31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Mercados refletem fracasso das negociações entre Washington e Teerã e elevam os preços tanto do Brent como do WTI

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Por Politica Real com agências
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Cotações de mercado nesta segunda-feira Foto: Boma John

Com agências

(Brasília-DF, 11/05/2026) Na manhã desta segunda-feira, 11, os mercados já refletem a tensão sobre o estreito de Ormuz após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã.  A alta do petróleo e a queda dos futuros de ações refletiram o impasse entre EUA e Irã, após Trump rejeitar a proposta iraniana e manter o bloqueio ao estreito de Ormuz, elevando tensões e pressionando mercados enquanto combustíveis seguem caros nos EUA.

A reação veio logo depois de o presidente norte-americano Donald Trump rejeitar publicamente a última proposta iraniana, classificada por ele como "totalmente inaceitável".

Teerã afirma que ainda trabalha em um acordo temporário que poderia suspender os combates por 30 dias e reabrir o estreito, rota essencial para o transporte global de petróleo e gás.

O governo dos EUA sinalizou possíveis medidas para aliviar o impacto interno. O secretário de Energia, Chris Wright, disse que Washington considera suspender o imposto federal sobre a gasolina, de US$ 0.184 (R$ 0,90) por galão, para conter custos aos consumidores.

No mercado internacional, o Brent subiu mais de 3%, negociado a US$ 105 (R$ 513,29), enquanto o WTI avançou mais de 4%, acima de US$ 99 (R$ 484,48). Os futuros do S&P 500 apontavam leve queda, e as bolsas asiáticas tiveram desempenho misto, com forte alta na Coreia do Sul e recuo moderado no Japão. Na Europa, os principais índices permaneceram estáveis, destacou a mídia.

Nos postos norte-americanos, a gasolina manteve média de US$ 4,52 (R$ 22,12) por galão, cerca de 52% acima do nível pré-guerra. O diesel caiu um centavo, para US$ 5,64 (R$ 27,60,) ainda 50% mais caro desde o início do conflito. Os preços ao consumidor tendem a reagir com atraso às oscilações do petróleo bruto.

Analistas do Deutsche Bank afirmaram agências que a falta de avanços nas negociações sugere que os EUA preferem um acordo, mas a indefinição sobre quem conduz as tratativas no Irã dificulta o progresso. Enquanto o estreito de Ormuz permanecer fechado, alertam, os mercados continuarão vulneráveis.

( da redação com informações de assessoria e Sputnik News. Edição: Política Real)