31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil o que se fala é de Dário Durigan no Ministério da Fazenda

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 20/03/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil comece a se acostumar com Dário Durigan, novo chefe da Fazenda.

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Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -0,9%), caminhando para mais uma semana negativa, fortemente influenciado pela disparada do petróleo em meio à guerra entre EUA e Irã. Hoje, os preços do barril seguem avançando, com Brent subindo (+2,2%) e o WTI praticamente estável (+0,1%), mesmo após sinais de possível abertura do Estreito de Ormuz e comentários mais conciliatórios de líderes globais.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,2%), recuperando parte das perdas da véspera. O movimento é liderado por setores mais cíclicos, como bancos e construção, enquanto energia fica para trás. Bancos centrais europeus mantiveram juros estáveis nesta semana, mas adotaram tom mais cauteloso, destacando que a guerra no Oriente Médio eleva riscos inflacionários e reduz a visibilidade sobre o crescimento.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,9%; CSI 300: -0,4%), refletindo a persistente aversão a risco global. No restante da Ásia, o Kospi sul-coreano foi exceção, subindo 0,3%, enquanto outros países seguiram pressionados. O pano de fundo continua sendo a guerra no Oriente Médio, com ataques a infraestruturas energéticas, incluindo instalações de gás no Catar, elevando preocupações sobre oferta global.

IBOVESPA +0,35%% | 180.270 Pontos.  CÂMBIO +0,91% | 5,25/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,4%, aos 180.270 pontos, recuperando parte das perdas da sessão anterior. O dia foi marcado por volatilidade, com o índice inicialmente pressionado por um movimento global de aversão a risco em meio à alta do petróleo com a escalada das tensões no Oriente Médio, mas revertendo ao longo do pregão e fechando no positivo. No cenário doméstico, o mercado também reagiu à decisão do Banco Central, que optou por um corte de 25 bps na taxa básica de juros.

Hapvida (HAPV3, +15,0%) liderou os ganhos, em um pregão de elevada volatilidade. As ações chegaram a cair cerca de 15% na abertura após a divulgação de resultados do 4T25 abaixo das expectativas do mercado. No entanto, ao longo do dia, o papel reverteu o movimento. Por outro lado, Minerva (BEEF3, -10,7%) foi o principal destaque negativo, após divulgar resultados abaixo do esperado, especialmente em receitas (clique aqui para acessar mais detalhes).

Nesta sexta-feira, teremos uma agenda econômica e de balanços esvaziada, com o foco do mercado permanecendo nos desdobramentos do cenário geopolítico e seus impactos sobre os ativos globais.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram desempenho misto nesta quinta‑feira. Nos EUA, as Treasuries operaram sem sinal único em meio à volatilidade do petróleo e à cautela dos bancos centrais, com a T‑Note de 2 anos a 3,80% (+2 bps), a de 10 anos a 4,26% (0 bp) e o T‑Bond de 30 anos a 4,84% (‑4 bps). No Brasil, após forte volatilidade intradiária, houve leve alívio no fim do pregão, acompanhando a queda do petróleo, com o DI jan/27 a 14,10% (‑3 bps), o jan/29 a 13,68% (‑1 bp) e o jan/31 a 13,83% (‑3 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,11%, influenciado pelo ambiente externo mais sensível às tensões entre Estados Unidos e Irã.

Os Fundos de Tijolo apresentaram leve recuo de 0,07%, em um desempenho mais equilibrado entre os segmentos. Enquanto os Fundos de Shoppings avançaram 0,47%, contribuindo positivamente para o grupo, os Fundos de Ativos Logísticos e de Lajes Corporativas registraram quedas de 0,08% e 0,10%, respectivamente. Os Fundos de Recebíveis também tiveram variação negativa, com recuo de 0,10%.

Entre os demais segmentos, o desempenho também foi negativo, com os Fundos Híbridos (-0,15%), Multiestratégia (-0,73%) e FOFs (-0,55%) apresentando queda.

Entre as maiores altas do pregão estiveram PMIS11 (+2,5%), KORE11 (+1,6%) e LIFE11 (+1,5%). No campo negativo, os principais destaques foram OUJP11 (-4,6%), TGAR11 (-2,7%) e URPR11 (-2,2%).

Economia

Os bancos centrais da Europa, Inglaterra e China mantiveram os juros diante do aumento de incertezas no cenário global, devido a escalada do conflito no Oriente Médio e seus impactos nos preços do petróleo e gás natural. Na área comercial, a União Europeia avançou na implementação do acordo firmado com os EUA, abrindo caminho para uma votação final no plenário, etapa necessária antes de o texto seguir aos Estados‑membros. Entretanto, parlamentares europeus incluíram cláusulas condicionando a entrada em vigor do acordo.

No Brasil, Lula anunciou Dario Durigan como novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad.

( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)