31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Israel diz que ataques contra o Irã "aumentarão significativamente", enquanto Donald Trump fala em reduzir as operações militares no Oriente Médio.

Irã faz ataque a ilha-base dos EUA/ Reino Unido, no Oceano Índico

Por Politica Real com agências
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EUa e Israel divergem sobre a guerra Foto: BBC

Com agências.

(Brasília-DF, 21/03/2026). Neste sábado, 21, com algumas horas de diferença, Israel e Estados Unidos ofereceram previsões distintas para a guerra contra o Irã. 

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que os ataques contra o Irã "aumentarão significativamente" na próxima semana. Pouco antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmara que considerava reduzir as operações militares no Oriente Médio.

Segundo o republicano, os EUA estão próximos de alcançar seus objetivos, mas outros países deveriam assumir a liderança na proteção do Estreito de Ormuz, cujo fechamento parcial ameaça um choque global de energia.

Enquanto isso, os Estados Unidos enviam mais navios de guerra e fuzileiros navais para a região, e o Irã ameaça atacar locais turísticos ao redor do mundo.

As mensagens contraditórias dos EUA vieram após uma nova alta nos preços do petróleo derrubar o mercado acionário americano. Em seguida, o governo Trump anunciou que suspenderia sanções sobre petróleo iraniano já carregado em navios, a fim de conter o disparo dos preços dos combustíveis.

De forma geral, Trump e seu governo têm enviado sinais ambíguos sobre os objetivos dos EUA ao longo da guerra, que agora entra na quarta semana, deixando tradicionais aliados americanos sem clareza sobre como reagir.

Reação

Neste sábado, 21, Irã lançou mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no oceano Índico que abriga uma base militar estratégica do Reino Unido e dos Estados Unidos. 

O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis do Irã" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os mísseis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã.

Os EUA descrevem a base de Diego Garcia como "plataforma praticamente indispensável" para operações de segurança no Oriente Médio, no sul da Ásia e no leste da África. Lar de cerca de 2,5 mil integrantes — em sua maioria americanos —, ela já apoiou operações militares americanas desde o Vietnã até o Iraque e o Afeganistão. 

No ano passado, os EUA enviaram vários bombardeiros B‑2 Spirit, com capacidade nuclear, para Diego Garcia, em meio a uma intensa campanha de ataques aéreos contra os rebeldes houthis do Iêmen.

O Reino Unido inicialmente recusou permitir o uso da base para ataques americano‑israelenses contra o Irã. Mas, após a República Islâmica retaliar contra países vizinhos, o governo britânico afirmou que bombardeiros americanos poderiam usar Diego Garcia e outra base britânica para atacar os locais de lançamento de mísseis iranianos. 

Na sexta‑feira (20/03), o governo britânico disse que isso inclui locais usados para atacar navios no Estreito de Ormuz. O Reino Unido insiste que bases britânicas só podem ser usadas para "operações defensivas específicas e limitadas".

Mas o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse no X que o primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, "está colocando vidas britânicas em risco ao permitir que bases do Reino Unido sejam usadas para agressões contra o Irã".

O Irã atualmente mantém um limite autoimposto ao seu programa de mísseis balísticos, restringindo seu alcance a 2 mil quilômetros. No entanto, autoridades americanas há muito alegam que o programa espacial iraniano poderia permitir o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais.

( da redação com informações da DW e AP. Edição: Política Real)