DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, atenção para as vendas no varejo, receitas reais de serviços e o IBC-Br de fevereiro.
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(Brasília-DF, 13/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais em queda, barril do petróleo acima de 100 dólares e no Brasil, atenção para as vendas no varejo, receitas reais de serviços e o IBC-Br de fevereiro.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -0,7%), pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio. O movimento ocorre após uma semana forte para os mercados, com o cenário mudando rapidamente após o fracasso das negociações no fim de semana. O WTI salta para US$ 104,5 (+8,2%) e o Brent para US$ 102,5 (+7,7%), refletindo continuidade do risco de disrupção no fluxo global de energia. No radar, começa a temporada de resultados do 1T26, com destaque para bancos americanos ao longo da semana.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,7%), acompanhando o movimento global. O setor de viagens e lazer lidera as perdas (-2,1%), pressionado pelo risco de disrupção no fornecimento de combustível, com companhias como Wizz Air, Lufthansa e EasyJet em forte queda. Em contrapartida, o setor de energia se destaca positivamente, com empresas como a norueguesa Var Energi avançando, acompanhando a alta do petróleo. O movimento reflete o aumento da percepção de risco de um conflito mais prolongado e seus efeitos sobre a economia europeia.
Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: -0,9%; CSI 300: +0,2%), refletindo a cautela dos investidores diante da escalada geopolítica e da volatilidade no petróleo. No restante da região, o movimento foi majoritariamente negativo, com o Nikkei recuando 0,7% e o Kospi 0,9%, enquanto a Austrália também fechou em queda. O pano de fundo segue sendo a deterioração das perspectivas para o conflito, com o mercado precificando um cenário de guerra mais longa e impactos mais persistentes sobre energia e atividade global. Veja os Top 5 temas globais.
IBOVESPA +1,12% | 197.323 Pontos. CÂMBIO -1,16% | 5,02/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 4,9% em reais e 7,8% em dólares, renovando máximas históricas e se aproximando da marca de 200.000 pontos.
Hapvida (HAPV3, +24,8%) liderou as altas do índice, impulsionada pela notícia de que a companhia contratou um banco de investimento para avaliar a venda de suas operações no Sul do Brasil. Já Azzas 2154 (AZZA3, -17,3%) foi a principal queda, refletindo o anúncio da saída de um executivo-chave. Confira o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros no Brasil mostraram movimento misto, com leve abertura na parte curta da curva e fechamento relevante na ponta longa. A alta dos vértices mais próximos refletiu a surpresa altista do IPCA de março, enquanto o maior apetite por risco ao longo da semana favoreceu ativos locais e pressionou para baixo os prêmios longos. Lá fora, as Treasuries avançaram levemente após os dados de inflação nos EUA, em um ambiente ainda sensível às notícias sobre o Oriente Médio. A T Note de 2 anos encerrou em 3,80% (estável vs. semana anterior), a T Note de 10 anos em 4,32% (+2 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,91% (+3 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,06% (+3 bps), o DI jan/29 em 13,38% ( 25 bps) e o DI jan/31 em 13,42% ( 32 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o período em alta de 0,67%, impulsionado pelo avanço dos Fundos de Tijolo, com destaque para o desempenho positivo dos Fundos de Shoppings e dos Fundos de Lajes Corporativas, que subiram 1,23% e 0,99%, respectivamente. Os Fundos de Recebíveis também fecharam a semana no campo positivo, com alta de 0,55%, puxados principalmente pelos fundos indexados ao IPCA. Entendemos que esses fundos podem se beneficiar de um ambiente mais inflacionário, dada a possibilidade de efeitos positivos sobre a distribuição. Ainda entre os Fundos de Papel, os principais destaques negativos ficaram com os FIIs de perfil mais high yield. Por fim, os Fundos Multiestratégia avançaram 0,75%. Saiba mais.
Economia
No cenário internacional, as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã em Islamabad, no Paquistão, foram encerradas sem acordo após mais de 21 horas de conversas. Em resposta, o presidente Donald Trump ordenou que a Marinha americana inicie hoje um bloqueio marítimo a portos iranianos, levando o petróleo Brent a superar novamente a marca de 100 dólares por barril.
No Brasil, o IPCA de março avançou 0,88%, acima das expectativas, com contribuição expressiva dos combustíveis — refletindo os primeiros impactos do conflito no Oriente Médio. Em resposta ao dado, revisamos nossa projeção para o IPCA de 2026 de 4,8% para 5,1%. Adicionalmente, o governo começa a delinear um pacote antiendividamento que prevê liberação parcial do FGTS e novas linhas de crédito, com potencial superior a R$ 100 bilhões.
Na agenda desta semana, destaque para a divulgação do PIB do 1º trimestre e dos dados de atividade de março na China, a inflação ao produtor nos Estados Unidos e a inflação ao consumidor da Zona do Euro.
No Brasil, atenção para as vendas no varejo, receitas reais de serviços e o IBC-Br de fevereiro.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)