31 de julho de 2025
CPMI DO INSS

Membros da CPMI do INSS rebatem ministro Gilmar Mendes; eles negam que tenha ocorrido vazamento dos dados íntimos de Daniel Vorcaro, dizem que ele vai ter que provar o que alegou

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Por Politica Real com agências
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Damares Alves se manifestou no plenário da CPMI do INSS Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

(Brasília-DF, 27/03/2026) Nesta sexta-feira, 27, durante os trabalhos em que foi lido o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relato da CPMI do INSS, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) se manifestou.

A senadora pelo DF. teceu críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, por comentários do magistrado durante o julgamento no plenário da Corte na quinta-feira (26), que formou maioria de 8 x 2 para derrubar a autorização de prorrogação da CPMI. 

Mendes disse durante a sessão do Supremo que o vazamento de dados e conversas íntimas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e sua ex-noiva Martha Graeff era "falta de escrúpulos". A suspeita é de que as informações teriam sido vazadas da sala-cofre do Senado, por algum parlamentar membro da CPMI do INSS. Para Damares, a fala de Gilmar Mendes representou desrespeito aos assessores “que trabalharam arduamente na comissão”.

"Não se joga na vala a história de profissionais, homens e mulheres honrados, que temos aqui nos servindo todos os dias. [...] O ministro Gilmar não tinha o direito de jogar todos os nossos assessores numa vala de lama, especialmente as meninas, mulheres assessoras desta Casa, que deram a vida por essa CPMI",  disse Damares.

O sendor Carlos Viana( Podemos-MG), presidente da CPMI concordou e negou ter havido vazamentos de informações da sala-cofre do Senado. Ele disse que as afirmações precisam ser comprovadas pelo ministro.

"Não houve nenhum vazamento de dados. A fala [de Gilmar Mendes] precisa inclusive ser esclarecida; é preciso apontar quem fez o vazamento porque, sem isso, fica muito ruim a relação nossa, de parlamentares, com o próprio Supremo.", disse.

CPMI

Instalada em 20 de agosto de 2025, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi criada para investigar "o mecanismo bilionário de fraudes identificado no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas". O requerimento de criação veio após a Operação Sem Desconto, deflagrada em 2025 pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou descontos ilegais nas aposentadorias e pensões, em benefício de diversas associações, muitas delas de fachada. Desde 2023, a CGU passou a investigar o grande número de associações e o montante descontado dos aposentados. 

Integrada por 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes, a CPMI funcionou por sete meses, com um total de 37 reuniões e mais de mil quebras de sigilo, sendo presidida pelo senador Carlos Viana e tendo como relator o deputado Alfredo Gaspar. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)