31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) será o destaque da agenda doméstica

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 13/03/2026)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

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Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,2%), enquanto investidores aguardam a divulgação do PCE. Na sessão anterior, os três principais índices renovaram mínimas de fechamento de 2026, com o S&P 500 recuando 1,5%, após o petróleo disparar com novas tensões no Oriente Médio. O Brent avançou 9,2% para US$ 100,46, seu primeiro fechamento acima de US$ 100 desde agosto de 2022.

Na Europa, as bolsas operam em baixa (Stoxx 600: -0,3%), pressionadas pelo petróleo acima de US$ 100/barril e pelos riscos de uma guerra prolongada no Oriente Médio, mesmo após o anúncio da liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas da IEA e de 172 milhões de barris da reserva estratégica dos EUA. A tensão aumentou após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmar que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado como forma de pressionar adversários.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -1,0%; CSI 300: -0,4%), refletindo preocupações com a escalada do conflito e os preços elevados do petróleo. No restante da Ásia, o Nikkei japonês caiu 1,2%, enquanto o Kospi sul-coreano recuou 1,7%.

No noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, o Irã afirmou que permitiu a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, mas indicou que nações consideradas alinhadas à ofensiva militar de Estados Unidos e Israel podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota. A hidrovia, fundamental para o comércio global de petróleo, permanece com circulação restrita desde o início dos ataques. A cotação do petróleo (tipo Brent) subiu 10% ontem, para cerca de US$ 100 por barril.

IBOVESPA -2,55% | 179.284 Pontos.  CÂMBIO +0,88% | 5,20/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda de 2,6%, aos 179.284 pontos, atingindo seu menor nível desde 26 de janeiro. O movimento ocorreu em meio a um dia de forte aversão ao risco nos mercados globais, com a continuidade do conflito no Oriente Médio pressionando os ativos e elevando os preços do petróleo. Além disso, o IPCA de janeiro veio acima das expectativas.

SLC Agrícola (SLCE3, +4,3%) liderou os ganhos após divulgar resultados do 4T acima das estimativas do mercado, com lucros e receitas superando as projeções (veja aqui o comentário completo). O setor de petróleo também apresentou desempenho positivo, com Petrobras (PETR4, +1,5%; PETR3, +1,4%) e PRIO (PRIO3, +3,7%) acompanhando a forte alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Na ponta negativa, CSN (CSNA3, -14,5%) esteve entre as principais quedas após divulgar resultados abaixo das expectativas, reportando prejuízo líquido de R$ 721 milhões no 4T, além de um aumento na alavancagem financeira (veja aqui mais detalhes).

Nesta sexta-feira, destaque para a pesquisa mensal de serviços de janeiro no Brasil e, nos EUA, a segunda leitura do PIB do 4T25 e o deflator PCE referente a janeiro.

Renda Fixa

Os juros futuros dispararam no Brasil nesta quinta‑feira, atingindo os maiores níveis do ano em meio ao salto do petróleo acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022, movimento que reforçou expectativas de pressão inflacionária após o IPCA de fevereiro vir acima do esperado. Os DIs fecharam em 13,99% no jan/27 (+34 bps), 13,53% no jan/29 (+36 bps) e 13,81% no jan/31 (+33 bps). Nos EUA, as Treasuries também avançaram diante da disparada do petróleo e dos custos crescentes da guerra sobre a inflação e sobre a política do Federal Reserve. A T‑Note de 2 anos encerrou a 3,74% (+10 bps), a T‑Note de 10 anos a 4,26% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos a 4,88% (+1 bp).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira com queda de 0,20%, influenciado, sobretudo, pelos Fundos de Tijolo, que recuaram 0,38%. Dentro do segmento, Fundos de Lajes Corporativas, Ativos Logísticos e Shoppings caíram 0,47%, 0,44% e 0,39%, respectivamente. Outros segmentos também apresentaram desempenho negativo, como os Fundos Multiestratégia (-0,31%), os FOFs (-0,35%) e os Híbridos (-0,43%). Os Fundos de Recebíveis foram o destaque positivo do dia, com alta de 0,16%. Entre as maiores altas do pregão estiveram VGIP11 (+1,0%), VRTA11 (+1,0%) e LIFE11 (+0,9%). No campo negativo, os principais destaques foram VINO11 (-4,0%), KORE11 (-2,2%) e TRBL11 (-1,7%).

Economia

No Brasil, o governo anunciou um pacote de medidas para conter o impacto da alta do petróleo sobre o diesel. As ações incluem um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível e uma Medida Provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores. As iniciativas somadas devem gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas, segundo estimativas do Palácio do Planalto. Como fonte de compensação, o governo criará um imposto temporário sobre as exportações de petróleo, com alíquota de 12%. Para uma análise detalhada sobre o anúncio, clique aqui. 

O IPCA de fevereiro avançou 0,70% em relação a janeiro, acima das expectativas (XP: 0,65%; Mercado: 0,64%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 3,81%. O aumento mais acentuado que o previsto nos preços de alimentação no domicílio explicou, em grande medida, a diferença entre nossa projeção e o resultado observado. A média dos núcleos de inflação – excluem os itens mais voláteis – subiu 0,62% em fevereiro, também uma surpresa altista. O aumento expressivo dos preços do petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio, traz riscos à nossa projeção para a inflação de 2026, atualmente em 3,8%.

Hoje, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) será o destaque da agenda doméstica. Estimamos que as receitas reais de serviços tenham avançado 0,1% em janeiro comparado a dezembro. Em relação a janeiro de 2025, por sua vez, prevemos crescimento de 2,7%. Nos Estados Unidos, diversos indicadores de atividade e inflação serão publicados, com destaque ao PIB do 4º trimestre de 2025 – segunda leitura (exp: 1,4% T/T em termos anualizados) e ao deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) de janeiro (exp: 0,3% M/M e 2,9% A/A para o índice cheio; 0,4% M/M e 3,1% A/A para a medida de núcleo).   

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)