Ação de EUA e Israel contra o Irã viola direito internacional, afirma Emmanuel Macron
Veja mais
Publicado em
(Brasília-DF, 03/03/2026) O presidente francês Emmanuel Macron disse nesta terça-feira ,03, que as operações militares dos Estados Unidos e de Israel no Irã foram conduzidas "à margem do direito internacional", mas atribuiu a Teerã a principal responsabilidade pelo conflito.
"Os Estados Unidos e Israel decidiram lançar operações militares, conduzidas fora do direito internacional, o que não podemos aprovar", afirmou Macron, ressalvando que o Irã "carrega a responsabilidade principal por esta situação".
O presidente francês justificou suas críticas ao Irã citando seu programa nuclear "perigoso", o apoio a grupos armados na região e as ordens para atirar "em seu próprio povo" durante a onda recente de protestos contra o regime dos aiatolás.
Até então, a Espanha era o único país europeu a condenar a ofensiva contra Teerã.
Mas apesar das críticas de Macron, seu governo já alertou o Irã de que está pronto para adotar ação militar em defesa de seus aliados no Golfo.
"Tomaremos medidas para defender nossos interesses e os de nossos aliados na região, potencialmente permitindo ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir, na origem, a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones", afirma uma nota conjunta assinada por Alemanha, França e Reino Unido.
Crítica a ação de Israel no Líbano
Macron também afirmou que uma operação terrestre de Israel no Líbano seria "uma escalada perigosa e um erro estratégico".
Tel Aviv tem promovido ataques e avançou sobre o território do país vizinho desde que foi alvo de foguetes disparados pela milícia xiita Hezbollah, aliada do regime dos aiatolás em Teerã.
O presidente francês, contudo, ressaltou que o Hezbollah cometeu "um grande erro" ao atacar Israel primeiro e "pôr em perigo o povo libanês".
Macron disse que uma operação terrestre de Israel seria uma "escalada perigosa e um erro estratégico", e apelou ao país para que respeite "o território libanês e sua integridade".
( da redação informações AFP, EFE, DW. Edição: Política Real )