DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque para divulgação da produção industrial de janeiro
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(Brasília-DF, 06/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil destaque para a divulgação da Produção Industrial de janeiro.
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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,4%), com os mercados caminhando para uma semana negativa em meio às tensões no Oriente Médio e à volatilidade nos preços do petróleo. O foco hoje se volta para o relatório de emprego (nonfarm payrolls) de fevereiro. Investidores seguem atentos ao impacto do conflito entre EUA e Irã sobre os preços do petróleo e possíveis efeitos inflacionários.
Na Europa, as bolsas recuam (Stoxx 600: -0,2%), após uma semana marcada por forte volatilidade. O petróleo oscila, com o Brent negociado em torno de US$ 87/barril e o WTI próximo de US$ 81, após forte alta ao longo da semana. Entre os destaques corporativos, a empresa sueca de tecnologia médica Sectra sobe cerca de 13% após divulgar crescimento de receitas e lucros, enquanto a companhia de defesa alemã Renk avança 7,7%.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +1,7%; CSI 300: +0,3%), acompanhando a leve estabilização dos preços do petróleo. O Nikkei japonês subiu 0,6%, enquanto o Kospi sul-coreano encerrou praticamente estável após a forte recuperação da véspera. Na Coreia do Sul, ações de defesa se destacaram após relatos de que sistemas de defesa aérea do país interceptaram mísseis iranianos nos Emirados Árabes Unidos.
Novos ataques contra alvos iranianos, seguidos pela retaliação do país, aumentaram a tensão na região, elevando o preço do petróleo para US$ 87 por barril. Na China, a meta de crescimento do PIB ficou entre 4,5% e 5,0% — a menor desde 1991. O apoio direto ao consumo segue limitado, enquanto o governo privilegia estímulos seletivos, com mais crédito direcionado a setores estratégicos e reforço do investimento público.
IBOVESPA -2,64% | 180.463 Pontos. CÂMBIO +0,68% | 5,24/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda de 2,6%, aos 180.463 pontos, à medida que a continuidade do conflito entre EUA e Irã segue pressionando os ativos globais.
Entre os destaques positivos, companhias ligadas ao setor de óleo e gás avançaram, impulsionadas pela alta do preço do petróleo, com Braskem (BRKM5, +16,9%), PetroReconcavo (RECV3, +2,8%) e PRIO (PRIO3, +2,6%). Na ponta negativa, Localiza (RENT3, -6,9%) liderou as perdas após ter sua recomendação rebaixada por um banco de investimentos.
Nesta sexta-feira, as atenções do mercado se voltam para a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos referente a fevereiro.
Renda Fixa
Os juros futuros subiram de forma expressiva no Brasil nesta quinta‑feira, acompanhando a forte aversão ao risco após sinais de acirramento da guerra no Oriente Médio, o que elevou petróleo e dólar e reacendeu preocupações inflacionárias. Esse cenário voltou a elevar apostas de cortes mais contidos da Selic.
O DI jan/27 avançou para 13,51% (+13 bps), o DI jan/29 para 13,07% (+23 bps) e o DI jan/31 para 13,47% (+26 bps). Nos EUA, as Treasuries também avançaram pela quarta sessão seguida, impulsionadas pelos impactos do conflito sobre a inflação e as expectativas para a política monetária. A T‑Note de 2 anos subiu para 3,58% (+3 bps), a de 10 anos para 4,13% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos para 4,75% (+2 bps).
IFIX
O IFIX encerrou o pregão desta quinta feira em queda de 0,12%, em um dia marcado por maior cautela dos investidores após novos sinais de escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã. O avanço das tensões no Oriente Médio reforçou o movimento global de busca por proteção, elevando petróleo e dólar e reacendendo preocupações inflacionárias. Nesse contexto, houve uma abertura ao longo da curva de juros, com os principais vértices avançando de forma expressiva.
Entre os principais segmentos, pela segunda vez na semana, o desempenho foi predominantemente negativo. Os FOFs e os Multiestratégia recuaram 0,15%, acompanhados pelos fundos híbridos, que caíram 0,13%. Os Fundos de Recebíveis tiveram queda de 0,10%, enquanto os Fundos de Tijolo e os fundos focados em Ativos Logísticos registraram variação negativa de 0,12%. A única exceção do dia ficou por conta dos Fundos de Shoppings, que avançaram 0,04%, destoando do restante do índice.
Entre as maiores altas do dia estiveram KORE11 (+1,7%), GZIT11 (+1,3%) e BROF11 (+1,0%). No campo negativo, os principais destaques foram JSRE11, MFII11 e OUJP11, com queda de 1,8% cada.
Economia
No Brasil, a taxa de desemprego de janeiro subiu para 5,4%. Em síntese, os dados da Pnad reforçam o cenário de mercado de trabalho apertado. A taxa de desemprego permanece significativamente abaixo do nível neutro, algo que dificilmente se reverterá no curto prazo. Projetamos a taxa de desemprego em 5,6% ao final de 2026 e 6,2% ao final de 2027. Por sua vez, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro. Os volumes de importação estão desacelerando, enquanto as exportações permanecem em níveis elevados. Olhando para 2026, elevamos nossa projeção de superávit comercial para US$ 62,5 bilhões.
Na agenda do dia, destaque para a Produção Industrial de janeiro no Brasil, em que esperamos um crescimento de 0,7% contra dezembro, mas um recuo de 0,8% na comparação interanual. No cenário internacional, destaque para o relatório Nonfarm Payroll – que traz as principais estatísticas sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)