FMI estima que, face ao momento de guerra no Oriente Médio, crescimento global deverá ser de 3,1% em 2026; Brasil deverá crescer 1,9%
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(Brasília-DF, 14/04/2026) Nesta terça-feira, 14, o Fundo Monetário Mundial (FMI) divulgou o seu World Economic Outlook de abril.
A atividade global, após resistir ao aumento das restrições comerciais e à grande incerteza do ano passado - enfrenta agora um grande teste desencadeado pelo início da guerra no Oriente Médio.
Se o conflito se mostrar de curta duração e não se alastrar, o crescimento global deverá desacelerar para 3,1% em 2026 e 3,2% em 2027. A inflação global deverá acelerar moderadamente em 2026, antes de começar a desacelerar novamente em 2027. A desaceleração do crescimento e o aumento da inflação deverão ser particularmente acentuados nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento. O Brasil deverá crescer 1,9%.
Os riscos negativos predominam nessas perspectivas. Um conflito prolongado ou crescente, o aumento da fragmentação geopolítica, uma reavaliação das expectativas em relação aos ganhos de produtividade impulsionados pela inteligência artificial ou um ressurgimento das tensões comerciais poderiam enfraquecer significativamente o crescimento e desestabilizar os mercados financeiros. Os altos níveis de dívida pública e a erosão da credibilidade institucional exacerbam essas vulnerabilidades. Por outro lado, a atividade poderia acelerar se a IA gerasse ganhos de produtividade mais rapidamente ou se as tensões comerciais diminuíssem permanentemente.
É essencial promover a flexibilidade, manter estruturas políticas credíveis e fortalecer a cooperação internacional para lidar com o choque atual, preparando-se, ao mesmo tempo, para futuras perturbações num ambiente global cada vez mais incerto. O Capítulo 2 demonstra que o aumento dos gastos com defesa, impulsionado pelo aumento das tensões geopolíticas, pode estimular a atividade econômica a curto prazo, mas também pode gerar pressões inflacionárias, comprometer a sustentabilidade fiscal e externa e correr o risco de prejudicar os gastos sociais, alimentando potencialmente o descontentamento e a agitação social. Como demonstra o Capítulo 3, quando um conflito irrompe, surgem difíceis escolhas macroeconômicas e consequências duradouras, que se estendem muito além do choque imediato da guerra.
(da redação com informações com informações de assessoria. Edição: Política Real)