DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque para divulgação do IPCA-15
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(Brasília-DF, 09/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil destaque nesta semana será divulgado o IPCA-15 pelo IBGE. Também conheceremos as vendas no varejo (restrito e ampliado) e as receitas de serviços de janeiro.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em forte queda (S&P 500: -1,0%; Nasdaq 100: -1,1%), refletindo a disparada do petróleo após a escalada do conflito entre EUA e Irã. O salto nos preços ocorre após produtores do Oriente Médio reduzirem oferta em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz. Na semana passada, o petróleo Brent disparou mais de 26% e, agora no início da semana, apresenta alta de aproximadamente 12%. Ao longo da semana, investidores acompanham indicadores de inflação, emprego e PIB, além de resultados de empresas como Hewlett Packard Enterprise, Oracle e Kohl’s.
Na Europa, as bolsas recuam (Stoxx 600: -1,6%), acompanhando o salto nos preços do petróleo e o aumento da aversão ao risco. Todos os setores recuam, com exceção de energia. O avanço do petróleo também pressiona os títulos soberanos, refletindo temores inflacionários. Entre os destaques corporativos, Rolls-Royce recua 6,4% e Anglo American perde 6,3%, pressionadas pela perspectiva de desaceleração econômica global diante do choque energético.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -1,3%; CSI 300: -1,0%), mas outras bolsas asiáticas registraram perdas mais acentuadas. O Nikkei japonês caiu 5,2% e o Kospi sul-coreano chegou a acionar circuit breaker após recuar mais de 8% durante o pregão, fechando com queda de cerca de 6%. A disparada do petróleo, que passa de US$ 100/barril, intensificou preocupações com custos energéticos e cadeias de suprimento, especialmente para economias importadoras de energia e para o setor de semicondutores na Coreia do Sul.
IBOVESPA -0,61% | 179.364 Pontos. CÂMBIO +0,82% | 5,28/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 5,0% em reais e 7,6% em dólares, fechando aos 179.365 pontos. Foi a pior performance semanal do índice desde junho de 2022, quando caiu 5,4%.
Óleo & Gás foi o único setor a apresentar alta na semana. Braskem (BRKM5, +30,3%) e Prio (PRIO3, +4,3%) estiveram entre os destaques, beneficiadas pela forte alta do petróleo.
Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -12,7%) recuou após a Cosan não chegar a um acordo com a Shell sobre o processo de capitalização da companhia. Leia o resumo semanal completo aqui.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros avançaram em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio e à forte alta do petróleo, que elevou os prêmios de risco e reacendeu preocupações inflacionárias. Nesse contexto, nos EUA, a T‑Note de 2 anos subiu para 3,56% (+17 bps vs. semana anterior), a T‑Note de 10 anos para 4,14% (+18 bps) e o T‑Bond de 30 anos para 4,76% (+13 bps). No Brasil, a NTN‑B 2030 encerrou a semana em 7,72% a.a. (vs. 7,64%), enquanto os DIs fecharam em 13,67% no jan/27 (+39 bps), 13,30% no jan/29 (+65 bps) e 13,72% no jan/31 (+67 bps).
IFIX
Apesar da volatilidade causada pelo aumento das tensões entre EUA e Irã, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (06) em alta de 0,27%. O movimento foi sustentado principalmente pelos Fundos de Recebíveis, que avançaram 0,36%, e pelos Fundos de Tijolo, com ganho de 0,15%, impulsionados pelo desempenho dos segmentos de Lajes Corporativas (+0,30%) e Shoppings (+0,20%). Além disso, os FOFs e os Fundos Multiestratégia também contribuíram positivamente, registrando altas de 0,26% e 0,35%, respectivamente. Entre as maiores altas do dia estiveram RBRR11 (+2,8%), KNIP11 (+1,9%) e PCIP11 (+1,8%). No campo negativo, os principais destaques foram VILG11 (-2,9%), URPR11 (-1,6%) e KORE11 (-1,5%).
Economia
O preço do petróleo Brent superou US$ 100 com o temor de que o conflito envolvendo o Irã interrompa o fluxo pelo Estreito de Ormuz, levando a desvio de rotas e redução de produção. Um choque prolongado no petróleo eleva a inflação global e dificulta a atuação dos bancos centrais ao redor do mundo.
Na China, a inflação ao consumidor acelerou além do esperado, em resposta ao impulso temporário do Ano Novo Lunar. No entanto, o quadro estrutural permanece frágil, mantendo aberta a necessidade de novos estímulos. Na agenda internacional desta semana, o mercado estará atento ao desenrolar do conflito militar no Oriente Médio. Com relação aos indicadores, os principais destaques serão os indicadores de inflação nos Estados Unidos. Além disso, será divulgada a segunda leitura do PIB do quarto trimestre.
No Brasil, o IPCA de fevereiro será divulgado pelo IBGE. Também conheceremos as vendas no varejo (restrito e ampliado) e as receitas de serviços de janeiro.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)