31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados em leve alta e no Brasil é dia de divulgação do IBC-br

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 16/04/2026)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil é dia de divulgação da prévia do PIC, o IBC-Br de fevereiro.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,4%), após uma sessão histórica na véspera que levou o S&P 500 e o Nasdaq Composite a renovarem suas máximas, sustentada pela expectativa de um acordo entre EUA e Irã. No radar, temporada de resultados segue intensa, com empresas como PepsiCo, US Bancorp e Charles Schwab divulgando números, além de dados de atividade (produção industrial) e mercado de trabalho.

Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: +0,2%), acompanhando o tom positivo global, embora com composição mista entre setores. O movimento é sustentado por dados mais fortes no Reino Unido, com o PIB crescendo 0,5% em fevereiro (vs. 0,1% esperado), mas ainda com incertezas sobre o impacto do conflito no crescimento à frente.

Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +1,7%; CSI 300: +1,1%), acompanhando o rali global impulsionado pela expectativa de desescalada no Oriente Médio. O pano de fundo segue sendo a melhora no sentimento global, combinada com dados sólidos de atividade na China, cujo PIB cresceu 5% no 1T, acima das expectativas (4,8%).

IBOVESPA -0,46% | 197.737 Pontos.   CÂMBIO +0,24% | 4,99/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 0,5%. aos 197.737 pontos, interrompendo uma sequência de 11 altas consecutivas. Além disso, o movimento foi na contramão dos mercados globais, que continuaram avançando à medida que os investidores esperam uma redução do conflito no Oriente Médio.

MBRF (MBRF3, -10,4%) liderou as perdas do índice em meio a notícias de uma venda um bloco de cerca de 70 milhões de ações. Na ponta positiva, Iguatemi (IGTI11, +3,1%) avançou, acumulando uma alta de 60,1% em 2026.

Para o pregão de quinta-feira, destaque para o IBC-Br de fevereiro no Brasil.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram acomodação nesta quarta-feira, após duas sessões de queda, em meio à perda de fôlego do otimismo com um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e à piora do cenário geopolítico no Oriente Médio. As Treasuries voltaram a subir: a T Note de 2 anos encerrou em 3,76% (+1 bp), a T Note de 10 anos em 4,28% (+3 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,89% (+3 bps). No Brasil, a curva ganhou inclinação, com leve recuo nas taxas curtas em meio a dados de atividade mais fracos e alta nos vértices longos: o DI jan/27 fechou em 13,96% (‑3 bps), o DI jan/29 em 13,22% (+2 bps) e o DI jan/31 em 13,35% (+5 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta-feira com leve alta de 0,04%, impulsionado principalmente pelos Fundos de Recebíveis, que avançaram 0,19%, com destaque para os fundos indexados ao IPCA. Entendemos que esses fundos podem se beneficiar de um ambiente mais inflacionário, dada a possibilidade de efeitos positivos sobre as distribuições. Na sequência, os Fundos de Fundos subiram 0,06%. Os Fundos de Tijolo recuaram 0,04%, pressionados sobretudo pelos Fundos de Lajes Corporativas, que caíram 0,19%, enquanto os Fundos de Logística e de Shoppings encerraram o pregão praticamente estáveis. Já os Fundos Multiestratégia e os Fundos Híbridos fecharam em queda de 0,11% e 0,04%, respectivamente. Entre os destaques de alta, sobressaíram BLMG11 (+1,6%), SNFF11 (+1,4%) e VRTA11 (+1,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram observadas em VGRI11 (-2,8%), RBRL11 (-2,2%) e KORE11 (-1,4%).

Economia

O bloqueio naval dos Estados Unidos a todos os portos do Irã permanece, mas os ativos de risco se valorizam refletindo sinais de que contatos diplomáticos serão retomados. Os dois países cogitam estender por mais duas semanas o cessar-fogo vigente. Em relação aos indicadores econômicos, o PIB da China cresceu 5,0% no 1º trimestre de 2026 em relação ao 1º trimestre de 2025, um pouco acima da expectativa de mercado (4,8%). No entanto, outros indicadores de atividade trouxeram sinais fracos, especialmente as vendas no varejo e os investimentos em ativos fixos.    

No Brasil, as vendas varejistas cresceram pelo segundo mês consecutivo. O índice de varejo ampliado subiu 1,0% em fevereiro comparado a janeiro. A recuperação do comércio, em conjunto com a melhora dos serviços prestados às famílias, reforça nossa avaliação de aceleração do consumo no início de 2026. Prevemos elevação de 1,1% para o PIB no 1º trimestre e de 2,0% em 2026.

O governo anunciou a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), elevando a meta de contratações de 2 para 3 milhões de unidades até o fim de 2026. O pacote inclui aporte adicional de R$ 20 bilhões do Fundo Social. Além disso, o governo enviou ao Congresso o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. O texto manteve a meta de superávit primário de 0,5% do PIB (R$ 73,4 bilhões). Como destaque, o projeto trouxe que 39,4% do estoque de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs) devem ser contabilizados para fins de aferição da meta de 2027, acima do mínimo exigido (10%).

No campo político, a pesquisa Quaest apontou o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Lula em cenário de segundo turno na corrida presidencial. A vantagem de 2 pontos percentuais está dentro da margem de erro.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)