31 de julho de 2025
BANCO MASTER

CPMI do INSS aprova convocação do empresário e ex-pastor Fabiano Campos Zettel e da ex-namorada do banqueiro do Master, a influenciadora Martha Graeff

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Por Politica Real com agências
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plenário DA CPMI Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

(Brasília-DF, 12/03/2026) Nesta quinta-feira, 12, o destaque no Senado, sem sessão no plenário, foi a reunião da CPMI do INSS.

O colegiado aprovou 13 requerimentos e poderá ouvir mais nove pessoas.  Entre elas estão ex-diretores do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, e pessoas que aparecem nas conversas telefônicas do ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro: sua ex-noiva, Martha Graeff, e o seu cunhado Fabiano Campos Zettel.

Zettel foi preso na última fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal. As convocações são relacionadas a uma das frentes de investigação da CPMI, que abrange créditos consignados intermediados por bancos — empréstimos cujas parcelas são pagas com descontos automáticos nas aposentadorias pagas pelo INSS.

Zettel, empresário e ex-pastor da Igreja Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, foi apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do cunhado Vorcaro. Ele é casado com a irmã do ex-dono do Master, Natália Vorcaro. Pelo requerimento do deputado Duarte Jr. (PSB-MA), aprovado pela CPMI, ele deverá "esclarecer possível envolvimento dos negócios familiares, do Banco Master, igrejas e outros empreendimentos” com as fraudes do INSS (REQ 3.044/2026). 

Já Martha Graeff, que rompeu o noivado com Vorcaro no ano passado, poderá “confirmar a identidade das pessoas presentes no ambiente privado” do banqueiro e o contexto dessas interações (REQ 3.151/2026 - CPMIdoINSS). O pedido é do deputado Kim Kataguiri (União-SP).

Diretoria

Também serão convocados os ex-diretores do Banco Master Ângelo Antônio Ribeiro da Silva (REQ 2.782/2025 - CPMIdoINSS) e Luiz Antônio Bull (REQ 2.786/2025 - CPMIdoINSS).

Outros convocados

A CPMI do INSS também ouvirá

Marcos de Brito Campos Júnior, ex-superintendente do INSS no Nordeste e ex-diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo os deputados Coronel Fernanda (PL-MT) e Marcel Van Hatten (Novo-RS), Campos Júnior integrou o núcleo de servidores públicos responsável por viabilizar operacionalmente os lançamentos indevidos de descontos associativos sobre aposentadorias e pensões (REQ. 2.926/2026 - CPMIdoINSS);

Lucineide dos Santos Oliveira, diretora da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), entidade que efetuava descontos de aposentados sem autorização, segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que apresentou o pedido (REQ.2.930/2026 - CPMIdoINSS); 

João Vitor da Silva, sócio-administrador da empresa Spyder Consultoria e Intermediação (REQ. 2.951/2026 - CPMIdoINSS);

Mauro Caputti Mattosinho (REQ. 2.966/2026 - CPMIdoINSS); 

Renato de Matteo Reginatto, advogado (REQ. 3.042/2026 - CPMIdoINSS).

Requerimentos rejeitados

Os parlamentares rejeitaram quatro convocações. Não precisarão depor à CPMI:

a empresária Roberta Moreira Luchsinger, por 16 votos contrários contra 12 favoráveis. Parlamentares da oposição afirmaram que ela seria do “núcleo político” do esquema do INSS e vinculada a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (REQ 2.884/2025 - CPMIdoINSS). 

a publicitária Danielle Miranda Fonteles, por 17 votos contrários contra 11 favoráveis.

O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), requereu sua convocação por ela supostamente ter recebido "recursos provenientes de empresas envolvidas num circuito de lavagem de dinheiro” (REQ 2.885/2025 - CPMIdoINSS);

José Antonio Batista Costa, presidente da J&F Participações, grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Foram 15 votos contrários contra 11 favoráveis. Para Gaspar, “todo esquema direcionado ao Cartão Meu INSS Vale+ saiu da J&F no valor de R$ 36 milhões” (REQ 3.139/2026 - CPMIdoINSS);

Edson Claro Medeiros Júnior, ex-funcionário de Antônio Carlos Antunes, o "Careca do INSS", apontado pela PF como um dos principais articuladores do esquema. Foram 14 votos contrários contra 12 favoráveis. Ele relatou à polícia que Antunes o ameaça de morte, segundo o senador Izalci Lucas (PL-DF).

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) presidiu a reunião.

( da redação com informações da Ag.Senado. Edição: Política Real)