DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil o destaque será a divulgação do resultado primário
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(Brasília-DF, 25/02/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para divulgação do resultado primário.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,2%). Na véspera, os índices reagiram positivamente ao alívio nas preocupações com disrupção provocada por IA. O movimento foi liderado por uma alta de quase 9% da AMD, após anúncio de parceria plurianual com a Meta para fornecimento de GPUs para data centers de IA. O foco agora se volta para Nvidia, cujos números e guidance serão determinantes para o sentimento em tecnologia, em meio a questionamentos sobre valuations e capex em IA. Investidores também repercutem o discurso do Estado da União de Trump, que reiterou preferência por solução diplomática com Teerã, embora mantenha a retórica firme sobre comércio e tarifas.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,5%), com alívio após a implementação de tarifa universal de 10% pelos EUA, abaixo dos 15% inicialmente ameaçados. No corporativo, a Diageo cai 6% após reduzir dividendos e cortar projeções para 2026, citando fraqueza na demanda na América do Norte e China. Já o HSBC reportou lucro antes de impostos de US$ 29,9 bilhões, acima das estimativas.
Na China, os mercados fecharam no positivo (CSI 300: +0,6%; HSI: +0,5%), acompanhando o rali de tecnologia nos EUA. No restante da Ásia o movimento foi similar, onde o Nikkei renovou máxima histórica (+2%), enquanto o Kospi superou pela primeira vez os 6.000 pontos (+1,9%).
Na agenda do dia, termos a divulgação da leitura final do CPI de janeiro para a Zona do Euro. A expectativa é de alta de 1,7% A/A no índice cheio e de 2,2% A/A no núcleo, o que representa uma desaceleração em relação ao mês de dezembro e pode abrir espaço para novos cortes de juros na região.
IBOVESPA +1,40% | 191.490 Pontos. CÂMBIO +0,09% | 5,16/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,4%, aos 191.490 pontos, renovando máximas históricas. O índice foi beneficiado pelo fechamento da curva de juros, especialmente nas pontas mais longas, além do forte desempenho da Petrobras (PETR4, +2,5%).
Entre os destaques positivos do dia estiveram ações mais sensíveis à dinâmica de juros, como Vamos (VAMO3, +6,4%), Natura (NATU3, +6,4%) e Yduqs (YDUQ3, +6,2%). Na ponta negativa, Minerva (BEEF3, -4,4%) recuou após analistas da XP rebaixarem a recomendação da companhia de compra para neutro.
Para o pregão de quarta-feira, no cenário internacional, todos os olhos estarão voltados para a divulgação do balanço da Nvidia, além dos resultados de Blackstone, Lowe’s e Salesforce. No Brasil, os destaques da temporada de resultados de hoje serão Copel, Engie Brasil, Intelbras, Nubank e WEG.
Renda Fixa
Os juros futuros dos EUA fecharam a terça‑feira sem direção única, influenciados pelo anúncio de tarifas globais de 10% pelo governo Trump, pela expectativa para o discurso do Estado da União de Trump e por comentários de dirigentes do Fed sobre inflação e mercado de trabalho, enquanto o leilão de US$ 69 bilhões em T‑Notes de 2 anos teve demanda em linha com a média recente. A T‑Note de 2 anos subiu para 3,46% (+4 bps), a de 10 anos ficou estável em 4,03% (0 bps) e o T‑Bond de 30 anos caiu a 4,69% (‑1 bp).
No Brasil, os juros futuros recuaram principalmente na ponta longa, que renovou os menores níveis do ano após um leilão de NTN‑B com forte demanda. O DI jan/27 fechou em 13,24% (‑1 bp), o DI jan/29 em 12,57% (‑3 bps) e o DI jan/31 em 12,99% (‑6 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça‑feira com alta de 0,07%, influenciado pelo fechamento da curva de juros, especialmente nas pontas mais longas. A alta foi puxada sobretudo pelos Fundos de Fundos, que avançaram 0,35%. Além disso, do lado positivo, os Fundos de Papel e os Fundos Multiestratégia também registraram avanços, de 0,13% e 0,07%, respectivamente.
Já os Fundos de Tijolo ficaram praticamente estáveis, com desempenhos mistos entre os subsegmentos. Os Fundos de Ativos Logísticos e de Lajes Corporativas apresentaram altas de 0,11% e 0,09%, enquanto os Fundos de Shoppings recuaram 0,23%.
Entre as maiores altas do dia, destacaram‑se TOPP11 (+2,9%), URPR11 (+2,7%) e VGIP11 (+1,7%). No campo negativo, as principais baixas foram GZIT11 (-1,9%), TGAR11 (-1,6%) e TRBL11 (-0,7%).
Economia
A confiança do consumidor nos Estados Unidos se recuperou acima do esperado, puxado principalmente pela percepção de melhora nos indicadores de expectativas, principalmente de mercado de trabalho, enquanto o indicador de situação atual recuou levemente. No Brasil, dados do balanço de pagamentos mostraram aumento no déficit em conta corrente em janeiro, puxado principalmente por remessas de lucros e dividendos ao exterior. Apesar disso, o investimento estrangeiro direto continuou bastante elevado e financiando boa parte do déficit em transações correntes. Esperamos que o déficit em conta corrente se mantenha patamar elevado este ano (projeção de 3,0% do PIB). Já a arrecadação tributária federal mostrou avanço de 3,6% ante o mesmo mês do ano passado em termos reais, puxada principalmente por tributos relacionados ao mercado de trabalho. Avaliamos que a arrecadação deve continuar a crescer acima do PIB neste ano devido à entrada em vigor de medidas de aumento de arrecadação.
No Brasil, conheceremos o resultado primário do governo central de janeiro, para o qual temos expectativa de superávit de R$ 90,3 bilhões, pouco acima do registrado no ano passado. Além disso, teremos dados de crédito, incluindo saldo total da carteira e inadimplência de pessoas físicas.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)