DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, destaque para a divulgação do IPCA-15 de fevereiro
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(Brasília-DF, 27/02/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, destaque para a divulgação do IPCA-15 de fevereiro.
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Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,2%), após o S&P 500 fechar no campo negativo na véspera, pressionado por perdas em Nvidia e no setor de software. Na sessão regular, o S&P 500 caiu 0,5% e o Nasdaq perdeu 1,2%. As ações da Nvidia recuaram 5,5%, apesar de resultados fortes, refletindo dúvidas sobre o acordo com a OpenAI, sentimento mais fraco em IA e preocupações com capex elevado das hyperscalers. Hoje, investidores aguardam o PPI de janeiro.
Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: +0,3%), com investidores repercutindo resultados e dados macro. Entre as empresas que reportam hoje estão BASF, Swiss Re, Holcim, IAG e Amadeus. No campo macro, saem dados de inflação na Alemanha, França e Espanha, além de desemprego na Alemanha e França e preços de imóveis no Reino Unido. As bolsas europeias haviam fechado mistas na quinta-feira, após balanços de Puma, Rolls-Royce, Engie e LSEG.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,3%; HSI: +1,0%), assim como no restante da Ásia, acompanhando a correção em tecnologia nos EUA após a queda de Nvidia. O Nikkei avançou 0,2%, enquanto o Topix subiu 1,5%. Já o Kospi recuou, enquanto o Kosdaq avançou 0,4%. Entre as ações ligadas a IA, SK Hynix caiu 3,5%, Samsung recuou 0,7% e SoftBank perdeu mais de 2,6%, refletindo ajuste após o movimento recente no setor de semicondutores.
Economia
Nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego aumentaram em 4 mil na semana passada, de 208 mil para 212 mil. Ainda assim, as solicitações continuam abaixo dos níveis observados no mesmo período do ano passado. Dados recentes sugerem desaceleração gradual do mercado de trabalho americano, sustentando o cenário de que o banco central não cortará a taxa de juros nas próximas reuniões de política monetária. Hoje, atenções voltadas para a publicação da inflação ao produtor em janeiro (expectativa de mercado: 0,3% m/m; 2,6% em 12 meses).
As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram de forma “significativa” em Genebra, segundo o chanceler de Omã, que atuou como mediador. O presidente dos EUA, Donald Trump, busca fechar um acordo que restrinja o programa nuclear iraniano em meio à turbulência interna no país. Os preços de referência do petróleo recuaram moderadamente ontem (tipo Brent em torno de US$ 70 por barril), após terem atingido os maiores níveis em sete meses.
IBOVESPA -0,13% | 191.005 Pontos. CÂMBIO -0,11% | 5,13/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em leve queda de 0,1%, aos 191.005 pontos. A agenda doméstica permaneceu mais esvaziada, com o desempenho das ações brasileiras sendo predominantemente ditado pelo noticiário micro, em meio à temporada de resultados. Além disso, o principal papel que pressionou o desempenho do índice foi Vale (VALE3, -0,8%).
Entre os destaques positivos do dia esteve Marcopolo (POMO4, +5,6%), impulsionada pela divulgação dos resultados do 4T25. Na ponta negativa, Rede D’Or (RDOR3, -4,5%) recuou, também repercutindo a publicação de seu balanço.
Para o pregão de sexta-feira, o foco da agenda doméstica é a divulgação do IPCA-15 referente a fevereiro.
Renda Fixa
Os juros dos EUA recuaram nesta quinta‑feira, em sessão influenciada por dados de emprego em linha com o esperado e por declarações de dirigentes do Fed sobre inflação e efeitos da inteligência artificial. A T‑note de 2 anos fechou em 3,44% (‑3 bps), a de 10 anos em 4,01% (‑4 bps) e o T‑bond de 30 anos em 4,66% (‑4 bps). O Tesouro leiloou US$ 44 bilhões em T‑notes de 7 anos, com rendimento máximo de 3,790%.
No Brasil, os juros futuros caíram após melhora na reta final do pregão, apoiada por leve alívio externo; mais cedo, o leilão robusto de prefixados havia pressionado as taxas. O DI jan/27 fechou em 13,18% (‑5 bps), o DI jan/29 em 12,54% (‑4 bps) e o DI jan/31 em 12,95% (‑4 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta‑feira em alta de 0,21%, com destaque inicial para os Fundos de Tijolo, que avançaram 0,22% no dia. Dentro desse segmento, os Fundos de Ativos Logísticos tiveram a melhor performance, subindo 0,27%, seguidos pelos Fundos de Lajes Corporativas, com alta de 0,17%. Já os Fundos de Shoppings registraram leve valorização de 0,02%.
Entre os outros segmentos, os Fundos de Papel também contribuíram para o desempenho do índice, com avanço de 0,18%. Os Fundos de Fundos tiveram alta mais expressiva, de 0,47%, enquanto os Fundos Híbridos registraram ganho de 0,24%.
Entre as maiores altas do pregão estiveram HSAFE11 (+2,8%), SPXS11 (+2,2%) e KORE11 (+1,7%). No campo negativo, os principais destaques foram BTAL11 (-1,0%), CCME11 (-0,8%) e VILG11 (-0,6%).
No Brasil, destaque para a divulgação do IPCA-15 de fevereiro (prévia da inflação mensal). Estimamos que o índice cheio tenha avançado 0,60% em relação a janeiro, um pouco acima do consenso de mercado (0,56%). Projetamos inflação de 3,8% em 2026, abaixo dos 4,3% observados em 2025. Ainda na agenda doméstica, o Banco Central divulgará as estatísticas do setor público consolidado de janeiro
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)