Governo do Brasil nega visto para assessor de Donald Trump; Lula diz que ele só entrará no Brasil quando liberar o visto de Alexandre Padilha
Itamaraty viu que houve falsidade no pedido do visto do assessor de Donald Trump
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(Brasília-DF, 13/03/2026) Nesta sexta-feira, 13, o Governo do Brasil, através do Itamaraty, anunciou que revogou o visto do assessor do governo do presidente Donald Trump, Darren Beattie. Ele teria falseado o verdadeiro motivo de eu pedido de entrada no Brasil.
Lá no Rio de Janeiro(RJ), onde cumpre agenda para fazer entrega no Hospital Federal do Andaraí, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o assessor Darren Beattie só entrará no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos.
“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados.”
Durante agenda no Rio de Janeiro, Lula lembrou que os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha, no ano passado. À época, o visto do ministro estava vencido e, portanto, não passível de cancelamento.
“Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, completou Lula.
Visita negada
Nessa quinta-feira ,12, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Darren Beattie.
Na decisão, Moraes disse que a visita do assessor do presidente Donald Trump não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.
“Ingerência”
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita a Bolsonaro poderia configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.
A declaração consta em ofício enviado pelo chanceler brasileiro ao ministro do Supremo.
“A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, afirmou Vieira no documento.
( da redação com informações de redes sociais e assessoria. Edição: Política Real)