31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil sem destaques na divulgação de índices econômicos

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados com sinais mistos Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 24/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão com sinais mistos e no Brasil não haverá destaques nos índices econômicos.

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Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,7%), após o anúncio de Donald Trump de extensão por três semanas do cessar-fogo entre Israel e Líbano. Apesar da trégua, o conflito evolui para um impasse naval no Estreito de Ormuz, com apreensão de navios e ameaças diretas à navegação. No corporativo, destaque positivo para Intel (+27% no pré-mercado) após resultados acima do esperado, reforçando a liderança do setor de semicondutores.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,9%), pressionadas pela persistência das incertezas no Oriente Médio. O setor de mineração lidera as perdas (-1,7%), enquanto Oil & Gas avança (+1,2%) com o petróleo em alta. No corporativo, SAP (+6,4%) se destaca após forte crescimento de lucros e receitas em cloud. No macro, vendas no varejo do Reino Unido surpreenderam positivamente (+0,7% em março).

Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: 0,2%; CSI 300: -0,4%), refletindo cautela mesmo diante da extensão da trégua. No restante da Ásia, o desempenho também foi misto: Nikkei avançou (+1,0%), enquanto o Kospi ficou estável e o Kosdaq subiu (+2,5%). O quadro geral segue de mercado resiliente, mas altamente sensível a notícias, com liderança cada vez mais concentrada em semicondutores e maior volatilidade no curto prazo.

IBOVESPA -0,78% | 191.378 Pontos.  CÂMBIO -0,23% | 4,95/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,8%, aos 191.378 pontos, em linha com os mercados globais (S&P 500, -0,4%; Nasdaq, -0,6%). O movimento repercutiu a continuidade do cenário de incerteza no Oriente Médio e no Estreito de Ormuz, o que levou a novas altas no preço do petróleo, com o Brent permanecendo acima dos US$ 100/bbl.

O destaque positivo do dia foi Hapvida (HAPV3, +5,1%), continuando a tendência recente positiva do papel, que já acumula uma alta de 31,7% em abril. Na ponta negativa, C&A (CEAB3, -5,9%) recuou, repercutindo a abertura da curva de juros.

Para o pregão desta sexta-feira, foco para a divulgação do índice de confiança do consumidor referente a abril nos EUA.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram forte alta nesta quinta-feira, em meio à renovação das tensões no Oriente Médio e à disparada do petróleo, que alimentam temores de inflação e maior prêmio de risco. Nos EUA, as Treasuries avançaram com o noticiário geopolítico dominando o mercado e a estagnação das negociações entre Estados Unidos e Irã: a T‑Note de 2 anos fechou em 3,83% (+3 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,33% (+3 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,92% (+1 bp). No Brasil, a curva ganhou inclinação com maior pressão no miolo, em reação ao choque de petróleo e à forte emissão de prefixados pelo Tesouro: o DI jan/27 fechou em 14,14% (+13 bps), o DI jan/29 em 13,58% (+27 bps) e o DI jan/31 em 13,63% (+22 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,29%, acompanhando o clima de aversão ao risco que predominou nos mercados globais. A disparada do preço do petróleo, em meio à continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã, somada à abertura da curva de juros, pesou sobre os ativos de risco domésticos. Entre os segmentos que compõem o IFIX, o recuo foi disseminado. Os Fundos de Recebíveis, maior componente do índice, cederam 0,16%, com apenas 34% dos fundos encerrando no campo positivo. Os FIIs de Tijolo recuaram 0,29%, com Lajes Corporativas liderando as perdas (-0,77%), seguidas por Ativos Logísticos (-0,20%) e Shoppings (-0,16%). Os Fundos Híbridos caíram 0,55%, os Multiestratégia recuaram 0,35% e os Fundos de Fundos cederam 0,29%. Nos destaques individuais, JSCR11 liderou as altas com valorização de 2,7%, seguido por AZPL11 (+1,3%) e HSLG11 (+1,0%). Na ponta negativa, URPR11 recuou 2,3%, VIUR11 cedeu 2,2% e VINO11 encerrou com queda de 2,0%.

Economia

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a dominar o noticiário global. O presidente Trump ordenou à Marinha que ataque qualquer embarcação tentando lançar minas no Estreito de Ormuz. Do lado iraniano, a agência de notícias local informou que os sistemas de defesa aérea foram ativados em partes de Teerã para combater “alvos hostis”. O preço do petróleo subiu cerca de 4,5% ontem, atingindo US$ 106 por barril (Brent). 

No Brasil, o governo federal enviou à Câmara dos Deputados um Projeto de Lei Complementar (PLP) que autoriza a redução de alíquotas de PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis durante o período do conflito no Oriente Médio, condicionada à disponibilidade de receitas extraordinárias decorrentes da alta nos preços do petróleo. Os quatro combustíveis elegíveis são gasolina, etanol, diesel e biodiesel. Como diesel e biodiesel já possuem PIS/Cofins zerado, o mecanismo viabiliza principalmente a desoneração de gasolina e etanol, além de abrir caminho para eventual prorrogação das isenções vigentes sobre os demais. 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)