ECONOMIA: Confiança Empresarial recua a -02%, o que seria um movimento de acomodação após cinco altas consecutivas, informa FGV-IBRE
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(Brasília-DF, 02/03/2026) Na manhã desta segunda-feira, 02, o FGV-IBRE divulgou o seu Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE recuou 0,2 ponto em fevereiro, para 92,4 pontos.
O resultado encerra a sequência de cinco meses de avanços consecutivos do índice, período em que acumulou ganho de 3,7 pontos, impulsionado principalmente pelo componente de expectativas. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice segue em tendência ascendente, com alta de 0,4 ponto.
“A queda discreta do ICE em fevereiro pode ser interpretada como uma calibragem da trajetória de alta da confiança empresarial iniciada em setembro passado. Pelo lado das expectativas, é possível que a manutenção da taxa Selic ao final em janeiro também tenha contribuído para o resultado, uma vez que a perspectiva de abrandamento da política monetária vinha sendo um dos fatores a sustentar a recuperação gradual do otimismo entre as empresas nos meses anteriores”, avalia Aloisio Campelo Junior, pesquisador do FGV IBRE.
Índices de Situação Atual e de Expectativas Empresariais
O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 0,2 ponto em fevereiro, para 92,8 pontos. O índice vem se mantendo em patamar inferior aos 95 pontos desde maio de 2025, quando registrou 95,8 pontos. Entre seus componentes, o indicador que mede o nível da demanda no momento presente impulsionou a queda com um recuo de 0,8 ponto, para 93,5 pontos. O indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios, por sua vez, avançou 0,5 ponto no mês, para 92,2 pontos.
O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) também recuou 0,2 ponto no mês, para 92,1 pontos. Após cinco meses em alta, período em que avançou 6,6 pontos, o índice apresenta um movimento de acomodação. O indicador que mede o otimismo com a evolução da demanda nos três meses seguintes recuou 0,3 ponto, para 92,3 pontos, enquanto o indicador que capta as expectativas em relação à evolução dos negócios seis meses à frente recuou 0,1 ponto, para 92,1 pontos.
Confiança recua em três dos quatro setores
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.
Em fevereiro, a confiança recuou em três dos quatro setores mapeados. A maior queda, de 4,0 pontos, foi registrada no Índice de Confiança do Comércio, que registra agora 87,3 pontos. O setor interrompe uma sequência de cinco meses sem variações negativas, tendo como principal fator uma reversão na tendência das expectativas. Os índices da Construção e de Serviços também registraram quedas, de 2,5 e 0,7 ponto, para 91,5 e 90,2 pontos, respectivamente. O Índice de Confiança da Indústria moveu-se em sentido oposto, contribuindo para atenuar o recuo do índice consolidado empresarial, ao registrar alta de 0,6 ponto, alcançando 96,7 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, Indústria e Serviços seguem em trajetória ascendente, enquanto Comércio e Construção passam a registrar trajetória declinante, conforme mostra a tabela abaixo.
Difusão da Confiança
A confiança empresarial avançou em 47% dos 49 segmentos integrantes do ICE em fevereiro, uma disseminação inferior à observada no mês anterior. O destaque negativo é o setor do Comércio, onde todos os segmentos registraram queda na confiança no mês.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)