DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil destaque para divulgação da PNAD contínua
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(Brasília-DF,05/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da CP Investimentos apontando que os mercados globais estão estáveis e no Brasil destaque para divulgação da PNAD contínua.
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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam estáveis (S&P 500: 0,%; Nasdaq 100: 0,%), após a recuperação observada na sessão anterior. Na quarta-feira, os índices avançaram com suporte das ações de tecnologia e semicondutores. Entre os destaques estiveram Nvidia (+1%), AMD e Micron (+5%). O petróleo se estabilizou após a forte alta recente, com o WTI encerrando praticamente estável. Investidores seguem monitorando a guerra entre EUA e Irã, além da possível implementação da tarifa global de 15% anunciada pelo governo Trump.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,5%), acompanhando a melhora parcial no apetite por risco, embora a guerra no Oriente Médio continue dominando o noticiário. O IBEX espanhol sobe cerca de 1%, mesmo após o presidente Donald Trump ameaçar interromper relações comerciais com a Espanha, que recusou o uso de bases militares para ataques ao Irã.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,3%; CSI 300: +1,0%), acompanhando a recuperação do sentimento global após a estabilização dos preços do petróleo. Durante a reunião anual do Congresso Nacional do Povo, a China anunciou meta de crescimento do PIB para 2026 entre 4,5% e 5%, o nível mais baixo das últimas décadas, refletindo desafios estruturais e tensões comerciais com os EUA.
Nos Estados Unidos, o PMI (índice de gerentes de compras) de Serviços ISM subiu de 53,8 em janeiro para 56,1 em fevereiro, o patamar mais alto desde o início de 2022. A expectativa de mercado apontava para 53,5. Leituras acima de 50,0 indicam crescimento no setor terciário. Em relação ao mercado de trabalho americano, o setor privado criou 63 mil vagas em fevereiro, uma melhora em relação às 11 mil de janeiro e acima da estimativa de consenso de 48 mil. A maior parte das contratações concentrou-se em apenas dois setores: serviços de saúde e construção civil.
No que diz respeito aos conflitos no Oriente Médio, o Irã negou a notícia de que teria entrado em contato com os Estados Unidos visando uma negociação. Por sua vez, o governo de Donald Trump afirmou que pretende aumentar os ataques ao Irã e que as capacidades do país estão “evaporando”. Os ativos financeiros globais mostraram alívio ontem, após deterioração aguda no início da semana. Por exemplo, as principais bolsas americanas subiram e as moedas emergentes se apreciaram frente ao dólar. A taxa de câmbio brasileira se fortaleceu em 1,0%, atingindo R$/US$ 5,22. Por sua vez, a cotação do petróleo (tipo Brent) ficou praticamente estável em US$ 81 por barril.
IBOVESPA +1,24% | 185.366 Pontos. CÂMBIO -1,47% | 5,20/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em alta de 1,2%, aos 185.366 pontos. O índice se beneficiou de um movimento parcial de recuperação dos ativos globais após a queda observada no dia anterior, embora as tensões geopolíticas entre EUA e Irã ainda não tenham apresentado sinais claros de arrefecimento.
O destaque positivo do dia foi GPA (PCAR3, +14,7%), se recuperando da forte queda de 17,8% registrada no pregão anterior. Nossos analistas XP colocaram a companhia sob revisão, destacando que as ações devem negociar principalmente em função do processo de reestruturação de sua dívida, mais do que com base em seus fundamentos operacionais. Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -13,0%) registrou forte queda após a notícia de que a Cosan (CSAN3) não acompanhará a Shell no processo de aumento de capital da companhia.
Para o pregão de quinta-feira, pela temporada de resultados do 4T25, estão previstos os balanços de 3tentos, Fleury, Tenda, Trisul, Petrobras, Alpargatas, Lojas Renner, Localiza, Alupar, Eneva e CPFL.
Renda Fixa
Os juros futuros recuaram no Brasil nesta quarta‑feira com um alívio do prêmio de risco global, diante da possibilidade de que o conflito no Oriente Médio não se estenda por muito tempo, o que reabriu espaço para apostas no início do ciclo de cortes do BC. O DI jan/28 caiu para 12,795% (‑7 bps), o DI jan/29 para 12,865% (‑6,5 bps) e o DI jan/31 para 13,225% (‑9 bps). Nos EUA, as Treasuries avançaram, com dados fortes de atividade e emprego no radar. A T‑Note de 2 anos subiu para 3,544% (+4 bps), a de 10 anos para 4,093% (+3 bps) e o T‑Bond de 30 anos para 4,726% (+2 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta‑feira com alta de 0,20%, impulsionado principalmente pelos fundos de tijolo, que avançaram 0,29%. Dentro desse segmento, os fundos de lajes corporativas apresentaram o melhor desempenho, registrando alta de 0,70%, seguidos pelos fundos de ativos logísticos, com ganho de 0,34%. Já os fundos de shoppings recuaram 0,12%. Os fundos de papel também tiveram desempenho negativo, com queda de 0,05%. Entre outros segmentos, multiestratégia e híbridos avançaram 0,49% e 0,38%, respectivamente, enquanto os FOFs registraram retração de 0,15%. Entre as maiores altas do dia estiveram RBFM11 (+4,0%), JSRE11 (+2,9%) e BROF11 (+2,4%). No campo negativo, os principais destaques foram RZAT11 (-1,1%), MCCI11 (-0,6%) e PSEC11 (-0,6%).
Economia
Hoje, a agenda doméstica de indicadores tem como destaque a Pnad Contínua (principal pesquisa sobre o mercado de trabalho). Estimamos que a taxa de desemprego tenha subido de 5,1% no 4º trimestre de 2025 para 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026. Descontadas as influências sazonais, esperamos ligeira alta de 5,4% para 5,5%, patamar historicamente baixo. Os agentes de mercado também estarão atentos à dinâmica dos salários, que vieram acima do esperado nas últimas leituras mensais. Além disso, a balança comercial de fevereiro será publicada à tarde (exp: US$ 4,2 bilhões).
Nosso relatório Brasil Macro Mensal acabou de ser publicado. Destacamos que o conflito entre EUA e Irã pode alterar o cenário econômico brasileiro devido à relevância dos preços do petróleo para as exportações, receitas fiscais e inflação do país. Ainda assim, considerando o elevado nível de incerteza neste momento, optamos por manter a premissa de 60 dólares por barril. Apresentamos projeções alternativas considerando diferentes níveis de preços da commodity. Reforçamos que impulsos de renda e crédito devem reacelerar a atividade em 2026, após estabilidade no 2º semestre de 2025. Mantivemos a projeção de alta de 2,0% para o PIB deste ano. Ademais, nosso cenário de política monetária continua prevendo cortes consecutivos de 0,50 p.p. a partir deste mês, até que a taxa Selic atinja 12,50% em setembro. Para acessar o relatório, clique aqui.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)