31 de julho de 2025
CONTAS PÚBLICAS

Deficit do setor público foi de R$ 16,4 bi em fevereiro, informa BC; dívida bruto do setor público atingiu 79,2% do PIB

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Por Política Real com assessoria
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Resultado fiscal com seus comparativos, informa BC Foto: site do Banco Central

(Brasília-DF,31/03/2026) Na manhã desta terça-feira, 31, o Banco Central divulgou o seu Estatísticas Fiscais com os dados atualizados até fevereiro de 2026.

​O resultado primário do setor público consolidado foi deficitário em R$16,4 bilhões em fevereiro, ante déficit de R$19,0 bilhões no mesmo mês de 2025. O Governo Central e as empresas estatais registraram déficits respectivos de R$29,5 bilhões e R$568 milhões, e os governos regionais, superávit de R$13,7 bilhões. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$52,8 bilhões, equivalente a 0,41% do PIB, 0,02 p.p. do PIB inferior ao déficit acumulado até janeiro

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$84,2 bilhões em fevereiro de 2026, comparativamente a R$78,3 bilhões em fevereiro de 2025. Contribuíram para essa evolução os aumentos do endividamento líquido, da taxa Selic e do IPCA no período, mais que compensando o menor número de dias úteis (-2) e o resultado mais favorável das operações de swap cambial (ganhos de R$7,0 bilhões em fevereiro de 2025 e de R$8,1 bilhões em fevereiro de 2026). No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$1.036,8 bilhões (8,07% do PIB) em fevereiro deste ano, comparativamente a R$924,0 bilhões (7,74% do PIB) nos doze meses até fevereiro de 2025.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$100,6 bilhões em fevereiro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.089,6 bilhões (8,48% do PIB), mantendo-se estável como percentual do PIB, em relação ao mês anterior.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP atingiu 65,5% do PIB (R$8,4 trilhões) em fevereiro, elevando-se 0,6 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos dos juros nominais apropriados (+0,7 p.p.), da valorização cambial de 1,5% no mês (+0,2 p.p.), do déficit primário (+0,1 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,2 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,2 p.p.).

No ano, a DLSP apresenta crescimento de 0,3 p.p. do PIB, refletindo, em especial, os impactos dos juros nominais (+1,2 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 6,4% (+0,7 p.p.), do superávit primário acumulado (-0,7 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-0,6 p.p.) e dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,3 p.p.).

A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 79,2% do PIB (R$10,2 trilhões) em fevereiro de 2026, aumento de 0,5 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

A evolução no mês decorreu, principalmente, do efeito dos juros nominais apropriados (+0,7 p.p.), da emissão líquida de dívida (+0,1 p.p.), do efeito da valorização cambial (-0,1 p.p.) e da variação do PIB nominal (-0,3 p.p.). No ano, o aumento de 0,6 p.p. do PIB resulta principalmente da incorporação de juros nominais (+1,6 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-0,7 p.p.), do efeito da valorização cambial (-0,3 p.p.) e dos resgates líquidos de dívida (-0,1 p.p.).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)