31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil foco recai sobre o PIB do 1º trimestre de 2026 e o resultado primário do setor público consolidado

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Por Politica Real com agências
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Mercados em estabilidade Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 29/05/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil destaque recai sobre o PIB do 1º trimestre de 2026 e o resultado primário do setor público consolidado.

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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), enquanto investidores seguem monitorando os desdobramentos do conflito entre EUA e Irã. O destaque no pós-mercado ficou para a forte alta da Dell Technologies, que disparou 37% após elevar guidance e divulgar resultados acima das expectativas, reforçando a narrativa positiva em torno do ciclo de investimentos em IA.

Na Europa, as bolsas operam avançam (Stoxx 600 +0,6%), conforme investidores avaliam a possibilidade de extensão temporária do cessar-fogo entre EUA e Irã. O mercado europeu também segue acompanhando a escalada do setor de defesa, impulsionada por novas tensões geopolíticas após um drone russo atingir um prédio residencial na Romênia, membro da OTAN e da União Europeia.

Na China, os mercados fecharam com desempenhos mistos (CSI 300: -0,5%; HSI: +0,7%), refletindo maior cautela dos investidores chineses diante das incertezas geopolíticas e da fragilidade do cessar-fogo entre EUA e Irã. No restante da Ásia, os índices fecharam majoritariamente em alta, ignorando parcialmente a retomada de tensões no Oriente Médio e acompanhando o bom desempenho das ações de tecnologia globais.

IBOVESPA -0,39% | 175.063 Pontos.  CÂMBIO -0,12% | 5,05/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,4%, aos 175.063 pontos, apesar da melhora do apetite por risco ao longo do dia após os negociadores dos EUA e do Irã terem chegado a um arcabouço para estender o cessar-fogo, mas que ainda depende de aprovação de Donald Trump. O principal fator por trás do desempenho fraco do índice, no entanto, foram os dados Caged, que vieram abaixo das expectativas do mercado.

Copasa (CSMG3, +4,9%) liderou os ganhos após anunciar novos termos para seu processo de privatização. Azzas 2154 (AZZA3, -3,4%) foi o principal destaque de queda, seguida por Magazine Luiza (MGLU3, -3,3%) e Assaí (ASAI3, -2,4%).

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram com sinais mistos nesta quinta-feira. Nos EUA, as Treasuries recuaram, com a T-note de 2 anos a 4,02% (-1bp), a de 10 anos a 4,45% (-3bps) e o T-bond de 30 anos a 4,98% (-3bps), refletindo dados do PCE e do PIB mais fracos do que o esperado e avanços nas negociações geopolíticas no Oriente Médio.

No Brasil, a curva apresentou abertura, com o DI jan/27 em 14,10% (+3bps), o DI jan/29 em 13,89% (+6bps) e o DI jan/31 em 13,96% (+4bps), pressionada principalmente por fatores técnicos ligados à forte oferta de títulos prefixados pelo Tesouro, que se sobrepôs ao Caged mais fraco e ao ambiente externo mais favorável. A curva de NTN-B apresentou oscilações marginais, com a B29 em 7,87% (vs. 7,89%), a B35 em 7,71% (vs. 7,71%) e a B50 em 7,27% (vs. 7,29%).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira em alta de 0,20%, aos 3.861,52 pontos, avançando 7,71 pontos frente ao fechamento anterior. Com o resultado, o índice segue próximo da máxima de 52 semanas, atualmente em 3.944,38 pontos.

Os Fundos de Recebíveis lideraram os ganhos do dia, com avanço de 0,23%, em um movimento consistente com o perfil defensivo do segmento. Os Fundos de Tijolo também encerraram no campo positivo, com alta de 0,19%, sustentados por Shoppings (+0,29%) e Lajes Corporativas (+0,39%), enquanto Ativos Logísticos registraram leve recuo de 0,06%. Os Fundos Híbridos avançaram 0,15%, os Fundos de Fundos subiram 0,55% e Multiestratégia registrou alta de 0,37%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BPML11 (+3,5%), GTWR11 (+2,4%) e BCRI11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-8,3%), DEVA11 (-3,6%) e PCIP11 (-1,0%).

Economia

Estados Unidos e Irã chegaram a um possível acordo para estender o cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. Apesar da notícia positiva, novos episódios militares ao longo de ontem mostraram que a trégua permanece instável.

Na Zona do Euro, a ata da última reunião de política monetária do banco central reforçou a sinalização de uma postura mais restritiva. O documento apontou que o choque de oferta elevou o risco de pressões inflacionárias mais disseminadas, ainda que a desaceleração da atividade imponha um dilema crescente à política monetária.

No Brasil, a geração de empregos formais perdeu ritmo, mas a taxa de desemprego segue baixa. Na seara fiscal, O governo central registrou superávit primário de R$ 25,5 bilhões em abril. O resultado refletiu principalmente o avanço da receita líquida.

Na agenda internacional de hoje, destaque para a leitura final da confiança do consumidor da Universidade de Michigan. No Brasil, o foco recai sobre o PIB do 1º trimestre de 2026 e o resultado primário do setor público consolidado.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)