DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil será divulgado o Índice de Confiança Empresarial da FGV e o PMI industrial da S&P Global.
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(Brasília-DF, 01/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call: da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil serão divulgados apenas o Índice de Confiança Empresarial da FGV e o PMI industrial da S&P Global.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA em alta (S&P 500: +0,5%; Nasdaq 100: +0,7%), dando sequência ao forte rali da véspera. O movimento foi impulsionado por sinais de possível redução no conflito com o Irã, após declarações de Donald Trump indicando que as tropas americanas podem deixar o país em “duas a três semanas”. No corporativo, destaque negativo para a Nike, que projeta queda nas vendas ao longo do ano, pressionada principalmente pela fraqueza na China.
Na Europa, as bolsas operam em forte alta (Stoxx 600: +2,1%), recuperando parte das perdas recentes, com ganhos generalizados entre setores, exceto energia. O movimento acompanha a melhora do sentimento global. Ainda assim, o preço do petróleo permanece elevado, refletindo cautela do mercado quanto à normalização da oferta.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +2,0%; CSI 300: +1,7%), acompanhando o rali global. Na região, o destaque foi a Coreia do Sul, com o Kospi disparando 8,4% (maior alta desde março), enquanto o Kosdaq avançou 6,1%, impulsionados por dados fortes de exportação. O Japão também teve forte desempenho, sustentado por melhora no sentimento empresarial. Apesar do tom positivo, dados mais fracos de atividade na China (PMI abaixo das expectativas) indicam que a recuperação ainda ocorre em um ambiente macro heterogêneo.
IBOVESPA +2,71% | 187.461 Pontos. CÂMBIO -0,30% | 5,21/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 2,7%, aos 187.462 pontos, com 79 dos 83 componentes do índice avançando no pregão e um desempenho ligeiramente abaixo dos mercados globais (S&P 500, -2,9%; Nasdaq, -3,4%). Os ativos globais foram impulsionados por notícias afirmando que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria desejando encerrar o conflito no Oriente Médio mesmo sem uma reabertura imediata do Estreito de Ormuz. Como resultado, os preços do petróleo recuaram significativamente.
As ações da Natura (NATU3, +14,1%) subiram após a Advent International anunciar planos de adquirir uma participação entre 8% e 10% nos próximos seis meses, a um preço-alvo de R$ 9,75 por ação (veja aqui mais detalhes). Por outro lado, PRIO (PRIO3, -7,2%) foi o destaque negativo, repercutindo a forte queda dos preços do petróleo.
A agenda desta quarta-feira inclui a taxa de desemprego referente a fevereiro na Zona do Euro.
Renda Fixa
Os juros futuros recuaram nesta terça‑feira, em meio ao aumento do otimismo com uma possível resolução do conflito no Oriente Médio, o que contribuiu para a queda do petróleo e alívio das curvas globais. Esse movimento levou a novo fechamento da curva americana: a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,79% (‑4 bps), a de 10 anos em 4,32% (‑4 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,91% (0 bp). No Brasil, com o ambiente externo mais favorável e poucos efeitos de dados domésticos, os DIs tiveram firme queda, com o DI jan/27 em 14,11% (‑19 bps), o DI jan/29 em 13,73% (‑33 bps) e o DI jan/31 em 13,83% (‑29 bps).
IFIX
Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de terça‑feira em alta de 0,24%, em um dia marcado pelo fechamento da curva de juros influenciado pelo otimismo em relação a uma possível solução para o conflito no Oriente Médio. Entre os fundos que compõem o índice, os Fundos de Tijolo avançaram 0,21%, influenciados principalmente pelo desempenho dos Fundos de Shoppings (+0,36%) e de Ativos Logísticos (+0,25%), ainda que parte do movimento tenha sido compensada pela leve queda dos Fundos de Lajes Corporativas (‑0,02%).
Os Fundos de Recebíveis, os Fundos Híbridos e os Fundos Multiestratégia/FOFs também encerraram o pregão em alta, com valorizações de 0,24%, 0,30% e 0,13%, respectivamente. Entre os destaques positivos do dia, chamaram atenção AZPL11 (+2,6%), VINO11 (+2,0%) e DEVA11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por PVBI11 (‑1,2%), HGRE11 (‑1,1%) e MFII11 (‑0,8%).
Economia
O mercado de trabalho continua mostrando sinais de enfraquecimento nos Estados Unidos. Dados do relatório Jolts mostraram que vagas em aberto caíram mais do que o esperado e as novas contratações atingiram o menor nível desde março de 2020, enquanto as demissões aumentaram moderadamente. O atual cenário é descrito como um “equilíbrio de crescimento zero do emprego”. Já na Zona do Euro, o índice de gerentes de compras (PMI) do setor manufatureiro mostrou o maior nível desde meados de 2022, mas também apontou aumento de pressões decorrentes do conflito no Oriente Médio.
No Brasil, o Caged mostrou criação líquida de 255 mil empregos formais, em linha com as expectativas. De maior importância, admissões e demissões cresceram, assim como os rendimentos, e todos os setores continuaram apresentando crescimento do emprego. Avaliamos que o emprego formal segue em tendência positiva, ainda que com alguma moderação, e projetamos criação líquida de cerca de 900 mil vagas neste ano. Por sua vez, os dados fiscais mostraram um déficit de R$ 16,4 bilhões em fevereiro para setor público consolidado, ligeiramente melhor do que o do ano passado. Apesar disso, a dinâmica da dívida pública permanece desfavorável, já uqe o déficit nominal em 12 meses alcançou 8,5% do PIB, a DBGG subiu para 79,2% do PIB e a DLSP para 65,5%, com o custo implícito da dívida no maior nível desde 2017.
Na agenda do dia, teremos a divulgação nos Estados Unidos do relatório de empregos no setor privado da ADP, as vendas no varejo e o índice ISM industrial.
No Brasil, serão divulgados apenas o Índice de Confiança Empresarial da FGV e o PMI industrial da S&P Global.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)