+67 bps) e o DI jan/31 em14,25% (+66 bps). A curva de NTN-B apresentou abertura, com a B29 em 7,98% (vs. 7,77%), a B35 em 7,67% (vs. 7,51%) e a B50 em 7,26% (vs. 7,16%).

IFIX

O aumento da aversão ao risco por parte dos investidores foi o principal destaque da semana, em meio à continuidade do impasse no Oriente Médio e aos potenciais impactos sobre a inflação e a condução da política monetária doméstica, em um contexto no qual o mercado passou a precificar um ciclo de cortes de juros mais curto. Adicionalmente, o cenário eleitoral também esteve em evidência, que gerou pressão adicional sobre os ativos de risco — movimento parcialmente revertido. Nesse contexto, o IFIX registrou mais uma semana de correção, com queda de 0,95% no período, ampliando a retração acumulada no mês para 1,15%.

Além dos fatores macroeconômicos, entendemos que a correção dos fundos imobiliários na primeira metade do mês de maio também reflete a defasagem característica da classe em relação a outros ativos domésticos que já haviam passado por ajustes em abril, como o Ibovespa e o índice Small Caps. Avaliamos, ainda, que o movimento pode ter sido intensificado pelo fato de muitos FIIs já se encontrarem em patamares de precificação mais ajustados, favorecendo a realização de lucros — especialmente por investidores institucionais, como FOFs e fundos multiestratégia —, em meio ao aumento das incertezas e à redução do prêmio de risco da classe em relação à NTN‑B de referência.

Entre os principais segmentos, os fundos de recebíveis apresentaram queda mais contida, de 0,48%, evidenciando novamente seu perfil mais defensivo. O destaque negativo ficou para os segmentos mais sensíveis aos movimentos da curva de juros futuros, que apresentou abertura ao longo da semana, sobretudo na ponta longa da NTN‑B de referência. Nesse contexto, os Fundos de Fundos recuaram 2,56%, seguidos pelos Fundos de Tijolo, com queda de 1,20%, puxados principalmente pelos fundos de lajes corporativas (‑2,50%).

Entre as maiores altas do pregão de sexta-feira, destacaram-se CACR11 (7,9%), TGAR11 (5,0%) e HCTR11 (3,3%). Já entre as principais quedas, figuraram TOPP11 (-2,0%), GTWR11 (-1,4%) e VIBO11 (-1,4%). Saiba mais sobre os FIIs na semana.

Economia

O conflito no Oriente Médio entra no 80º dia sem resolução à vista. Ataques de drone no fim de semana — incluindo a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos — lançaram nova dúvida sobre a fragilidade do cessar-fogo. O Brent opera a cerca de US$ 110 por barril nesta manhã.

Nos Estados Unidos, Kevin Warsh assumiu a presidência do Fed após a confirmação pelo Senado, herdando um cenário de inflação elevada e sem espaço para cortes de juros. Na China, os dados de atividade de abril vieram mais fracos do que o esperado, refletindo tanto os efeitos do choque do petróleo quanto da demanda doméstica fraca.

Na agenda desta semana, destaque para a ata da última reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos, os PMIs de maio nas principais economias e a decisão de juros na China. No Brasil, o IBC-Br de março será divulgado hoje.

(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)