31 de julho de 2025
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DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil sem destaque na divulgação de índices

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados financeiros hoje Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 23/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando mercados em queda e no Brasil sem destaques para índices neste início de semana.

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA chegaram a operar em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -0,9%), pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio após um novo ultimato do governo americano ao Irã, mas passaram a operar no positivo após novas declarações do presidente norte-americano. O movimento ocorre após os principais índices acumularem quatro semanas consecutivas de queda. O principal gatilho segue sendo o petróleo, refletindo o risco de disrupção prolongada no Estreito de Ormuz. No radar, investidores acompanham o PMI dos EUA amanhã, buscando sinais iniciais de desaceleração econômica.

Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -2,0%), acompanhando o sell-off global, com os setores mais cíclicos liderando as perdas. O movimento reflete tanto a escalada do conflito quanto o aumento da incerteza sobre o fluxo de energia global. Além disso, houve forte queda nos metais preciosos, com o ouro recuando mais de 5% e a prata cerca de 7%, indicando liquidação generalizada de posições. No corporativo, destaque negativo para a Poste Italiane, após anunciar aquisição relevante da Telecom Italia.

Na China, os mercados fecharam em queda acentuada (HSI: -3,5%; CSI 300: -3,3%), refletindo o aumento da aversão ao risco global. A pressão foi ainda mais intensa no restante da região asiática, com o Kospi despencando 6,5% (com interrupção temporária das negociações) e o Nikkei caindo 3,5%. O petróleo segue como principal variável, com o mercado já incorporando cenários de disrupção mais prolongada.

IBOVESPA -2,25% | 176.219 Pontos. CÂMBIO +0,41% | 5,27/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em baixa, com queda de 0,8% em reais e 1,0% em dólares, fechando aos 176.219 pontos.

O principal destaque positivo da semana foi Eneva (ENEV3, +24,7%), impulsionada pelo Leilão de Capacidade de Reserva, que registrou preços acima do esperado e descontos menores em relação ao preço-teto regulatório. A companhia esteve entre as vencedoras do leilão, que contratou cerca de 19 GW de capacidade (link).

No lado negativo, Minerva (BEEF3, -15,5%) recuou após divulgar resultados de 4T25 abaixo das expectativas (link).

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros avançaram em meio ao aumento da aversão ao risco, refletindo a intensificação do conflito no Oriente Médio, a alta dos preços de energia e a reprecificação das expectativas para a política monetária global. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,89% (+16 bps vs. semana anterior), a T‑Note de 10 anos em 4,39% (+11 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,95% (+4 bps), em meio ao questionamento sobre o ritmo de cortes do Fed. No Brasil, a piora do ambiente externo pressionou fortemente a curva de juros, levando o DI jan/27 a 14,42% (+10 bps), o DI jan/29 a 14,11% (+18 bps) e o DI jan/31 a 14,15% (‑2 bps), com abertura mais relevante nos vencimentos intermediários.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sexta-feira com queda de 0,06% e recuo de 0,46% no acumulado da semana, influenciado pelos conflitos externos que perduraram ao longo dos últimos dias, refletindo um cenário mais sensível.

Os Fundos de Tijolo apresentaram recuo de 0,14%, refletindo um desempenho negativo entre os principais segmentos do grupo. As maiores pressões vieram de Lajes Corporativas, que caíram 0,46%, e de Ativos Logísticos, com queda de 0,28%, enquanto os Fundos de Shoppings avançaram 0,20%.

Os Fundos Híbridos também registraram desempenho negativo, com baixa de 0,34%, enquanto os Fundos de Recebíveis destoaram do movimento e encerraram o dia em alta de 0,12%. Entre os demais segmentos, os FOFs se mantiveram estáveis, enquanto Multiestratégia apresentou leve recuo de 0,02%.

Entre as maiores altas do pregão estiveram SNFF11 (+2,3%), PCIP11 (+2,2%) e CPSH11 (+1,6%). No campo negativo, os principais destaques foram GRUL11 (-3,0%), BRCR11 (-2,1%) e ITRI11 (-2,2%).

Economia

Donald Trump ameaçou atacar usinas de energia no Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até hoje, enquanto Teerã rejeitou o ultimato e mantém o bloqueio diante do risco a petroleiros. As sinalizações de Trump permanecem contraditórias: ele alterna ameaças de destruir alvos estratégicos no Irã com indicações de fim próximo da operação. Após o ultimato, o presidente norte-americano afirmou nesta segunda-feira (23) que os Estados Unidos tiveram conversas boas e produtivas com o Irã. Relatos indicaram que a Casa Branca avalia um possível cessar‑fogo em meio ao desgaste doméstico e ao aumento dos custos do conflito.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real).