31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil não haverá divulgação de índices relevantes

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Por Politica Real com agências
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Mercado em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 21/07/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil não haverá divulgação de índices relevantes.

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +1,4%) após as perdas da sessão anterior. Na Ásia, o movimento foi amplamente positivo, com o Nikkei subindo 3,0%, Kospi avançado 3,6% e CSI 300 fechando em alta de 3,0%. Na Europa, a abertura dos mercados também é positiva, com o Stoxx 600 subindo 0,5%.

Apesar da continuidade das tensões no Oriente Médio, com os EUA realizando o décimo dia consecutivo de ataques ao Irã, os mercados são favorecidos pela queda do petróleo diante de novas negociações diplomáticas, incluindo propostas para um cessar-fogo de 10 dias.

A temporada de resultados ganha ainda mais protagonismo, com investidores atentos aos balanços de Alphabet, Tesla e IBM ao longo da semana, em busca de sinais sobre os investimentos em inteligência artificial. No setor de semicondutores, a TSMC planeja elevar os preços de produção em até 10% a partir de 2027, segundo a Nikkei Asia, em resposta ao aumento dos custos de materiais, equipamentos e da construção de fábricas no exterior. No pré-mercado, a Nebius sobe quase 6% após a Nvidia revelar participação de 9,3% na companhia, enquanto a Calix recua 15% após divulgar resultados trimestrais.

Economia

O conflito no Oriente Médio voltou a dominar o noticiário. No final de semana, o Irã suspendeu compromissos assumidos no memorando de entendimento com os Estados Unidos em junho, encerrando o cessar-fogo. Houve interceptação de quatro embarcações que tentavam transitar pelo Estreito de Ormuz sem seguir a rota pré-aprovada por Teerã. Os Estados Unidos responderam com ataques aéreos. Além disso, os houthis, apoiados pelo Irã, ameaçam bloquear o transporte marítimo da Arábia Saudita no Mar Vermelho. O preço do petróleo (Brent) encerrou a sessão de ontem próximo a 90 dólares por barril, acumulando aumento de cerca de 30% em relação às mínimas de julho.  

Ainda no cenário internacional, o governo Trump anunciou a imposição de tarifa de 50% sobre a maioria dos bens produzidos no Canadá, com vigência a partir de 19/ago. As novas tarifas excluem produtos de energia, potássio, pescados e minerais críticos. 

IBOVESPA -0,20% | 173.371 Pontos.  CÂMBIO -0,55% | 5,08/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,2%, aos 173.371 pontos. O índice foi impactado principalmente pelas ações de setores domésticos e sensíveis aos juros, como educação e construção civil, que seguem pressionados pela perspectiva de juros altos por mais tempo no Brasil.

Brava Energia (BRAV3, +2,5%) liderou os ganhos do índice, beneficiada pela alta dos preços do petróleo. Embraer (EMBJ3, +2,3%) também se destacou após a Eve Air Mobility, subsidiária da companhia, anunciar dois novos acordos que poderão resultar em pedidos de até 46 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs). Já a Yduqs (YDUQ3, -4,7%) liderou as perdas da sessão. Braskem (BRKM5, -3,7%) também esteve entre os destaques negativos, em meio à continuidade das preocupações dos investidores com o processo de reestruturação da companhia.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem sem direção única. Nos Estados Unidos, a T-note de 2 anos encerrou a 4,21% (+3bps), a T-note de 10 anos a 4,59% (+4bps) e o T-bond de 30 anos a 5,11% (+4bps), diante da persistência das tensões no Oriente Médio e da percepção de que o Federal Reserve pode manter uma postura mais conservadora. No mercado doméstico, em uma sessão de agenda esvaziada e marcada por ajustes técnicos, o DI jan/27 fechou em 13,92% (-5bps), refletindo a expectativa de queda da Selic no curto prazo, enquanto os vértices mais longos acompanharam a abertura da curva externa, com o DI jan/29 encerrando a 14,36% (+2bps) e o DI jan/31 a 14,55% (+2bps). A NTN-B apresentou ajustes marginais, com a B29 a 8,40% (vs. 8,34%), a B35 a 8,16% (vs. 8,09%) e a B50 a 7,57% (vs. 7,59%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,25%, aos 3.837,65 pontos. Dentre os segmentos, os fundos de tijolo recuaram 0,34%, pressionados principalmente pelas quedas em shoppings (-0,49%), lajes corporativas (-0,41%) e ativos logísticos (-0,29%). Os fundos de recebíveis também registraram desempenho negativo (-0,26%), enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs caiu 0,19%. Na contramão, os fundos híbridos avançaram 0,12%, sendo o único segmento relevante a encerrar o dia no campo positivo. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram OUPI11 (+2,2%), TGAR11 (+1,5%) e SNFF11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-5,6%), TRBL11 (-2,7%) e VGIP11 (-2,3%).

Economia

No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central apresentou a terceira queda consecutiva na projeção do IPCA de 2026, que cedeu de 5,16% para 5,15%. Para 2028, por sua vez, a mediana subiu de 3,70% para 3,78%. A taxa Selic prevista para o final de 2026 permaneceu em 14,00%.

Nenhum indicador econômico relevante será divulgado hoje. Na agenda semanal, destaque para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na 5ª-feira.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)