31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para semana de reunião do Copom

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 16/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil as atenções estão voltadas para semana de reunião do Copom e divulgação do IBC-Br de fevereiro.

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,5%), enquanto investidores tentam recuperar parte das perdas após mais uma semana negativa para os mercados. O principal foco segue sendo o petróleo, que permanece elevado em meio à guerra entre EUA e Irã. O WTI opera próximo de US$ 98/barril, enquanto o Brent avança para cerca de US$ 100, após o fluxo de navios no Estreito de Ormuz permanecer praticamente interrompido desde o início do conflito. No radar da semana, investidores acompanham a reunião do Federal Reserve, além da conferência GTC da Nvidia, que começa hoje.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,3%), pressionadas pela persistência dos preços elevados do petróleo e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio. O setor de energia lidera ganhos, refletindo a alta do Brent, enquanto setores mais sensíveis ao crescimento econômico, como automóveis, utilities e viagens, lideram as perdas.

Na China, os mercados tiveram desempenho misto (HSI: +1,5%; CSI 300: +0,1%). Dados macro trouxeram algum alívio, com as vendas no varejo China crescendo 2,8% A/A, acima das expectativas, enquanto a produção industrial avançou 6,3%, indicando resiliência da demanda externa. No restante da Ásia, o Kospi sul-coreano subiu 1,1%, enquanto o Nikkei japonês caiu levemente (-0,1%) e o ASX 200 australiano recuou 0,4%

IBOVESPA -0,91% | 177.653 Pontos.    CÂMBIO +0,94% | 5,25/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda, recuando 1,0% em reais e 1,2% em dólares, aos 177.653 pontos.

SLC Agrícola (SLCE3, +9,8%) liderou os ganhos após divulgar resultados do 4T acima das estimativas do mercado (veja aqui). Já a CSN (CSNA3, -20,4%) esteve entre os principais destaques de queda após reportar resultados abaixo das expectativas, especialmente após o aumento de sua alavancagem financeira (veja mais detalhes aqui).

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros globais avançaram em meio ao aumento da aversão ao risco, influenciados pela combinação de incertezas geopolíticas no Oriente Médio, volatilidade das commodities e ajustes nas expectativas sobre o ritmo de cortes de juros ao redor do mundo. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos terminou a 3,73% (+17 bps vs. semana anterior), a T‑Note de 10 anos a 4,28% (+14 bps) e o T‑Bond de 30 anos a 4,91% (+15 bps). No Brasil, o movimento foi intensificado na sexta‑feira pelo desmonte forçado de posições, que pressionou especialmente os vértices curtos, levando o DI jan/27 a 14,32% (+65 bps), o DI jan/29 a 13,93% (+63 bps) e o DI jan/31 a 14,17% (+45 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) fechou a sexta‑feira em alta de 0,35%, após uma semana predominantemente negativa, marcada pelos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. Os Fundos de Recebíveis lideraram os ganhos, com valorização de 0,60%, enquanto os Híbridos avançaram 0,48%. Entre os Fundos de Tijolo, que subiram 0,18%, o movimento foi sustentado principalmente por Shoppings (+0,32%), Ativos Logísticos (+0,11%) e Lajes Corporativas (+0,08%). Já os Fundos de Fundos foram o único segmento a registrar queda no dia, com recuo de 0,18%, enquanto Multiestratégia avançou 0,30%. Entre as maiores altas do pregão estiveram VINO11 (+4,0%), PMIS11 (+2,9%) e BCRI11 (+2,4%). No campo negativo, os principais destaques foram TRBL11 (-1,0%), HGRE11 (-0,9%) e RBFM11 (-0,9%).

Economia

Donald Trump aumentou a pressão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz ao pedir apoio de países aliados — incluindo membros da Otan — e pressionar a China. Até o momento, não há confirmação de que algum governo tenha aceitado o pedido.

Na China, os dados do início de 2026 mostraram melhora da atividade, com alta da produção industrial, das vendas no varejo e do investimento em ativos fixos. Ainda assim, persistem sinais de fragilidade, refletidos na demanda doméstica fraca, na alta do desemprego e nas pressões do setor imobiliário. Na agenda internacional desta semana, os principais bancos centrais decidirão sobre a taxa de juros e a expectativa é que todos entreguem manutenção. Além disso, a agenda dos Estados Unidos contará com a divulgação do índice de preços ao produtor e a produção industrial, ambos referentes a fevereiro.

No Brasil, todas as atenções estarão voltadas ao Copom. Por fim, o Banco Central divulgará o IBC-BR de fevereiro, índice mensal de atividade econômica.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)