31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil não há divilgação de índices relevantes para o dia

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 04/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil não há destaques relevantes de índices.

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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,3%), após uma sessão volátil na terça-feira marcada pela escalada do conflito entre EUA e Irã. No pregão anterior, os principais índices fecharam em baixa, embora longe das mínimas do dia: o S&P 500 caiu 0,9% e o Nasdaq recuou 1,0%. Todos os 11 setores do S&P 500 fecharam no negativo, com destaque para materiais (-2,7%) e industriais (-2%). O petróleo disparou com o agravamento das tensões no Oriente Médio, com o Brent subindo 4,7% e o WTI avançando 4,7%. Hoje, investidores acompanham o relatório de emprego privado da ADP, além de resultados de empresas como Abercrombie & Fitch, Broadcom e Okta.

Na Europa, as bolsas abriram em alta (Stoxx 600: +0,8%), acompanhando a evolução do conflito no Oriente Médio e a tentativa dos mercados de se estabilizarem após as fortes perdas da véspera. Porém, o IBEX 35 da Espanha opera próximo da estabilidade após o presidente Donald Trump ameaçar interromper relações comerciais com o país, que se recusou a permitir o uso de bases militares para ataques ao Irã.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -2,0%; CSI 300: -1,1%), em meio ao ambiente global de aversão ao risco provocado pelo conflito no Oriente Médio. Na região, o destaque negativo ficou para a Coreia do Sul, onde o Kospi despencou 12,1%, registrando seu pior desempenho diário já registrado, com forte queda de gigantes de semicondutores como Samsung e SK Hynix.

IBOVESPA -3,28% | 183.105 Pontos.  CÂMBIO +1,67% | 5,28/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 3,3%, aos 183.105 pontos, registrando sua maior queda diária desde dezembro de 2025. O movimento foi impulsionado por um forte aumento na aversão ao risco nos mercados globais, à medida que o conflito entre EUA e Israel contra o Irã tende a se prolongar. Nesse contexto, o dólar se valorizou, as curvas de juros ao redor do mundo abriram e o fechamento do Estreito de Ormuz levou a uma forte alta nos preços do petróleo. Apesar disso, as petroleiras brasileiras também recuaram no dia, embora tenham apresentado desempenho melhor que o índice.

Raízen (RAIZ4, +6,1%) subiu, em meio ao processo de reestruturação da companhia, após a Shell anunciar o compromisso de aportar R$ 3,5 bilhões na capitalização da empresa. Na ponta negativa, Pão de Açúcar (PCAR3, -17,8%) registrou forte queda após a agência Fitch rebaixar a nota de crédito corporativa da companhia na escala nacional de A para CCC, com perspectiva negativa.

Nesta quarta-feira, o destaque será a divulgação dos resultados de Ultrapar e PagSeguro. O mercado também continuará acompanhando as tensões geopolíticas entre EUA e Irã e suas possíveis implicações para os preços do petróleo e para a economia global.

Renda Fixa

Os juros avançaram nesta terça‑feira com foco na escalada da guerra no Oriente Médio e reprecificação de riscos inflacionários e de política monetária do Fed e Copom. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos subiu para 3,504% (+2 bps), a T‑Note de 10 anos para 4,060% (+2 bps) e o T‑Bond de 30 anos para 4,703% (+1 bp). No Brasil, mesmo com algum alívio intradiário, o estresse permaneceu: o DI jan/27 encerrou a 13,445% (+15 bps), o DI jan/29 a 12,97% (+24 bps) e o DI jan/31 a 13,36% (+25 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de terça‑feira em queda de 0,59%, movimento que refletiu um dia marcado por forte aversão ao risco no mercado global. O aumento das tensões no conflito entre Estados Unidos e Irã elevou a incerteza no cenário internacional, pressionando os juros futuros no Brasil, que avançaram de forma significativa ao longo do dia.

Entre os principais segmentos do IFIX, praticamente todos fecharam no campo negativo. Os Fundos de Fundos registraram a maior queda do dia, com recuo de -1,15%, seguidos pelos Fundos de Lajes Corporativas, que recuaram 1,02%, e pelos Fundos Multiestratégia, que caíram 0,78%. Os Fundos Híbridos também tiveram um desempenho negativo, acumulando perda de 0,75%, enquanto os Fundos de Recebíveis acompanharam o movimento e cederam 0,72%. Entre os segmentos de tijolo, os Fundos de Shoppings tiveram queda de 0,47%. O único grupo a apresentar desempenho positivo foi o de Ativos Logísticos, que avançou 0,08%, destoando do restante do índice.

Entre as maiores altas do pregão estiveram ITRI11 (+3,7%), BRCO11 (+3,5%) e JSAF11 (+0,8%). No campo negativo, os principais destaques foram CCME11 (-3,2%), BROF11 (-3,2%) e JSRE11 (-2,5%).

Economia

A escalada do conflito no Oriente Médio elevou a aversão a risco, com o Brent para maio avançando 4,7% para US$ 81,40/barril após ameaças da Guarda Revolucionária do Irã ao tráfego no Estreito de Ormuz (cerca de 20% do fornecimento global de petróleo). O câmbio também exibiu forte volatilidade, com o dólar a R$ 5,26. Na China, o PMI composto subiu para 55,4 em fevereiro (de 51,6), mantendo-se em território de expansão, com o PMI de Serviços em 56,7.

No Brasil, o PIB avançou 0,1% no 4T25 (1,8% A/A) e cresceu 2,3% em 2025, com desaceleração nos segmentos mais sensíveis ao ciclo; para 2026, projetamos aceleração da atividade apoiada por impulsos de renda e crédito, com estímulos adicionando 0,9 p.p. ao crescimento e projeções de 0,8% T/T-1 no trimestre corrente (1,4% A/A) e 2,0% no ano. O Caged mostrou criação líquida de 112,3 mil vagas formais em janeiro, com melhora disseminada setorialmente e perda gradual de fôlego compatível com a desaceleração; mantemos a projeção de taxa de desemprego em 5,6% ao fim de 2026 e cerca de 900 mil vagas formais no ano.

Na agenda do dia, teremos a divulgação nos EUA do relatório ADP de criação de empregos (consenso: 50 mil), do ISM de Serviços e do Livro Bege. Não há indicadores previstos para o Brasil.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)