31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil sem grandes destaques a não ser o IGP-DI da FGV-IBRE

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 08/05/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil sem destaques econômicos para o dia a não ser o IGP-DI da FGV-IBRE.

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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,6%), enquanto investidores acompanham os desdobramentos do conflito entre EUA e Irã e aguardam a divulgação do Payroll de abril. No geopolítico, o foco segue no Estreito de Ormuz, com os EUA e Irã trocando ataques durante a madrugada, com ambos alegando terem reagido primeiro.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,6%), pressionadas tanto pela escalada nas tensões no Oriente Médio quanto por novas ameaças tarifárias de Donald Trump contra a União Europeia. O presidente americano afirmou que poderá elevar significativamente as tarifas caso o bloco europeu não cumpra os termos do acordo comercial firmado em julho passado. No Reino Unido, o mercado acompanha a apuração das eleições locais, com perdas relevantes esperadas para o Partido Trabalhista e os Conservadores.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,9%; CSI 300: -0,6%), acompanhando o aumento da aversão a risco global. No restante da Ásia, o desempenho foi misto: o Nikkei recuou (-0,2%) após renovar máximas históricas, enquanto o Kospi avançou levemente (+0,1%) e o Kosdaq subiu (+0,7%). Apesar da volatilidade de curto prazo, a temporada de resultados segue forte, com crescimento robusto de lucros em tecnologia sustentando a liderança do tema de IA nos mercados globais.

IBOVESPA -2,38% | 183.218 Pontos. CÂMBIO -0,21% | 4,91/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 2,4%, aos 183.218 pontos. O movimento foi pressionado principalmente pela queda do petróleo, em meio à expectativa de um acordo entre EUA e Irã, o que pesou sobre Petrobras e o setor de óleo e gás. Além disso, resultados corporativos abaixo do esperado também adicionaram pressão ao índice, em um pregão de fraqueza disseminada, com 70 dos 79 papéis fechando em baixa.

Smart Fit (SMFT3, +11,9%) liderou os ganhos após resultados fortes no 1T26. Na ponta negativa, Vamos (VAMO3, -7,3%) também repercutiu seus resultados do 1T26.

Para o pregão desta sexta-feira, o destaque fica para o resultado de Embraer no Brasil e para o Non-farm Payroll nos EUA. 

Renda Fixa

Os juros futuros voltaram a subir nesta quinta-feira, com Treasuries e DIs reagindo à retomada da aversão ao risco diante do impasse entre EUA e Irã, da possibilidade de retomada do “Projeto Liberdade” e de falas do Fed que reforçaram cautela com cortes de juros, em meio à recuperação do petróleo e do dólar. Nos EUA, a T Note de 2 anos encerrou em 3,91% (+4 bps), a T Note de 10 anos em 4,39% (+4 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,97% (+3 bps). No Brasil, a curva de DIs fechou com maior pressão nos trechos intermediário e longo, em meio ao aumento do prêmio de risco geopolítico e à oferta de títulos prefixados pelo Tesouro: o DI jan/27 fechou em 14,12% (+6 bps), o DI jan/29 em 13,64% (+12 bps) e o DI jan/31 em 13,73% (+12 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) apresentou leve retração no pregão de quinta‑feira, encerrando o dia aos 3.909,65 pontos, o que representa uma queda de 0,11%. O movimento corresponde a uma perda de 4,31 pontos em relação ao fechamento anterior, quando o índice havia terminado aos 3.913,96 pontos. Entre os segmentos, o desempenho foi majoritariamente negativo. Os Fundos de Tijolo recuaram 0,21%, pressionados principalmente pelos Fundos de Shoppings, que caíram 0,33%, e pelos Fundos de Ativos Logísticos, com queda de 0,25%, enquanto Lajes Corporativas registraram recuo mais moderado, de 0,04%. Os Fundos de Recebíveis também fecharam no campo negativo, com baixa de 0,07%. Entre os demais segmentos, o desempenho seguiu fraco: os Fundos Híbridos recuaram 0,05%, os Fundos de Fundos caíram 0,10% e os fundos de Multiestratégia registraram leve queda de 0,04%. Entre os destaques positivos do dia, sobressaíram LVBI11 (+1,5%), KORE11 (+1,3%) e RBRL11 (+0,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-9,5%), URPR11 (-4,2%) e MFII11 (-2,9%).

Economia

A valorização dos ativos financeiros vista na quarta-feira, sustentada pela expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, perdeu fôlego ao longo da sessão de quinta-feira. O governo iraniano sinalizou que não aceitará a reabertura do estreito com base em um “plano irrealista”, segundo reportagem do Wall Street Journal. Além disso, segundo o Washington Post, avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam que o Irã seria capaz de sustentar o bloqueio naval por pelo menos três a quatro meses antes de enfrentar dificuldades mais severas. Relatos de explosões nas proximidades de uma cidade portuária no sul do Irã e de um ataque norte-americano a um navio petroleiro iraniano, seguido de retaliação com mísseis, adicionaram uma nova camada de incerteza aos mercados. Com isso, o preço do petróleo (tipo Brent) subiu de quase US$ 90 por barril – nas mínimas do dia – para US$ 102 por barril no final da tarde. 

Ontem, em Washington, ocorreu o segundo encontro entre os presidentes Lula e Trump, considerado positivo por ambos os lados. Segundo o jornal BBC, na frente comercial entre Estados Unidos e Brasil, a expectativa é de revisão das tarifas ainda vigentes, com a possibilidade de uma nova reunião em até 30 dias para aprofundar as negociações. O presidente Lula destacou o interesse do Brasil em ampliar a exploração de terras raras e a exportação de minérios. Entre os temas previstos, o sistema de pagamentos Pix não foi mencionado na reunião, de acordo com a autoridade brasileira.   

Hoje, o destaque da agenda econômica será a divulgação do relatório Nonfarm Payroll dos Estados Unidos referente a abril. A mediana das estimativas de mercado aponta para criação líquida de 65 mil empregos no mês passado, após adição de 178 mil em março. A taxa de desemprego deve mostrar estabilidade em 4,3%, enquanto o salário médio por hora deve registrar aumento de 0,3% em relação a março (e de 3,8% em comparação com abril de 2025). Em resumo, o relatório deve reforçar o cenário de desaceleração gradual no mercado de trabalho americano. Além disso, os analistas de mercado acompanharão a sondagem do consumidor da Universidade de Michigan de maio, especialmente o índice de confiança e as expectativas de inflação (leitura preliminar).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)