DESTAQUE DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal do Comércio de fevereiro
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(Brasília-DF, 15/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão estáveis e no Brasil, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal do Comércio de fevereiro.
Veja mais:
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam estáveis (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%), após uma forte sequência de alta que levou o S&P 500 a ficar a menos de 1% de sua máxima histórica. O S&P acumula 9 altas em 10 sessões, já tendo zerado as perdas desde o início do conflito. No radar, temporada de resultados ganha força, com Bank of America, Morgan Stanley, PNC Financial e ASML divulgando números hoje.
Na Europa, as bolsas operam em leve queda (Stoxx 600: -0,1%), pressionadas pelo setor de luxo. Empresas como Kering (-9,8%) e Hermès (-8,4%) lideram as quedas após resultados fracos, contaminando o sentimento no setor e puxando também nomes como LVMH e Christian Dior. O movimento ocorre apesar do tom mais positivo global, com investidores ainda digerindo a trajetória do conflito e a possibilidade de retomada das negociações.
Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: +0,3%; CSI 300: -0,3%), em linha com uma dinâmica mais equilibrada na Ásia. No restante da região, o movimento foi majoritariamente positivo, com o Kospi avançando +2,1% e o Nikkei +0,4%. O pano de fundo segue sendo o aumento das expectativas de um acordo entre EUA e Irã, embora ainda com elevado grau de incerteza.
IBOVESPA +0,33% | 198.657 Pontos. CÂMBIO -0,87% | 4,98/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,3%, aos 198.657 pontos, renovando novamente máximas históricas e se aproximando cada vez mais da marca de 200 mil pontos. O movimento positivo foi acompanhado pelo desempenho dos mercados globais (S&P 500, +1,2%; Nasdaq, +2,0%), mesmo sem sinais claros de avanço nas negociações entre EUA e Irã.
Cogna (COGN3, +4,8%) foi o principal destaque positivo do dia. Por outro lado, Petrobras (PETR3, -3,7%) foi o destaque negativo, em linha com a queda dos preços de petróleo (Brent: -4,8%).
Nesta quarta-feira, foco para divulgação dos dados do PIB na China do 1T26 e para o índice de inflação IGP-10 no Brasil.
Renda Fixa
Os juros futuros tiveram novo recuo nesta terça‑feira, em sessão marcada por alívio adicional na aversão ao risco com a perspectiva de novas negociações entre Estados Unidos e Irã e dados de inflação ao produtor (PPI) abaixo do esperado nos EUA. Ao longo do dia, os rendimentos dos Treasuries recuaram, em meio à combinação de noticiário geopolítico mais benigno, forte queda do petróleo e leitura de pressões inflacionárias contidas. A T‑Note de 2 anos encerrou em 3,75% (‑2 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,25% (‑4 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,86% (‑3 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 13,99% (‑11 bps), o DI jan/29 em 13,21% (‑11 bps) e o DI jan/31 em 13,30% (‑5 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira praticamente estável, com leve alta de 0,03%, em um dia marcado pelo fechamento da curva de juros. Entre os segmentos, o destaque positivo ficou para os Fundos de Recebíveis, que avançaram 0,12%, seguidos pelos Fundos de Fundos, com alta de 0,11%. Os Fundos de Tijolo registraram leve recuo de 0,04%, pressionados principalmente pelos Fundos de Lajes Corporativas, que caíram 0,11%, enquanto os Fundos de Logística avançaram 0,03%. Já os Fundos Multiestratégia e os Fundos Híbridos encerraram o dia praticamente estáveis. Entre os destaques de alta, sobressaíram VIUR11 (+2,0%), KCRE11 (+1,2%) e BROF11 (+1,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram observadas em GRUL11 (-4,7%), VGRI11 (-4,4%) e HSAF11 (-1,2%).
Economia
O Irã estuda uma pausa voluntária nos embarques pelo Estreito de Ormuz para não comprometer novas rodadas de negociação, enquanto Trump sinalizou que as conversas podem ser retomadas “nos próximos dois dias” no Paquistão. O petróleo Brent recuou 4,3%, para US$ 95,1 por barril, reagindo ao tom diplomático e ao alerta da AIE de que o conflito pode eliminar o crescimento da demanda global de petróleo pelo primeiro ano desde a pandemia. Nos Estados Unidos, o PPI de março veio bem abaixo das expectativas (0,5% m/m vs. exp. 1,1%), com a surpresa baixista refletindo a estabilidade dos preços de serviços e a queda nos alimentos — embora os combustíveis tenham subido fortemente, em reflexo direto da guerra.
No Brasil, a receita real de serviços avançou apenas 0,1% em fevereiro (XP e Mercado: 0,5%), puxada para baixo pelo fraco desempenho do setor de transportes. Em contrapartida, os Serviços Prestados às Famílias mostraram recuperação firme (1,4% m/m), favorecidos pelo mercado de trabalho aquecido. Nossa estimativa para o PIB do 1T26 aponta crescimento de 1,0% T/T.
Na agenda de hoje, destaque para os dados de atividade da China. Nos Estados Unidos, serão divulgados os índices de preços de importação e exportação de março e, ao final do dia, o Fed publica o Livro Bege.
No Brasil, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal do Comércio de fevereiro — estimamos alta de 1,0% para o varejo ampliado. Por fim, o governo apresentará o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.
(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)