31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil é dia de divulgação do IPCA

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 10/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil é dia da divulgação da inflação oficial de março, o IPCA.

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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,1%), com investidores monitorando a fragilidade do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã. O pano de fundo segue sendo a dinâmica no Oriente Médio, com sinais mistos sobre o cumprimento do acordo, incluindo acusações de violação, e incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O petróleo volta a subir, com o WTI próximo de US$ 98 (+0,6%) e o Brent a US$ 96 (+0,5%). No radar, investidores acompanham dados de inflação (CPI), além de pedidos de bens duráveis e encomendas industriais.

Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: +0,5%), em meio a um ambiente ainda marcado por incertezas geopolíticas. O movimento ocorre após uma sessão mais fraca na véspera, com investidores reagindo a sinais de tensão no cessar-fogo. No macro, a inflação na Alemanha acelerou para 2,8% em março, com destaque para a pressão vinda dos preços de energia, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio.

Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,6%; CSI 300: +1,5%), acompanhando o tom mais positivo na Ásia, ainda que sob cautela diante das incertezas geopolíticas. No restante da região, o movimento foi majoritariamente positivo, com o Nikkei avançando 1,8% e o Kospi 1,4%. No macro, destaque para a inflação ao consumidor na China (+1% A/A em março) e para a alta nos preços ao produtor, a primeira em mais de três anos.

IBOVESPA +1,52% | 195.129 Pontos.  CÂMBIO -0,15% | 5,08/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em forte alta de 1,5%, aos 195.129 pontos, renovando sua máxima histórica e registrando o oitavo dia consecutivo de ganhos. No período, o índice acumulou alta de 7,5%, refletindo principalmente a redução dos prêmios de risco globais em meio às expectativas de desescalada no conflito no Oriente Médio.

Usiminas (USIM5, +6,1%) liderou os ganhos do índice, enquanto Petrobras (PETR3, +1,5%; PETR4, +1,5%) foi a principal contribuição positiva, apoiada por preços de petróleo ainda elevados. Por outro lado, Totvs (TOTS3, -2,8%) foi o principal destaque negativo do dia.

Nesta sexta-feira, foco para a divulgação do IPCA no Brasil e o CPI nos EUA.

Renda Fixa

Os juros tiveram comportamento misto nesta quinta‑feira, em meio à persistência de dúvidas sobre a fragilidade do cessar‑fogo no Oriente Médio e ao aumento do otimismo em relação ao diálogo entre Israel e Líbano. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,78% (‑1 bp), a T‑Note de 10 anos em 4,29% (0 bp) e o T‑Bond de 30 anos em 4,89% (+1 bp). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 13,92% (‑1 bp), o DI jan/29 em 13,31% (‑4 bps) e o DI jan/31 em 13,47% (‑2 bps), acompanhando o alívio parcial nos prêmios de risco globais.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) apresentou leve alta de 0,03% no pregão desta quinta-feira, reagindo ao fechamento da curva de juros diante da melhora na percepção de risco dos investidores em relação às tensões geopolíticas. Entre os segmentos, os Fundos de Tijolo lideraram os ganhos, com avanço de 0,11%, impulsionados principalmente pelos Fundos de Shoppings (+0,30%), enquanto os segmentos de Ativos Logísticos e Lajes Corporativas registraram movimentos mais contidos. Na sequência, os Fundos Multiestratégia avançaram 0,30%.

No campo negativo, os destaques ficaram para os Fundos Híbridos e os Fundos de Fundos, que recuaram 0,13% e 0,21%, respectivamente. Os Fundos de Recebíveis também encerraram o dia no negativo, com leve queda de 0,03%. Entre os destaques positivos do pregão, chamaram atenção GRUL11 (+2,2%), ITRI11 (+1,1%) e BTAL11 (+1,0%). Já no campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRL11 (-2,5%), DEVA11 (-2,1%) e HCTR11 (-1,6%)

Economia

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA e do Brasil para março serão divulgados hoje. A expectativa é de uma aceleração por conta dos efeitos do choque de energia ligado aos conflitos no Oriente Médio. Esta tendência já foi obsrvada no CPI da Alemanha divulgado mais cedo, que acelerou para 1.1% na variação mensal. A inflação ao consumidor é o principal ingrediente para antecipar as decisões de taxas de juros dos bancos centrais.

Nos mercados, os preços do petróleo e os mercados de ações globais estão relativamente estáveis ​​nesta manhã, a medida em que analistas de mercado consideram frágil o acordo de cessar-fogo no Oriente Médio. Apesar do acordo, Israel continuou a atacar alvos do Hezbollah, grupo alinhado ao Irã, no Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ontem que ordenou ao seu governo que iniciasse negociações com o Líbano

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)