DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil será divulgada a confiança do consumidor da FGV no Brasil
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(Brasília-DF, 25/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil será divulgada a confiança do consumidor da FGV no Brasil.
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Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P +0,8%; Nasdaq +1,0 %), impulsionados por notícias de possível redução no conflito EUA–Irã, após reportagem do New York Times indicando que Washington enviou um plano de paz, além de comentários de Donald Trump reforçando que negociações estão em andamento. Assim, o Brent recua cerca de 5,5% para US$ 94,7/barril.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +1,1%), refletindo o alívio com possíveis negociações no Oriente Médio e queda do petróleo. Setores mais sensíveis a crescimento (mineração e construção) lideram a recuperação, enquanto energia fica para trás com o recuo do petróleo. No cenário macroeconômico, a inflação do Reino Unido veio em 3,0% A/A, ainda pressionada, mas pré-conflito, sem capturar o choque recente de energia.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI +1,1%; CSI 300 +1,4%), acompanhando o movimento global. No restante da Ásia, o destaque ficou com Japão (Nikkei +2,9%) e Coreia (Kospi +1,6%), refletindo melhora no sentimento com sinais de negociação. O principal ponto foi a forte queda do petróleo, que alivia o choque inflacionário via energia no curto prazo.
Economia
Nos Estados Unidos, o índice de gerentes de compras (PMI) da S&P Global composto recuou para 51,4 de 51,9, puxado pelo PMI de serviços, que marcou 51,1 ante 51,7 do mês anterior, enquanto a manufatura avançou para 52,9. No Reino Unido, dados de inflação mostraram estabilidade no mês de fevereiro, com o índice cheio marcando 3,0% e o núcleo – que exclui item mais voláteis – subindo de 3,1% para 3,2%.
IBOVESPA +0,32% | 182.509 Pontos. CÂMBIO +0,30% | 5,25/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 0,3%, aos 182.509 pontos, superando os mercados globais (S&P 500, -0,4%; Nasdaq, -0,8%), com mais um dia de desempenho fraco em meio ao conflito no Oriente Médio. A resiliência do índice de ações brasileiro é explicada principalmente pelo forte desempenho do setor de Petróleo & Gás, com destaque para Petrobras (PETR4; +2,7%) e Prio (PRIO3; +2,9%). Após o fechamento do mercado, a notícia de um possível cessar-fogo causou um rápido alívio nos ativos globais, e deve repercutir no desempenho das ações brasileiras no pregão desta quarta-feira.
Minerva (BEEF3; +4,6%) teve movimento de recuperação após a forte queda da semana anterior, quando a companhia divulgou resultados abaixo das expectativas (clique aqui para acessar mais detalhes). Por outro lado, Azzas (AZZA3; -2,8%) foi o principal destaque negativo. Nesta terça-feira (24), nosso time de Varejo organizou a XP Fashion Conference 2026 e, em relação a Azzas, observamos que ajustes operacionais devem continuar impactando os resultados de curto prazo da companhia (clique aqui para acessar mais detalhes).
Nesta quarta-feira, as atenções se voltam para a temporada de resultados do 4T25, com a divulgação de números de Allied, Americanas, Armac, Cruzeiro do Sul, Equatorial Energia, JBS, Multiplan, Orizon e Ser Educacional.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram esta terça‑feira em alta, em um ambiente marcado pela reversão do otimismo observado na véspera em torno de um possível acordo no conflito no Oriente Médio. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos fechou em 3,92% (+8 bps), a de 10 anos em 4,39% (+5 bps) e a de 30 anos em 4,95% (+4 bps), após o Irã negar negociações em andamento e diante da alta do petróleo. No Brasil, a curva fechou em alta mais moderada do que a observada ao longo do dia, com redução da piora no fim do pregão após relatos sobre uma possível proposta dos EUA para um cessar‑fogo temporário. O DI jan/27 encerrou em 14,16% (+1 bp), o jan/29 em 13,82% (+9 bps) e o jan/31 em 13,93% (+11 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta terça‑feira em queda de 0,15%, em um dia marcado pela abertura da curva de juros. Entre os fundos que compõem o índice, os segmentos mais sensíveis foram os principais destaques negativos: os Fundos de Fundos recuaram 0,26%, enquanto os Fundos de Tijolo caíram 0,18%, influenciados sobretudo pelo desempenho dos Fundos de Shoppings (‑0,31%) e de Lajes Corporativas (‑0,22%). Os Fundos de Recebíveis também fecharam no campo negativo, mas com uma queda mais moderada, de 0,11%, refletindo seu perfil mais defensivo. Entre os destaques positivos, chamaram atenção VIUR11 (+1,6%), JSCR11 (+1,3%) e KORE11 (+1,3%). Já no lado negativo, as maiores baixas foram registradas por HCTR11 (‑1,7%), GRUL11 (‑1,5%) e BRCO11 (‑1,4%).
Economia
No Brasil, a ata do Copom trouxe poucas novidades em relação ao comunicado pós-reunião e reforçou o cenário de afrouxamento monetário nas próximas reuniões, com ritmo e duração condicionados ao cenário, especialmente aos desdobramentos do conflito no oriente médio. O Comitê reiterou que os riscos para inflação em ambas as direções se intensificaram, mas afirmou que seguirá “com serenidade”. Interpretamos a ata como neutra e mantemos nosso cenário-base de cortes de 50 p.b. nas próximas reuniões, até 12,75%.
Ainda no doméstico, tivemos a divulgação dos dados da arrecadação tributária federal de fevereiro, que atingiu R$ 222,1 bilhões, alta de 5,7% ante o ano anterior e maior valor para o mês da série histórica. O resultado foi impulsionado por uma reaceleração da atividade econômica, especialmente do consumo. Além disso, o governo federal divulgou o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias de março. O documento trouxe revisões importantes de receitas e despesas, especialmente pela incorporação das medidas relacionadas à isenção de PIS/Cofins e à subvenção do diesel, além da alta dos preços do petróleo. Ao fim, não houve necessidade de impor um contingenciamento de despesas, mas um bloqueio de R$ 1,6 bilhão para recompor despesas obrigatórias – aquém de nossas estimativas – foi anunciado.
Agenda do dia relativamente esvaziada. Teremos apenas a divulgação dos estoques de petróleo nos Estados Unidos e da confiança do consumidor da FGV no Brasil.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)