Depois da fala de Trump de possível acordo com o Irã, bolsa sobre e dólar cai no Brasil; dólar foi a R$ 5,24
Setor de supermercado celebra sanção de Lula que permite venda de medicamentos
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Com agências
(Brasília-DF, 23/03/2026) Nesta segunda-feira, 23, o Ibovespa registrou forte alta com investidores repercutindo os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã.
O presidente Donald Trump anunciou nesta manhã que irá prorrogar por cinco dias sua ameaça de destruir usinas de energia iranianas após ter tido “conversas produtivas” com as lideranças do país.
O Irã negou repetidamente a ideia de que negociações de paz estivessem em andamento.
Ainda assim, a mudança repentina de tom por parte de Trump impulsionou os mercados globais, com o Ibovespa fechando em alta de 3,24%, aos 181.932 pontos, depois de um tombo de 2,25% no último pregão.
Já o dólar, que havia atingido uma máxima em dois meses na última sessão, caiu forte nesta segunda-feira. A moeda recuou 1,29%, e encerrou o dia cotada a R$ 5,24.
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O setor supermercadista e de abastecimento brasileiro alcançou hoje um marco histórico. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.357/2026 (antigo PL 2158/2023), que autoriza a instalação de farmácias completas em supermercados. A sanção é vista como uma vitória da articulação institucional liderada pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), com o apoio estratégico da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) e da Associação Brasileira de Atacadistas de Autosserviço (ABAAS).
O setor supermercadista reúne cerca de 424 mil lojas e atende milhões de consumidores diariamente, o que pode ampliar o acesso a medicamentos, sobretudo em regiões com baixa oferta de farmácias.
O texto sancionado autoriza aos supermercados a instalação de farmácias completas em suas dependências, desde que cumpram integralmente as normas sanitárias vigentes. Isso inclui controle de medicamentos, estrutura física adequada e a presença permanente de um profissional farmacêutico.
Mais do que uma mudança regulatória, a medida é vista pelas entidades como uma evolução estratégica do varejo alimentar, que passa a integrar de forma estruturada a jornada de saúde e bem-estar do consumidor brasileiro. Para o presidente da ABRAS, João Galassi, a sanção encerra um ciclo de debates de mais de 30 anos e posiciona o setor como um protagonista na economia do bem-estar.
"Na prática, a lei trará mais conveniência no dia a dia, com farmácias completas no local onde as famílias já fazem suas compras. A medida acompanha uma realidade clara: o Brasil está envelhecendo, a demanda por saúde cresce e o consumidor busca soluções cada vez mais práticas e integradas. Ao mesmo tempo, o avanço do bem-estar e da prevenção já faz parte da rotina das pessoas. Com a presença dos supermercados em todo o país, essa iniciativa tem potencial de ampliar o acesso à saúde de forma significativa. Mais facilidade, mais acesso e mais cuidado com a população", afirma Galassi.
( da redação com informações de assessoria e Bloomberg Linea. Edição: Política Real)