DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil divulgação das contas externas de fevereiro e taxa de desemprego de fevereiro.
Veja mais números
Publicado em
(Brasília-DF, 27/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados estão em queda e no Brasil destaque para a divulgação das contas externas de fevereiro e taxa de desemprego de fevereiro.
Veja mais:
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,5%), mesmo após Donald Trump estender o prazo para eventuais ataques à infraestrutura energética do Irã até 6 de abril. A medida sinaliza tentativa de avanço nas negociações, mas não foi suficiente para sustentar o apetite por risco, diante da persistente incerteza, especialmente após declarações do governo iraniano indicando ausência de intenção de negociar diretamente com os EUA. O petróleo segue como principal driver, com preços ainda elevados, refletindo o risco de disrupção no Estreito de Ormuz.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,8%), acompanhando o tom mais defensivo global. O movimento reflete a dificuldade do mercado em interpretar os sinais contraditórios sobre as negociações. No corporativo, destaque para Pernod Ricard (+2%), após notícias de negociações de fusão com a Brown-Forman, em um movimento relevante dentro do setor de bebidas.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,4%; CSI 300: +0,6%), enquanto o restante da Ásia apresentou desempenho mais fraco. Japão (Nikkei: -0,4%) e Coreia do Sul (Kospi: -0,4%) recuaram, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário ainda incerto no Oriente Médio. O pano de fundo segue sendo a ausência de clareza sobre um eventual acordo, com mensagens divergentes entre EUA e Irã.
IBOVESPA -1,45% | 182.732 Pontos. CÂMBIO +0,06% | 5,23/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 1,45%, aos 182.732,67 pontos, interrompendo uma sequência de três altas consecutivas e registrando a maior baixa diária em pontos e em percentual desde 20 de março de 2026. O movimento foi novamente causado pelo cenário de aversão ao risco nos mercados globais devido às incertezas sobre os rumos do conflito no Oriente Médio e preços do petróleo significativamente elevados. A queda foi disseminada ao longo do índice, com 74 dos 83 papéis que compõem o Ibovespa recuando.
Na ponta positiva, Brava Energia (BRAV3, +5,0%) liderou os ganhos do dia, repercutindo a alta dos preços do petróleo. Já Braskem (BRKM5, -7,2%) foi o destaque negativo, enquanto o mercado aguarda pela divulgação dos resultados do 4T25 da companhia.
Nesta sexta-feira, foco para a divulgação da taxa de desemprego referente a fevereiro no Brasil. Além disso, começa hoje a Expert Trader XP. O evento é voltado para traders de todos os níveis, do iniciante ao avançado, que buscam aprimorar suas estratégias, ampliar conhecimentos e se conectar com outros profissionais do mercado. Saiba mais aqui.
Renda Fixa
Os juros futuros apresentaram forte alta nesta quinta‑feira, pressionados pela alta do petróleo e pela retomada das tensões no Oriente Médio, com a não adesão do Irã ao plano dos EUA para um cessar-fogo, além do IPCA‑15 acima do esperado no Brasil. No exterior, os Treasuries avançaram, com a T‑Note de 2 anos em 4,00% (+12 bps), a de 10 anos em 4,43% (+11 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,94% (+5 bps). No mercado doméstico, a curva abriu significativamente, refletindo expectativas de um ciclo mais restrito de cortes da Selic, com o DI jan/27 em 14,32% (+21 bps), o jan/29 em 14,09% (+27 bps) e o jan/31 em 14,15% (+19 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta‑feira em queda de 0,09%, em um dia marcado pela abertura da curva de juros e pela divulgação do IPCA‑15, que veio acima das expectativas. Entre os fundos que compõem o índice, os segmentos mais sensíveis foram os principais destaques negativos: os Fundos de Fundos e os Fundos Multiestratégia recuaram 0,41% e 0,16%, respectivamente, enquanto os Fundos de Tijolo caíram 0,15%, influenciados sobretudo pelo desempenho dos Fundos de Lajes Corporativas (‑0,43%), movimento parcialmente compensado pela leve alta dos Fundos de Shoppings (+0,02%). Os Fundos de Recebíveis encerraram o pregão no campo positivo, com alta de 0,06%, refletindo seu perfil mais defensivo. Entre os destaques positivos, chamaram atenção GARE11 (+1,1%), GTWR11 (+0,8%) e RECT11 (+0,8%). Já no campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VIUR11 (‑2,1%), KORE11 (‑1,9%) e TGAR11 (‑1,8%).
Economia
O conflito no Oriente Médio segue com mais uma onda de ataques. Donald Trump afirmou que cabe ao Irã convencer os EUA sobre um acordo para encerrar a guerra, ao mesmo tempo, prorrogou a pausa dos ataques em infraestruturas de energia até o dia 6 de abril. No Brasil, o Banco Central divulgou o Relatório de Política Monetária (RPM), onde descreveu que enxerga a inflação arrefecendo e o hiato do PIB convergindo para território neutro. Por fim, o IPCA-15 de março veio acima das expectativas, mesmo ainda sem captar os efeitos do aumento do preço do petróleo. Dessa forma, revisamos nossa projeção para o IPCA para 2026 de 3,8% para 4,5%.
Na agenda de hoje, destaque para a divulgação das contas externas de fevereiro, que apresentam o déficit em conta corrente e Investimento Direto no País, e da taxa de desemprego de fevereiro.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)