31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Ação de EUA e Israel contra o Irã viola direito internacional, afirma Emmanuel Macron

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Emmanuel Macron falou na TV Foto: imagem reprodução

(Brasília-DF, 03/03/2026)  O presidente francês Emmanuel Macron disse nesta terça-feira ,03, que as operações militares dos Estados Unidos e de Israel no Irã foram conduzidas "à margem do direito internacional", mas atribuiu a Teerã a principal responsabilidade pelo conflito.

"Os Estados Unidos e Israel decidiram lançar operações militares, conduzidas fora do direito internacional, o que não podemos aprovar", afirmou Macron, ressalvando que o Irã "carrega a responsabilidade principal por esta situação".

O presidente francês justificou suas críticas ao Irã citando seu programa nuclear "perigoso", o apoio a grupos armados na região e as ordens para atirar "em seu próprio povo" durante a onda recente de protestos contra o regime dos aiatolás.

Até então, a Espanha era o único país europeu a condenar a ofensiva contra Teerã.

Mas apesar das críticas de Macron, seu governo já alertou o Irã de que está pronto para adotar ação militar em defesa de seus aliados no Golfo.

"Tomaremos medidas para defender nossos interesses e os de nossos aliados na região, potencialmente permitindo ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir, na origem, a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones", afirma uma nota conjunta assinada por Alemanha, França e Reino Unido.

Crítica a ação de Israel no Líbano

Macron também afirmou que uma operação terrestre de Israel no Líbano seria "uma escalada perigosa e um erro estratégico".

Tel Aviv tem promovido ataques e avançou sobre o território do país vizinho desde que foi alvo de foguetes disparados pela milícia xiita Hezbollah, aliada do regime dos aiatolás em Teerã.

O presidente francês, contudo, ressaltou que o Hezbollah cometeu "um grande erro" ao atacar Israel primeiro e "pôr em perigo o povo libanês".

Macron disse que uma operação terrestre de Israel seria uma "escalada perigosa e um erro estratégico", e apelou ao país para que respeite "o território libanês e sua integridade".

 ( da redação informações AFP, EFE, DW.  Edição: Política Real )