Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, preso hoje doou R1 milhão para o Novo de Romeu Zema
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Com agências
(Brasília-DF, 14/05/2026) Nesta quinta-feira,14, o empresário, Henrique Vorcaro foi preso durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Ontem, 13, o empresário e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), disse que ouvir a conversa do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro preso Daniel Vorcaro foi uma “ tapa na cara”. Hoje, segundo apurado pela BBC News Brasil o pai do banqueiro Daniel Vorcaro doou R$ 1 milhão ao diretório estadual do Partido Novo em Minas Gerais em 2022, mostram dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A nova etapa da investigação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça e inclui sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Romeu Zema era o candidato à reeleição ao governo de Minas à época da doação.
Por meio de sua assessoria de comunicação, ele disse que o dinheiro foi doado para o partido, não para ele, e que "nenhum centavo entrou" em sua campanha.
Disse ainda que a doação para o partido foi em 2022, "quando não havia nem mesmo suspeita contra Vorcaro. A PF só iniciou as investigações sobre o Banco Master em 2024."
Ele reforçou que a doação ao partido foi "perfeitamente legal e transparente" e que está registrada na Justiça Eleitoral.
Já o Partido Novo disse que "é pública e devidamente registrada nas prestações de contas do partido a doação feita por Henrique Vorcaro ao Partido Novo nas eleições de 2022" e que "na época, as ilegalidades do Banco Master ainda eram desconhecidas. Desde que o caso veio à tona, o partido e sua bancada no Congresso têm criticado e atuado na investigação dos escândalos em que o banco está envolvido."
O partido afirma, em nota, que "jamais escondeu a origem de suas doações, tampouco condiciona sua atuação política aos interesses dos milhares de doadores que contribuem voluntariamente com o partido."
A turma
Na decisão de 59 páginas, o ministro André Mendonça acolhe a tese de que Henrique Vorcaro não seria figura periférica na organização criminosa atribuída ao filho, mas peça ativa.
O documento diz que o pai do banqueiro "atuava em conjunto com o filho" Daniel Vorcaro, "como solicitador e beneficiário dos serviços ilícitos prestados pelo grupo".
A PF diz, segundo o documento, que o grupo investigado era dividido em dois núcleos: um presencial, responsável por contatos e entregas físicas, e outro digital, voltado à obtenção clandestina de informações sigilosas e monitoramento de alvos.
Os dois núcleos eram identificados pelos apelidos "A Turma" e "Os Meninos", de acordo com os investigadores.
"A Turma" reuniria policiais federais da ativa e aposentados, operadores do jogo do bicho e outros integrantes suspeitos de executar ações presenciais, monitoramento e obtenção de informações sigilosas.
Já o núcleo chamado "Os Meninos" teria perfil voltado à atuação digital. Segundo a PF, o grupo seria formado por agentes com "perfil hacker", responsáveis por invasões de dispositivos, monitoramento ilícito e possível destruição ou ocultação de evidências digitais.
( da redação com informações da BBC. Edição: Política Real)