DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil balança comercial de março será divulgada
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(Brasília-DF, 07/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para balança comercial de março no Brasil.
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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), em meio à proximidade do prazo imposto por Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz. O movimento reflete um mercado ainda resiliente, mesmo diante da escalada retórica, com os índices tendo fechado em alta na véspera. O mercado segue na expectativa de um possível cessar-fogo, com negociações envolvendo um acordo de 45 dias, ainda que o risco de escalada permaneça elevado.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,7%), recuperando perdas iniciais após o feriado prolongado, apesar da elevada incerteza geopolítica. O movimento reflete um posicionamento tático mais construtivo, sustentado pela expectativa de avanço nas negociações. No corporativo, destaque positivo para a Universal Music (+13%), após proposta relevante de aquisição.
Na China, os mercados ficaram estáveis (CSI 300: 0,0%), com parte da região ainda impactada por feriados. No restante da Ásia, o tom foi mais cauteloso, com movimentos limitados. O mercado segue com forte dependência de manchetes sobre o conflito, com o petróleo em alta reforçando a cautela. A proximidade do prazo para o Irã aumenta a incerteza de curto prazo, mantendo os mercados sensíveis a qualquer sinal de escalada ou resolução.
IBOVESPA +0,06 % | 188.161 Pontos. CÂMBIO – 0,24% | 5,15/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em leve alta de 0,1%, aos 188.162 pontos, com desempenho inferior aos mercados globais (S&P 500, +0,4%; Nasdaq, +0,6%). O mercado segue acompanhando de perto o conflito no Irã, com expectativas de um possível cessar-fogo à medida que se aproxima o prazo estabelecido por Donald Trump para um acordo.
Brava Energia (BRAV3, +3,1%) liderou os ganhos do índice, após notícias de possíveis negociações para venda de participação para a Ecopetrol, embora a Brava tenha negado posteriormente. Na ponta negativa, Cyrela (CYRE3, -3,4%) recuou em meio a um aumento recente na cautela dos investidores com o setor de construção civil de média e alta renda.
Para o pregão desta terça-feira, destaque para os dados da balança comercial de março no Brasil.
Renda Fixa
Os juros futuros avançaram nesta terça‑feira, em um ambiente marcado pela escalada das tensões geopolíticas entre EUA e Irã, com novas ameaças do presidente americano, Donald Trump, além da repercussão do payroll mais forte do que o esperado nos EUA, divulgado durante o feriado da maioria dos mercados. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,85% (+5 bps vs. sexta-feira), a T‑Note de 10 anos em 4,34% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,89% (+1 bp). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,17% (+14 bps), o DI jan/29 em 13,73% (+10 bps) e o DI jan/31 em 13,80% (+6 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira praticamente estável, com leve alta de 0,03%, em um dia marcado pela abertura da curva de juros, enquanto as tensões geopolíticas entre EUA e Irã permaneceram no radar dos investidores. Entre os segmentos do índice, os Fundos de Tijolo também fecharam próximos da estabilidade, com avanço de 0,03%, impulsionados principalmente pelos Fundos de Lajes Corporativas, que subiram 0,14%, ao passo que os Fundos de Logística recuaram 0,07%. Os Fundos Multiestratégia e os Fundos de Recebíveis encerraram o dia no campo positivo, com altas de 0,19% e 0,07%, respectivamente. Entre os destaques de alta, sobressaíram VIUR11 (+2,6%), VRTM11 (+1,5%) e JSCR11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram observadas em VGRI11 (-3,7%), VGIP11 (-2,1%) e SPXS11 (-1,6%).
Economia
No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio segue sem resolução. Com relação aos indicadores, o ISM de serviços nos Estados Unidos recuou para 54 pontos em março. Apesar de permanecer em território expansionista, ficou abaixo do esperado, sinalizando desaceleração da atividade em meio à guerra com o Irã.
No Brasil, as expectativas de inflação seguem em alta, com novas revisões para 2026, 2027 e 2028 no boletim Focus, ainda refletindo os preços mais elevados do petróleo. No noticiário, o governo anunciou a ampliação das medidas para conter os efeitos da alta dos combustíveis.
Na agenda de hoje, destaque para o relatório ADP de emprego nos Estados Unidos e para a divulgação da balança comercial de março no Brasil.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)