DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil tem a pesquisa mensal do comércio
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(Brasília-DF, 09/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil a pesquisa mensal do comércio no Brasil vai ser divulgada hoje.
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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,2%), após o forte rali da véspera, registrando seu melhor dia desde abril de 2025. O movimento reflete realização parcial de lucros e aumento da cautela diante de sinais de fragilidade no cessar-fogo entre EUA e Irã. Apesar do acordo inicial de suspensão dos ataques por duas semanas, surgiram acusações de violação do acordo, elevando novamente a incerteza. No radar, investidores acompanham o PCE e pedidos de seguro-desemprego.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,7%), devolvendo parte dos ganhos expressivos da sessão anterior (+3,7%). Setores mais sensíveis ao ciclo lideram as perdas, após forte alta recente. O cenário segue dependente da evolução geopolítica, com investidores ajustando posições diante de um ambiente ainda volátil.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,5%; CSI 300: -0,6%), acompanhando o tom mais cauteloso global. No restante da região, o movimento foi semelhante, com o Kospi recuando 1,6% e o Nikkei 0,7%, refletindo a reprecificação do risco após dúvidas sobre o acordo entre EUA e Irã.
IBOVESPA +2,09% | 192.201 Pontos. CÂMBIO -1,41% | 5,08/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em forte alta de 2,1%, aos 192.201 pontos, renovando sua máxima histórica. O movimento foi impulsionado por um forte rali global após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, o que elevou o apetite por risco nos mercados.
Hapvida (HAPV3, +9,1%) liderou os ganhos do índice, impulsionada por notícias de que a companhia contratou um banco de investimentos para avaliar a venda de suas operações no Sul do Brasil. Por outro lado, Petrobras (PETR4, -3,9%) foi o principal destaque negativo, refletindo a forte queda nos preços do petróleo após o anúncio do cessar-fogo.
Nesta quinta-feira, a agenda inclui a divulgação da pesquisa mensal do comércio no Brasil e do deflator PCE nos EUA.
Renda Fixa
Os juros futuros recuaram nesta quarta‑feira, com alívio na aversão ao risco global. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,79% (‑2 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,29% (‑2 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,88% (‑1 bp). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 13,93% (‑22 bps), o DI jan/29 em 13,35% (‑33 bps) e o DI jan/31 em 13,49% (‑26 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) avançou 0,27% no pregão desta quarta‑feira, reagindo positivamente ao anúncio de um cessar‑fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, com vigência estimada para as próximas duas semanas. Entre os segmentos, os Fundos de Tijolo lideraram os ganhos, com alta de 0,28%, impulsionados especialmente pelos Fundos de Shoppings (+0,47%), além de avanços em Ativos Logísticos (+0,17%) e Lajes Corporativas (+0,15%). Na sequência, os Fundos Híbridos avançaram 0,37%, enquanto os Fundos de Recebíveis registraram alta de 0,21%. Os Fundos Multiestratégia tiveram valorização de 0,30%, enquanto os Fundos de Fundos também fecharam em alta, com avanço de 0,29%. Entre os destaques positivos do dia, chamaram atenção GRUL11 (+2,5%), RZAT11 (+2,1%) e ICRI11 (+2,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram de RBRL11 (-3,2%), HCTR11 (-1,2%) e CACR11 (-1,0%).
Economia
Os ativos financeiros globais apresentaram forte recuperação ontem em resposta ao anúncio de cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, ainda que as tensões geopolíticas persistam e os preços do petróleo continuem pressionados. Ataques aéreos de Israel no Líbano e uma ofensiva iraniana contra um oleoduto na Arábia Saudita evidenciaram a fragilidade da trégua. Uma delegação americana deve viajar ao Paquistão neste fim de semana para negociações com autoridades do Irã. O preço do petróleo (tipo Brent) recuou 12% na quarta-feira, para cerca de US$ 95 por barril, após ter sido negociado próximo a US$ 90 pela manhã.
A XP revisou suas projeções macroeconômicas à luz do conflito no Oriente Médio e do aumento expressivo nas cotações do petróleo. Conforme discutido no relatório Brasil Macro Mensal, Estados Unidos e Irã anunciaram um cessar-fogo temporário nesta semana, mas a incerteza na região permanece elevada. O documento destaca que economias exportadoras de petróleo, como o Brasil, tendem a ser relativamente beneficiadas. Termos de troca mais favoráveis, combinados com uma rotação dos fluxos de capitais em direção aos mercados emergentes, geram fortalecimento do real. Por sua vez, a projeção de inflação em 2026 (medida pelo IPCA) foi elevada de 3,8% para 4,8%. A estimativa para 2027 permaneceu em 4,0%, com a maior inércia inflacionária sendo compensada pelo câmbio mais apreciado, juros mais altos e algum recuo adicional nas cotações do petróleo. As expectativas para a taxa Selic subiram para 13,50% no final deste ano e 11,50% no final do ano que vem (antes: 12,75% e 11,00%, respectivamente).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)