31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil será divulgada o IPCA de março e a balança comercial

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 06/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais em alta e no Brasil o IBGE divulga o IPCA de março. Por fim, conheceremos o saldo da balança comercial do mês passado.

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,5), após uma semana positiva, quando o S&P 500 subiu cerca de 6%, interrompendo uma sequência de cinco semanas de queda. O movimento ocorre em meio a novas sinalizações sobre um possível cessar-fogo entre EUA e Irã, com discussões envolvendo um plano que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz. Ainda assim, o cenário segue volátil, com o petróleo como principal driver. No radar, investidores reagem ao payroll divulgado na sexta-feira, que mostrou criação de 178 mil vagas (acima do esperado), mas com sinais mistos na dinâmica do mercado de trabalho.

Na China, os mercados permanecem fechados por feriados. No restante da Ásia, onde houve negociação, o tom foi mais construtivo, com o Kospi avançando 1,4% e o Nikkei subindo 0,6%. O pano de fundo segue sendo a combinação de expectativas de cessar-fogo com elevada incerteza quanto ao desfecho do conflito, mantendo os mercados sensíveis a manchetes e com o petróleo ditando a direção de curto prazo.

IBOVESPA +0,05% | 188.052 Pontos.   CÂMBIO +0,09% | 5,16/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 3,4% em reais e 4,4% em dólares, aos 188.052 pontos, superando significativamente as ações globais.

 

Natura (NATU3, +11,9%) foi um dos destaques positivos após o anúncio da intenção da Advent de entrar como acionista minoritário, além de outras atualizações estratégicas relevantes (veja mais detalhes aqui).

Na ponta negativa, as petroleiras Petrobras (PETR3, -2,3%; PETR4, -2,3%) e Prio (PRIO3, -4,1%) estiveram entre os destaques de queda, acompanhando a queda do preço do Brent. Veja o resumo semanal da Bolsa aqui.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros devolveram parte relevante dos prêmios recentes, com o movimento concentrado no início da semana, em meio tanto à leitura de que o prolongamento do conflito no Oriente Médio poderia afetar o crescimento global quanto a um otimismo sobre uma possível resolução, que impulsionou o fechamento das curvas. Nos EUA, a T Note de 2 anos encerrou em 3,80% ( 11 bps vs. semana anterior), a T Note de 10 anos em 4,30% ( 13 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,88% ( 9 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,03% ( 37 bps), o DI jan/29 em 13,63% ( 49 bps) e o DI jan/31 em 13,74% ( 41 bps).

IFIX

Na semana, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) avançou 0,44%,influenciado pelo alívio das tensões entre Estados Unidos e Irã. Entre os segmentos, os Fundos de Tijolo registraram alta de 0,48%, com destaque para Shoppings (+0,87%) e Ativos Logísticos (+0,45%). Além disso, os Fundos de Recebíveis também apresentaram desempenho positivo, com avanço de 0,38%.

Ainda assim, o índice encerrou março em queda de 1,06%, pressionado pelos segmentos mais sensíveis às variações dos juros futuros, com destaque para os Fundos de Fundos (-2,27%) e os Fundos de Tijolo (-1,61%), este último impactado, sobretudo, pelo desempenho negativo das lajes corporativas (-2,48%). Em contrapartida, os Fundos de Recebíveis apresentaram retração mais moderada (-0,42%), em linha com seu perfil mais defensivo em um ambiente de juros possivelmente elevados e IPCA pressionado pela alta do preço do petróleo, o que pode se refletir em rendimentos mais robustos à frente.

Economia

Segundo a Reuters, Irã e Estados Unidos receberam uma proposta de cessar fogo articulada por Paquistão, Egito e Turquia, que prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e uma trégua inicial como ponte para um acordo mais amplo. Em paralelo, Trump voltou a ameaçar ataques a instalações energéticas iranianas caso o estreito não seja reaberto, mantendo o Brent pressionado em torno de 110 dólares por barril e ampliando riscos inflacionários globais.

No Brasil, segundo o jornal O Globo, o governo enfrenta resistência para implementar o pacote de contenção dos preços de diesel, gás e frete, com distribuidoras rejeitando a subvenção e o Congresso pressionando para flexibilizar a MP do frete.

Nos Estados Unidos, a criação de 178 mil vagas em março foi impulsionada por fatores pontuais. Os dados do mercado de trabalho seguem sugerindo perda de fôlego.

Na agenda internacional desta semana, destaque para a publicação da inflação ao consumidor (CPI) de março nos Estados Unidos, para a qual o mercado espera forte aceleração em função dos impactos da guerra sobre preços de energia. Ainda nos Estados Unidos teremos a divulgação da inflação ao consumidor medida pelo deflator de consumo (PCE), da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária americano e a leitura final do PIB do 4º trimestre. No Brasil, o IBGE divulga o IPCA de março. Por fim, conheceremos o saldo da balança comercial do mês passado.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)