31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque para divulgação íntegra da Ata do Copom

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 24/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos aponta os mercados globais em queda e no Brasil é dia de analisar a integra da ata do Copom.

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam levemente em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: 0,0%), após o forte rali da véspera. Na segunda-feira, os mercados tiveram seu melhor dia desde fevereiro, com o S&P 500 subindo 1,15% e o Nasdaq 1,38%, impulsionados por sinais, ainda incertos, de possível resolução do conflito entre EUA e Irã. O rali foi reforçado pela queda do petróleo, mas o movimento já perde força, uma vez que nesta manhã, o Brent volta a subir para cerca US$ 101 (+1,8%), refletindo dúvidas sobre a real evolução diplomática.

Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,3%), após recuperação na sessão anterior. Apesar de declarações do governo americano sugerindo negociações, autoridades iranianas negaram qualquer diálogo direto, o que mantém a incerteza elevada. No macro, saem dados de PMI industrial na Alemanha e no Reino Unido.

Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +2,8%; CSI 300: +1,3%), acompanhando o rali global, embora tenham perdido força ao longo do dia com a recuperação do petróleo. O Kospi subiu 2,7% e o Nikkei avançou 1,4%, com destaque também para dados mais fracos de inflação no Japão (CPI: 1,3%), reforçando um cenário de política monetária ainda acomodatícia.

 

IBOVESPA +3,24% | 181.931 Pontos.  CÂMBIO -0,68% | 5,24/USD

 

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em forte alta de 3,2%, aos 181.931 pontos, registrando o maior ganho diário desde janeiro deste ano. O movimento refletiu um ambiente global de maior apetite por risco, diante de sinais de possível redução no conflito no Oriente Médio, após declarações de Donald Trump mencionando negociações com o Irã, apesar de negadas pelo país. O desempenho foi disseminado, com apenas um papel do índice terminando o dia no território negativo.

Na ponta positiva, CSN (CSNA3, +8,5%) subiu após anunciar a obtenção de um financiamento de US$ 1,2 bilhão, reduzindo preocupações com seu perfil de endividamento no curto prazo. Por outro lado, Prio (PRIO3, -2,8%) foi o único destaque negativo, refletindo a queda nos preços do petróleo.

Nesta terça-feira, o mercado deve acompanhar a divulgação da ata do Copom, além de seguir atento aos desdobramentos do cenário geopolítico. Na agenda corporativa, foco para os resultados do 4T25 de Agibank, Boa Safra e Enjoei.

Renda Fixa

Os juros futuros recuaram nesta segunda‑feira, acompanhando a melhora do apetite por risco no cenário externo após sinalizações dos EUA sobre uma possível pausa nos ataques à infraestrutura do Irã e abertura para negociações, o que levou a um recuo do petróleo. Nos EUA, as Treasuries fecharam em baixa: T‑Note 2 anos em 3,84% (‑5 bps), 10 anos em 4,34% (‑5 bps) e 30 anos em 4,91% (‑4 bps). No Brasil, a curva fechou de forma disseminada: DI jan/27 em 14,15% (‑27 bps), jan/29 em 13,77% (‑35 bps) e jan/31 em 13,87% (‑28 bps).

 

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) fechou o pregão desta segunda‑feira praticamente estável (+0,01%), em um dia marcado pela suspensão, por cinco dias, dos ataques dos EUA ao Irã, movimento que favoreceu o fechamento da curva de juros. Os Fundos de Fundos e os Fundos Híbridos foram os principais destaques positivos, com altas de 0,31% e 0,39%, respectivamente. Já os Fundos Multiestratégia e os Fundos de Tijolo recuaram 0,05% e 0,07%, sendo este último influenciado sobretudo pela queda dos Fundos de Shoppings (‑0,21%), parcialmente compensada pela leve alta dos Fundos Logísticos (+0,03%).

Os Fundos de Recebíveis encerraram o dia praticamente estáveis (+0,01%), com os Fundos High Yield se destacando entre as maiores altas do pregão. Entre os principais destaques positivos estiveram HCTR11 (+6,3%), URPR11 (+2,8%) e DEVA11 (+2,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CPSH11 (‑1,3%), PMIS11 (‑1,2%) e SNCI11 (‑1,2%).

Economia

O petróleo Brent recuou na segunda-feira, sendo negociado em US$ 97, após os Estados Unidos terem adiado ataques contra instalações de energia no Irã. Além disso, Donald Trump mencionou que teve conversas “construtivas” com autoridades iranianas, entretanto, o Irã negou essa afirmação.

Na agenda doméstica, destaque para a divulgação da Ata do Copom, documento publicado pelo Banco Central que explica os motivos que levaram à decisão sobre a taxa Selic. Na agenda internacional, temos a divulgação de PMIs nos EUA – sondagens com empresas que buscam captar o pulso da atividade econômica.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)