31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil será divulgado o Novo Caged e o resultado do setor público

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercado em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 31/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil  vai ser divulga o Caged de fevereiro (saldo de emprego formal). Na agenda fiscal, temos a divulgação do resultado do Setor Público de fevereiro.

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Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,8%; Nasdaq 100: +0,8%), impulsionados pela queda dos preços do petróleo após notícias de possível redução no conflito entre EUA e Irã. O movimento ocorre após uma sessão negativa na véspera. O principal driver segue sendo o petróleo, que chegou a subir com notícias de ataque a um petroleiro, mas recuou após reportagem indicando que Donald Trump estaria disposto a encerrar as hostilidades mesmo sem a reabertura completa do Estreito de Ormuz. O alívio nos preços sustentou o apetite por risco, enquanto declarações de Jerome Powell indicando inflação sob controle também contribuíram positivamente.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,8%) após abertura volátil. Apesar da recuperação intradiária, o índice caminha para encerrar março com queda de aproximadamente 7,8%, o pior desempenho mensal desde 2022, refletindo o impacto prolongado do conflito e da alta dos preços de energia. No macro, a inflação da zona do euro subiu para 2,5% em março, acima da meta do BCE, pressionada pelo aumento nos custos energéticos.

Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: +0,1%; CSI 300: -0,9%), refletindo a volatilidade do petróleo e a incerteza sobre o desfecho do conflito. A pressão foi mais intensa na Coreia do Sul, com o Kospi recuando mais de 4%. O pano de fundo segue sendo a leitura de que, apesar de sinais de possível melhora, o cenário permanece incerto, com o petróleo oscilando fortemente e o mercado ainda ajustando expectativas quanto à duração e intensidade do conflito.

IBOVESPA +0,53% | 182.514 Pontos.  CÂMBIO -0,04% | 5,23/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,5%, aos 182.514 pontos, interrompendo uma sequência de dois dias de queda, enquanto o conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções do mercado. Além disso, falas mais brandas do presidente do Fed, Jerome Powell, e o aumento de preocupações com os efeitos de um choque prolongado de oferta na atividade econômica, levaram a um fechamento das curvas de juros globais.

Na ponta positiva, WEG (WEGE3, +3,5%) foi o principal destaque do índice, impulsionada por uma elevação de recomendação por um banco de investimentos. Por outro lado, Lojas Renner (LREN3, -4,7%) e C&A (CEAB3, -4,3%) foram os destaques negativos após notícias indicando que o governo estaria discutindo novamente a possibilidade do fim da “taxa das blusinhas”.

Nesta terça-feira, foco para o CPI de março na Zona do Euro.

Renda Fixa

Os juros futuros recuaram nesta segunda‑feira, refletindo a crescente avaliação de que o prolongamento do conflito no Oriente Médio pode gerar efeitos negativos sobre o crescimento econômico, além do choque inflacionário de curto prazo. Esse movimento levou a um fechamento expressivo da curva americana, diante da leitura de uma política monetária potencialmente menos restritiva. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,83% (‑8 bps), a de 10 anos em 4,35% (‑8 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,91% (‑6 bps). No Brasil, além do ambiente externo, declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicando a continuidade da calibragem da Selic, reforçaram a queda das taxas, com o DI jan/27 em 14,29% (‑9 bps), o DI jan/29 em 14,03% (‑8 bps) e o DI jan/31 em 14,10% (‑7 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda‑feira em queda de 0,19%, em um dia marcado pela abertura da curva de juros. Entre os fundos que compõem o índice, os principais destaques negativos foram os Fundos de Tijolo recuaram 0,29%, influenciados sobretudo pelo desempenho dos Fundos de Shoppings (‑0,42%) e de Ativos Logísticos (‑0,37%). Os Fundos Multiestratégia também encerraram o pregão em queda, com recuo de 0,20%. Já os Fundos de Recebíveis fecharam no campo negativo, mas com uma retração mais moderada, de 0,12%, refletindo seu perfil mais defensivo. Entre os destaques positivos do dia, chamaram atenção ITRI11 (+3,2%), SPXS11 (+3,0%) e HGCR11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VIUR11 (‑3,3%), BTAL11 (‑1,7%) e PCIP11 (‑1,6%).

Economia

Segundo o Wall Street Journal, o presidente Donald Trump indicou a assessores que pode encerrar a ofensiva militar dos EUA mesmo sem a reabertura imediata do Estreito de Hormuz. A Casa Branca entende que parte dos objetivos militares já foi cumprida e que a reabertura de Hormuz poderia ficar para uma etapa posterior. Em relação aos preços, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o cenário para a inflação nos Estados Unidos segue sob controle. Segundo ele, as expectativas de inflação de médio e longo prazo continuam “bem ancoradas”, o que permite ao Fed olhar além das oscilações de curto prazo do petróleo, e que a taxa atual, na faixa de 3,5% a 3,75%, é adequada para um período de observação.

No Brasil, o governo central registrou déficit primário de R$ 30,0 bilhões em fevereiro. Esperamos que a arrecadação continue a crescer com a retomada da atividade econômica e a manutenção dos preços do petróleo em níveis elevados, embora a execução mais forte das despesas discricionárias e a redução da fila de pedidos de benefícios previdenciários e do BPC/LOAS sigam pressionando o resultado primário.

Na agenda doméstica, o Ministério do Trabalho apresentará o Caged de fevereiro (saldo de emprego formal), em que estimamos criação líquida de 245 mil vagas. Na agenda fiscal, temos a divulgação do resultado do Setor Público de fevereiro, que deve mostrar déficit de 16,9 bilhões de reais. Na agenda internacional, destaque para o relatório Jolts, que mostrará a abertura de vagas de emprego em fevereiro.

 

( da redação com informações da agência. Edição: Política Real)