31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil só se fala da reunião do Copom

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 17/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil só se fala da reunião do Copom e suas possibilidades.

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), após a forte recuperação da sessão anterior, à medida que o petróleo volta a subir e reacende preocupações inflacionárias. Hoje, no entanto, o Brent volta a superar US$ 100/barril (+2,9%), refletindo incertezas sobre a segurança no Estreito de Ormuz e a ausência de uma coalizão clara para proteger o fluxo de petróleo. No radar, investidores acompanham a decisão de juros do Federal Reserve na quarta-feira, que deve manter a taxa inalterada diante do aumento das pressões inflacionárias.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,5%), mesmo com a nova alta do petróleo, sugerindo alguma resiliência dos mercados. O movimento é puxado por setores como utilities, automotivo e energia, enquanto tecnologia e industriais ficam mais para trás.

Na China, os mercados tiveram desempenho misto (HSI: +0,1%; CSI 300: -0,7%), enquanto o restante da Ásia apresentou viés mais positivo. O Kospi sul-coreano subiu 1,6%, enquanto o Nikkei japonês ficou estável. O destaque ficou para o setor de tecnologia, impulsionado pela conferência da Nvidia, com empresas como Samsung e TSMC avançando após projeções otimistas para demanda por chips de inteligência artificial.

IBOVESPA +1,25% | 179.875 Pontos.   CÂMBIO -1,60% | 5,23/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 1,25%, aos 179.875 pontos, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas. O movimento refletiu uma melhora no apetite a risco global em meio a expectativas de maior normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, embora ainda não concretizadas.

CSN (CSNA3, +5,4%) liderou os ganhos, em movimento de recuperação, após ser o destaque negativo da semana passada devido ao resultado do 4T25 da companhia. O dia também foi marcado por uma amplitude bastante positiva, com a grande maioria das ações do índice registrando alta. Na ponta negativa, Porto Seguro (PSSA3, -2,3%) recuou após o anúncio de uma potencial transação com a Oncoclínicas (ONCO3, +3,2%), cujas ações, no entanto, reagiram positivamente à notícia.

Nesta terça-feira, além do acompanhamento do cenário global, o mercado estará atento à temporada de resultados do 4T25, com destaque para Blau, Desktop, Ecorodovias e Taesa.

Renda Fixa

Os juros futuros recuaram nesta segunda‑feira, acompanhando a melhora do apetite por risco, favorecida pela queda dos preços do petróleo diante das perspectivas de maior tráfego no Estreito de Ormuz. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou a 3,68% (‑5 bps), a de 10 anos a 4,23% (‑6 bps) e o T‑Bond de 30 anos a 4,87% (‑5 bps). No Brasil, o alívio foi intensificado pela atuação do Tesouro Nacional, com anúncio de leilões extraordinários de recompra de títulos prefixados e NTN‑Bs, o que levou a uma queima relevante de prêmios de risco, com o DI jan/27 a 14,07% (‑22 bps), o DI jan/29 a 13,54% (‑34 bps) e o DI jan/31 a 13,73% (‑38 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) fechou o pregão de segunda‑feira em leve alta de 0,05%, em um dia de desempenho misto entre os segmentos. Os Fundos de Recebíveis foram o principal destaque positivo, com valorização de 0,38%, enquanto os Fundos de Multiestratégia avançaram 0,30%. Entre os Fundos de Tijolo, o índice ficou praticamente estável, com leve recuo de 0,02%, refletindo a queda de Lajes Corporativas (‑0,80%), parcialmente compensada pela alta de Ativos Logísticos (+0,11%). Já os Fundos Híbridos recuaram 0,49%, enquanto os FOFs avançaram 0,11%. Entre as maiores altas do pregão estiveram ICRI11 (+3,2%), OUJP11 (+3,0%) e KNSC11 (+2,4%). No campo negativo, os principais destaques foram VINO11 (-7,3%), BPML11 (-4,9%) e HGRE11 (-3,3%).

Economia

As negociações entre EUA e China em Paris avançaram, especialmente em temas agrícolas, minerais críticos e comércio administrado, preparando terreno para o encontro entre Trump e Xi Jinping. Entretanto, a reunião entre os dois presidentes pode ser adiada.

Publicamos nosso Esquenta do Copom, em que alteramos nossa projeção para manutenção da Taxa Selic em 15,00% na decisão dessa semana. O fluxo de dados e notícias desde a última reunião do Copom piorou o cenário para a inflação. Os preços do petróleo dispararam em meio à guerra no Oriente Médio, a atividade doméstica voltou a ganhar força, as medidas de núcleo do IPCA subiram e as expectativas inflacionárias parecem se estabilizar acima da meta. Nosso cenário-base agora assume quatro cortes consecutivos de 0,50 p.p. a partir de abril, levando a taxa Selic para 13,00%.

Sem indicadores relevantes para a agenda de hoje.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)