CPI do Crime Organizado ouve presidente da META no Brasil; empresa é acusada de ter faturado US$ 16 bilhões em 2024 com veiculação de anúncios de golpes e produtos proibidos
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(Brasília-DF, 23/02/2026). Depois de cancelar reunião com o governador do MDB do DF em meio a crise do Master, a CPI do Crime Organizado no Senado confirmou qie ouve na terça-feira ,24, às 9h, o diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister.
Senadores querem esclarecimentos sobre a possível utilização das plataformas digitais da empresa (Facebook e Instagram) como veículos para a disseminação de atividades criminosas e como fonte de financiamento para o crime organizado.
Leister foi convocado a partir de requerimento do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A urgência do depoimento justifica-se, segundo o relator, pelas “recentes e graves revelações publicadas pela imprensa, com base em documentos internos da própria empresa”.
Os documentos indicariam que a Meta obteve um faturamento de aproximadamente US$ 16 bilhões em 2024 proveniente da veiculação de anúncios de golpes e produtos proibidos. O valor representaria cerca de 10% da receita anual total da companhia.
“Para os trabalhos desta CPI, o ponto nevrálgico da investigação é a natureza desses anúncios, que expuseram milhões de usuários a golpes de comércio eletrônico, investimentos falsos, cassinos ilegais e venda de produtos médicos proibidos. Anúncios dessa natureza poderiam constituir fontes de receita e métodos de lavagem de capitais para facções e organizações criminosas, objeto de investigação desta comissão”, justifica o relator.
( da redação com informações da Agência Senado. Edição: Política Real)