DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, novamente, sem índices relevantes
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(Brasília-DF, 23/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil não haverá divulgação de índices econômicos relevantes, novamente.
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Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -0,6%), em movimento de realização após mais uma sessão recorde para os índices americanos. O S&P 500 e o Nasdaq Composite renovaram máximas históricas na véspera, impulsionados pela extensão do cessar-fogo entre EUA e Irã e por uma temporada de resultados robusta até o momento. No corporativo, destaque negativo para IBM (-6%) e ServiceNow (-13%) após resultados, enquanto Tesla virou para queda (-3,1%) com guidance de capex mais elevado.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,6%), refletindo o aumento das tensões energéticas. No corporativo, L’Oréal (+8,7%) lidera ganhos após forte crescimento trimestral, enquanto Nokia (+8,2%) também avança com resultados acima do esperado. No macro, o petróleo volta a subir (Brent +2,0%), com a International Energy Agency alertando para riscos relevantes de segurança energética, especialmente caso o Estreito de Ormuz permaneça restrito.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -1,0%; CSI 300: -0,3%), acompanhando a piora no sentimento global após relatos de interceptação de petroleiros iranianos pelos EUA. No restante da Ásia, o desempenho foi misto: o Nikkei recuou (-0,8%) após tocar máxima histórica durante o dia, enquanto o Kospi avançou (+0,9%), sustentado por crescimento econômico acima do esperado.
IBOVESPA -1,65% | 192.888 Pontos. CÂMBIO -0,38% | 4,96/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 1,7%, aos 192.889 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500 +1,0%; Nasdaq, +1,7%). O movimento ocorreu após o feriado local e refletiu a continuidade da incerteza em relação ao conflito no Oriente Médio.
PetroRecôncavo (RECV3, +3,8%) liderou os ganhos do índice, repercutindo a valorização dos preços do petróleo. Na ponta negativa, Cogna (COGN3, -7,0 %) recuou em meio à abertura da curva de juros.
Para o pregão de quinta-feira, destaque para a divulgação do PMI de manufatura e serviços referente a abril nos EUA.
Renda Fixa
Os juros futuros tiveram firme alta nesta quarta-feira, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, com novos ataques e apreensões de embarcações no Estreito de Ormuz e o Brent de volta à região de US$ 100 o barril. Nos EUA, as Treasuries recuaram com a extensão do cessar-fogo pelos Estados Unidos, mas reduziram as perdas ao longo da sessão: a T‑Note de 2 anos fechou em 3,80% (+8 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,30% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,91% (+2 bps). No Brasil, a curva ganhou inclinação, com alta mais forte nos vértices médios e longos em reação ao petróleo e à oferta integral de NTN‑B pelo Tesouro: o DI jan/27 fechou em 14,01% (+8 bps), o DI jan/29 em 13,31% (+14 bps) e o DI jan/31 em 13,41% (+14 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira praticamente estável, com variação de -0,04%, mostrando resiliência no primeiro dia de negociação após o feriado de Tiradentes. A sessão foi marcada por maior aversão ao risco, diante da escalada das tensões no Oriente Médio e de seus reflexos sobre os preços do petróleo. Entre os segmentos, os Fundos de Recebíveis sustentaram o índice, com leve alta de 0,03%, reforçando seu perfil defensivo em um ambiente de inflação pressionada. No bloco de Tijolo, Lajes Corporativas foram o destaque positivo, avançando 0,31%, enquanto Shoppings recuaram 0,34% e Ativos Logísticos cederam 0,20%, levando o segmento a encerrar em queda de 0,12%. Os Fundos de Fundos registraram alta de 0,25%, enquanto Híbridos e Multiestratégia ficaram próximos da estabilidade, com recuos de 0,08% e 0,04%, respectivamente. Nos destaques individuais, VIUR11 liderou as altas, com valorização de 3,2%, seguido por BROF11 (+2,2%) e PVBI11 (+1,7%). No campo negativo, URPR11 recuou 2,5%, enquanto AZPL11 e HSLG11 caíram 1,3% e 1,2%, respectivamente.
Economia
Trump anunciou a prorrogação indefinida do cessar-fogo com o Irã, com os ataques militares suspensos até que Teerã apresente uma proposta unificada de paz. Na Zona do Euro, o PMI Composto de abril recuou para 50,1 pontos, com o setor de serviços entrando em contração pela primeira vez em 14 meses.
No Brasil, a CCJ da Câmara aprovou a admissibilidade da PEC que extingue a escala 6×1, permitindo que a proposta avance para uma comissão especial.
Na agenda de hoje, destaque para o PMI dos Estados Unidos referente a abril. No Brasil, nenhum indicador relevante está previsto.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)