Na iminência da saída de Fernando Haddad, em evento em SP, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, diz que o desafio é no longo prazo enquanto secretário-executivo Dario Durigan falou do compromisso com agenda fiscal
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(Brasília-DF, 02/03/2026). Na iminência da mudança de comando no Ministério da Fazenda, na abertura do evento “Rumos 2026 — Um debate sobre o Brasil que queremos”, nesta segunda-feira ,02, na cidade de São Paulo, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, apontou que, a partir de agora, o Brasil tem como grande desafio focar em ações de longo prazo para corrigir desafios estruturais, em trajetória permanentemente norteada pelo fortalecimento do equilíbrio fiscal.
Ele avaliou que a agenda de reconstrução e de promoção do desenvolvimento sustentável, executada desde 2023 pelo governo, já comprovou eficácia, ao equacionar demandas de curto prazo do país, com resultados evidentes na retomada do crescimento, elevação dos níveis de emprego e de renda, sob absoluta responsabilidade sobre as contas públicas.
“Precisamos começar a pensar modelos mais estruturais e o país pode fazer isso, pois o país está muito equilibrado", ressaltou o secretário. "Precisamos sair da discussão de curto prazo e começar a olhar a agenda de longo prazo”, reforçou.
“O caminho está traçado, na direção correta. Precisamos ajustar a intensidade. Tenho uma posição diferente daqueles que acham que o Brasil tem uma dificuldade muito grande de fazer a virada necessária para ancorar o fiscal. Não está difícil, não tenho dúvida nenhuma. Acho que o principal desafio para 2027 é ter uma agenda muito forte para reduzir a dinâmica da despesa obrigatória”, comentou Ceron. Ele exaltou o sucesso do Regime Fiscal Sustentável, guiada pelo Novo Arcabouço Fiscal.
Pouco antes do painel de abertura, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, também destacou o compromisso do governo com a agenda fiscal atual e futura, por meio de mensagem de vídeo.
“Fico muito feliz de poder fazer parte da equipe do ministro Fernando Haddad em um momento em que o país volta a crescer de maneira sustentável", comemorou Durigan. "Fizemos isso olhando principalmente para a prosperidade que negócios e pessoas precisam voltar a ter no país”, afirmou.
Dário Durigan falou ao evento de BSB por videoconferência
Retrospectiva
“Nestes últimos três anos houve um grande avanço para o país. O país volta a crescer, a economia volta a dar a sua cara, com toda sua força e toda a vibração merecida pelo país, dado a nossa potencialidade”, avaliou Durigan.
“A situação fiscal do país melhorou muito nesses últimos três anos. Foram várias as medidas adotadas. Poderemos, ao fim deste governo, mostrar as dezenas de leis, medidas aprovadas no Congresso, emendas constitucionais, leis complementares, leis ordinárias, que melhoraram em muito a estrutura fiscal do estado brasileiro”, reforçou Durigan, destacando que durante todo esse processo foi possível também combater injustiças que existiam no Brasil. Um dos exemplos citados foi o início da tributação do setor de apostas esportivas, as “bets”, que haviam sido legalizadas em 2018, tendo, no entanto, permanecido anos sem pagar impostos pela falta de regulamentação.
Dario Durigan ressaltou também que a gestão do atual governo comprovou ser possível melhorar a situação fiscal do país sem prejudicar os mais pobres. “Prova disso é a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês”, solução erguida sob neutralidade fiscal, uma vez que tal isenção foi equilibrada a partir da tributação dos superricos, que antes pagavam, proporcionalmente, menos impostos que os mais pobres.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)