31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e hoje será divulgado o PIB de 2025, pelo IBGE

Veja os números

Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 03/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção a divulgação do PIB de 2025 pelo IBGE.

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em forte queda (S&P 500: -1,8%; Nasdaq 100: -2,2%), refletindo a escalada do conflito entre EUA e Irã. Na véspera, os índices haviam conseguido reverter perdas, com o S&P 500 fechou praticamente estável e o Nasdaq subindo 0,4%. O movimento de recuperação foi impulsionado por compras na queda e altas em ações como Northrop Grumman (+6%), Palantir (+5,8%) e Nvidia (+3%). O petróleo disparou com temores de interrupção no fornecimento, após relatos de que o Estreito de Ormuz, rota crucial para cerca de um terço das exportações marítimas globais de petróleo, teria sido fechado pelo Irã.

Na Europa, as bolsas despencam (Stoxx 600: -3,0%), após queda de 1,6% na segunda-feira. Bancos, seguradoras e utilities lideram as perdas. O índice europeu de defesa também apresenta queda após ganhos recentes. O sentimento global é de aversão ao risco, com ouro em alta e petróleo avançando diante do agravamento do conflito no Oriente Médio. A União Europeia pediu desescalada e máxima contenção.

Na China, assim como no restante da Ásia, os mercados apresentaram queda acentuada (CSI 300: -1,5%; HSI: -1,1%), refletindo escalada do conflito no Oriente Médio. O Kospi sul-coreano teve seu pior desempenho em 19 meses, caindo 7,2%, com Samsung e SK Hynix entre as maiores baixas. A deterioração do cenário geopolítico domina o humor dos mercados e reforça o movimento defensivo dos investidores.

IBOVESPA +0,28% | 189.307 Pontos. CÂMBIO +0,98% | 5,19/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em leve alta de 0,2%, aos 189.307 pontos, acompanhando os mercados globais (S&P 500, +0,04%; Nasdaq, +0,13%), que permaneceram com um tom levemente positivo apesar da escalada das tensões entre EUA e Irã.

As petroleiras foram os principais destaques do dia, com Prio (PRIO3, +5,1%), Petrobras (PETR3, +4,6%; PETR4, +4,6%) e PetroReconcavo (RECV3, +3,3%) avançando, refletindo a forte alta dos preços do petróleo. Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -3,6%) se destacou entre as quedas, pressionada após a divulgação dos  dados operacionais.

Nesta terça-feira, o foco estará na divulgação do PIB do Brasil referente ao 4T25 e do Caged de janeiro. Pela temporada de resultados do 4T25, estão previstos os balanços de Cosan, Pague Menos, Raia Drogasil, Vulcabras, LWSA e Auren.

Renda Fixa

Os juros futuros avançaram de forma expressiva nesta segunda‑feira diante do aumento do risco geopolítico após o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, o que elevou petróleo e dólar. Nos EUA, apesar da demanda por Treasuries como ativo de refúgio, os rendimentos subiram diante de receios inflacionários: a T‑Note de 2 anos avançou para 3,48% (+9 bps), a T‑Note de 10 anos para 4,04% (+8 bps) e o T‑Bond de 30 anos para 4,69% (+6 bps). No Brasil, o DI jan/27 encerrou a 13,305% (+3 bps), o DI jan/29 subiu para 12,745% (+10 bps) e o DI jan/31 avançou para 13,115% (+8 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) iniciou a semana registrando queda de 0,15%, movimento puxado principalmente pelos Fundos de Papel, que tiveram pregão negativo de 0,36%. Os Fundos de Tijolo recuaram 0,02%, uma variação pouco representativa, influenciada pelos desempenhos distintos dos segmentos de Lajes Corporativas (+0,61%), Shoppings (-0,28%) e Ativos Logísticos (-0,29%). Outras classes, como os Fundos de Fundos, também apresentaram queda de 0,58%, enquanto os Fundos de Multiestratégia avançaram 0,30%. Entre as maiores altas do dia estiveram XPCI11 (+2,9%), BTAL11 (+2,7%) e PVBI11 (+2,5%). No campo negativo, os principais destaques foram BRCO11 (-4,0%), RBRR11 (-2,8%) e KORE11 (-2,5%).

Economia

Em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, o presidente Donald Trump afirmou que a ofensiva militar americana deve durar entre quatro e cinco semanas, podendo se estender. Dessa forma, as tensões seguem elevadas na região e o Estreito de Ormuz – por onde passa 20% do petróleo mundial – continua fechado, pressionando o preço do barril de petróleo.

Na agenda doméstica, o destaque é a divulgação do PIB do quarto trimestre de 2025, e, por consequência, do ano fechado. Estimamos que o PIB subiu 0,1% contra o terceiro trimestre (1,8% ante o quarto trimestre de 2024), levando a um crescimento de 2,3% em 2025. Pelo lado da oferta, os serviços seguem como principal motor da atividade, enquanto indústria e agropecuária devem registrar desempenho mais fraco no trimestre – embora o segundo registre forte expansão no acumulado do ano. Esperamos arrefecimento no lado da demanda, com queda no componente de investimentos. Para 2026, projetamos que o PIB crescerá 2,0%. Ademais, o Caged também será divulgado, em que projetamos criação de 92 mil vagas de emprego, em um cenário de mercado de trabalho aquecido. Na agenda internacional, destaque para divulgação de PMIs na China – sondagens empresariais que visam aferir o pulso da atividade econômica.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)