31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil a ressaca do “Flavio’s Day”

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em leve alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 14/05/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e. no Brasil viveremos a ressaca do “Flavio’s Day” sem divulgação de índices econômicos relevantes.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,2%), com o mercado sustentando o movimento positivo após o S&P 500 e o Nasdaq renovarem máximas históricas impulsionados novamente pelo setor de tecnologia. O destaque ficou para a forte reação de Cisco após resultados e guidance acima do esperado. Apesar do PPI de abril ter vindo acima das expectativas, o mercado segue relativamente resiliente, com investidores enxergando o movimento inflacionário como concentrado em energia.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,8%). Os investidores acompanham o aumento da instabilidade política no Reino Unido, com rumores de possíveis desafios à liderança do primeiro-ministro Keir Starmer pressionando a percepção de risco local e mantendo atenção sobre os yields dos gilts britânicos. No corporativo, seguem as divulgações de resultados na região, incluindo National Grid, Aviva e Telefonica, além dos dados de PIB do Reino Unido do 1T26.

Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -1,7%; HSI: 0,0%). No restante da Ásia, o desempenho foi misto, com o foco concentrado no aguardado encontro entre Trump e Xi Jinping em Pequim. O mercado vê a reunião como potencial catalisador para redução de tensões comerciais, ainda que sejam esperadas discussões mais focadas em tarifas, semicondutores e restrições de exportação, sem grandes mudanças estruturais na relação bilateral.

Economia

O presidente dos EUA, Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, encerraram o primeiro dia de reuniões em tom positivo. Concordaram em desenvolver uma “relação construtiva China-EUA de estabilidade estratégica”.

A inflação ao produtor (PPI) nos EUA ficou bem acima do esperado em abril, em linha com a alta do PPI em outros países, como a China.  Os resultados sugerem que o choque energético gerado pelo conflito no Oriente Médio e a maior demanda por componentes relacionados à Inteligência Artificial já estão pressionando os custos de produção globalmente, indicando maior pressão sobre os preços ao consumidor no futuro.

IBOVESPA -1,80% | 177.098 Pontos.  CÂMBIO +0,29% | 4,91/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 1,8%, aos 177.098 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500: +0,6%; Nasdaq: +1,0%). e com 68 dos 79 papéis do índice fechando no campo negativo. O movimento repercutiu a reação do mercado ao noticiário político doméstico.

Braskem (BRKM5, +2,9%) deu continuidade ao movimento positivo após a alta de 29,0% na terça-feira, quando um banco de investimentos elevou a recomendação do papel. Na ponta negativa, Localiza (RENT3, -6,4%) liderou as perdas após outro banco de investimentos reduzir sua estimativa de preço-alvo para as ações da companhia.

Na agenda desta quinta-feira, o destaque fica para uma série de resultados referentes ao 1T26 no Brasil, incluindo 3tentos, Cosan, CPFL Energia, Cyrela, Grupo Mateus, MBRF, Nubank, Orizon, Priner, Sanepar, Stone, entre outros.

Renda Fixa

Os juros futuros avançaram nesta quarta-feira, com o exterior refletindo inflação mais alta nos EUA (PPI e CPI), leilão de Treasuries de 30 anos acima de 5% e a confirmação de Kevin Warsh no Fed, enquanto no Brasil o foco recaiu sobre o quadro eleitoral, dados fortes de varejo e novas medidas fiscais que elevaram o prêmio de risco. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 3,98% (-1 bp), a T-note de 10 anos em 4,47% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos em 5,04% (+1 bp). No Brasil, a curva de DIs abriu e ganhou inclinação, levando o DI jan/27 a 14,21% (+9 bps), o DI jan/29 a 14,05% (+30 bps) e o DI jan/31 a 14,11% (+29 bps). A curva NTN-B apresentou relativa estabilidade: NTN-B 2029 em 7,9%, NTN-B 2035 em 7,5% (ante 7,6% no dia anterior) e NTN-B 2050 em 7,2%.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta‑feira em queda de 0,80%, acompanhando a deterioração dos ativos domésticos, à medida que o foco dos investidores se voltou para o cenário eleitoral. Com isso, o índice acumula recuo de 2,43% no mês de maio. Entre os segmentos que compõe o IFIX, a queda foi amplamente disseminada.

Os Fundos de Recebíveis cederam 0,76%, com apenas 11% dos fundos encerrando em alta — o pior índice de aproveitamento do segmento no ciclo recente de pressão. Os FIIs de Tijolo recuaram 0,80% no agregado: Lajes Corporativas lideraram as perdas, com queda de 1,41%, seguidas por Shoppings (-1,00%) e Ativos Logísticos (-0,49%). Os Fundos de Fundos apresentaram a maior queda proporcional do pregão, com recuo de 1,87%, seguidos pelos Multiestratégia (-0,71%). Os fundos Híbridos encerraram o dia com baixa de 0,60%. Na ponta positiva, as altas foram pontuais e de baixa magnitude, com destaque para o TOPP11 (+1,6%), o HCTR11 (+0,7%) e o CLIN11 (0,5%). Entre as quedas, o BPML11 recuou 4,5%, o CACR11 cedeu 3,9% — em mais um pregão de pressão desde o anúncio da suspensão de dividendos —, e o SNFF11 caiu 3,5%.

No Brasil, o mercado reagiu ontem a notícias que ligava o candidato presidencial de oposição Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, do Banco Master. O resultado das vendas no varejo em março supreenderam as expectativas, indicando que a demanda interna brasileira permanece sólida apesar da política monetária restritiva, refletindo as medidas expansionistas fiscais e quase fiscais do governo.

 

(da redação com informações de assessoria e agencias. Edição: Política Real)