31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, o Copom publicará amanhã a ata da última reunião, que reduziu a taxa Selic para 14,50%.

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 04/05/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, o Copom publicará amanhã a ata da última reunião, que reduziu a taxa Selic para 14,50%.

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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,5%; Nasdaq 100: -0,5%), enquanto investidores acompanham novos desdobramentos no Oriente Médio. No geopolítico, o destaque é o anúncio do “Project Freedom” por Donald Trump, iniciativa voltada a liberar navios retidos no Estreito de Ormuz, o que pode aliviar parcialmente os gargalos logísticos, ainda que sem resolução estrutural do conflito. A semana também será marcada pelo payroll de abril, com expectativa de desaceleração relevante no mercado de trabalho.

Na Europa, as bolsas operam em leve queda (Stoxx 600: -0,1%), com desempenho misto entre setores. Telecomunicações lidera os ganhos (+1,2%), impulsionado por Nokia (+7%), enquanto o setor automotivo recua (-1,6%) após nova ameaça tarifária de Trump, que indicou elevação para 25% nas tarifas sobre veículos europeus.

Na Ásia, o destaque absoluto foi a Coreia do Sul, com o Kospi (+5,1%) atingindo nova máxima histórica após o melhor mês em quase três décadas, impulsionado por semicondutores e pelo fluxo positivo vindo das Big Techs globais. Hong Kong também avançou (HSI: +1,3%), enquanto Austrália recuou levemente. Bolsas no Japão e na China fechadas devido feriado.

IBOVESPA +1,39% | 187.317 Pontos.  CÂMBIO -0,20% | 4,98/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 1,8% em reais e 1,2% em dólares, aos 187.318 pontos. Em abril, o índice caiu 0,1% em reais, mas subiu 4,3% em dólares, devido à valorização do real.

O destaque positivo da semana foi Usiminas, impulsionada por resultados do 1T26 acima das expectativas do mercado e elevação de preço-alvo por bancos de investimento.

Na ponta negativa, as construtoras recuaram, especialmente Direcional (DIRR3, -6,2%), Cury (CURY3, -8,2%) e Cyrela (CYRE3, -11,7%), pressionadas pela abertura da curva de juros e pelo aumento das preocupações do mercado com os custos de construção em meio à elevação dos preços do petróleo. Confira o resumo semanal.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros avançaram em meio à combinação de tensões persistentes entre EUA e Irã, petróleo volátil e ajustes de expectativas para as decisões de juros do Fed e do Copom, ainda que na quinta-feira tenha havido expressiva realização de prêmios com dólar em queda, maior apetite a risco e petróleo mais comportado. Nos EUA, a T Note de 2 anos encerrou em 3,88% (+10 bps vs. semana anterior), a T Note de 10 anos em 4,38% (+8 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,98% (+7 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,15% (+5 bps), o DI jan/29 em 13,71% (+24 bps) e o DI jan/31 em 13,74% (+24 bps).

IFIX

Após registrar queda de 0,14% na semana, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou abril em alta de 1,53%, apesar de um ambiente ainda marcado por incertezas e cautela por parte dos investidores, em meio às tensões no Oriente Médio e aos seus potenciais efeitos sobre a dinâmica inflacionária global.

No pregão de quinta‑feira (30/04), o IFIX avançou 0,07%, sustentado principalmente pelo desempenho positivo dos Fundos de Tijolo, que subiram 0,19% no dia. Dentro do segmento, Shoppings avançaram 0,36%, Ativos Logísticos tiveram alta de 0,33% e Lajes Corporativas registraram ganho marginal de 0,03%. Os Fundos de Fundos também contribuíram positivamente, com valorização de 0,43%, enquanto os Fundos de Recebíveis apresentaram alta de 0,03%. Em sentido oposto, os Fundos Híbridos tiveram leve recuo, de 0,04%, enquanto Multiestratégia avançou 0,16%. Entre os destaques positivos, sobressaíram VGRI11 (+2,4%), VINO11 (+2,0%) e HSLG11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-6,0%), RZTR11 (-4,3%) e PVBI11 (-1,6%).

Economia

Segundo a Reuters, um navio de guerra americano que pretendia atravessar o Estreito de Ormuz foi atingido por dois mísseis nesta manhã ao navegar próximo à ilha de Jask. O ataque ocorre logo após o anúncio do Presidente Donald Trump, no fim de semana, de uma nova iniciativa para auxiliar embarcações retidas a deixarem a hidrovia.

Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor medida pelo deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) acelerou em março, com o núcleo atingindo 3,2% no acumulado em 12 meses, o maior patamar desde novembro de 2023. O resultado refletiu majoritariamente a alta de 11,6% nos preços de bens de energia, em decorrência do choque do petróleo. A pressão inflacionária foi corroborada pelo componente de preços pagos do ISM da indústria de abril, que atingiu o maior nível desde abril de 2022.

Na agenda internacional desta semana, o destaque fica para os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, especialmente o Nonfarm Payroll na sexta-feira.

No Brasil, o Copom publicará amanhã a ata da última reunião, que reduziu a taxa Selic para 14,50%.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)