31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil sem grandes destaques em índices

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados buscando a estabilidade Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 14/07/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil sem grandes destaques.

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,1%). O sentimento dos mercados foi afetado após Donald Trump anunciar a retomada do bloqueio marítimo ao Irã no Estreito de Ormuz, impulsionando o Brent em mais de 9% e pressionando os ativos de risco.

Na Europa, as bolsas recuam (Stoxx 600: -0,5%), pressionadas pela alta do petróleo e pelo receito de uma inflação mais alta. Na Ásia, Nikkei (Japão) e Kospi (Coreia do Sul) fecharam em alta de 0,7%, enquanto o CSI 300 (China) subiu 2,2%. No dia, os investidores acompanham os balanços de JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup e Bank of America, além da divulgação do CPI de junho e do depoimento do presidente do Fed, Kevin Warsh, no Congresso.

Economia

No exterior, o presidente Donald Trump anunciou a retomada do bloqueio naval dos Estados Unidos ao Irã no Estreito de Ormuz e cobrança de taxa de 20% sobre toda a carga transportada pela rota. O Irã rejeitou o movimento e ameaçou retaliação militar, enquanto o petróleo (Brent) disparou cerca de 9,6%, para US$ 83,30 por barril, a maior alta diária desde maio de 2020. O choque elevou para cerca de 50% as apostas de mercado para uma alta de juros pelo Fed já em julho, após o diretor Christopher Waller sinalizar abertura para elevação dos juros.

Na agenda de hoje, destaque para o CPI de junho nos Estados Unidos e a divulgação, à noite, do pacote de dados de atividade do 2º trimestre chinês, incluindo o PIB.

IBOVESPA -1,20% | 175.739 Pontos.  CÂMBIO +0,19% | 5,11/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 1,2%, aos 175.739 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou os preços do petróleo.

Na ponta positiva, as petroleiras lideraram os ganhos do índice, beneficiadas pela alta do petróleo. Petrobras (PETR3; PETR4, +2,8%; +2,8%) esteve entre os principais destaques do pregão, enquanto PRIO (PRIO3, +1,7%) também avançou.

Na ponta negativa, WEG (WEGE3, -4,8%) liderou as perdas do índice após um banco de investimentos divulgar um relatório com uma perspectiva mais cautelosa para os resultados do segundo trimestre da companhia.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em forte alta, acompanhando o aumento da aversão a risco global após a piora das tensões no Oriente Médio. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries avançaram diante da ampliação das apostas em uma política monetária mais restritiva pelo Fed, com a T-note de 2 anos encerrando a 4,27% (+6 bps), a T-note de 10 anos a 4,62% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,10% (+4 bps).

No Brasil, a curva de juros acompanhou o movimento externo, apesar de o mercado seguir precificando elevado grau de probabilidade de corte da Selic em agosto. Nesse contexto, o DI jan/27 encerrou a 13,96% (+5 bps), o DI jan/29 a 14,23% (+25 bps) e o DI jan/31 a 14,38% (+21 bps). A curva de NTN-B apresentou movimentos marginais, encerrando com a B29 a 8,35% (vs. 8,36%), a B35 a 8,05% (vs. 8,03%) e a B50 a 7,54% (vs. 7,52%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,34%, aos 3.829,87 pontos. Dentre os segmentos, os fundos de tijolo recuaram 0,36%, pressionados principalmente pelas quedas em lajes corporativas (-0,35%), ativos logísticos (-0,33%) e shoppings (-0,32%). Os fundos de recebíveis também encerraram o dia no campo negativo (-0,24%), enquanto os fundos híbridos registraram queda de 0,42%. Já os fundos de fundos e o segmento de multiestratégia/FOFs recuaram 0,62%, figurando entre os destaques negativos da sessão.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSGL11 (+6,6%), KNHY11 (+2,0%) e KORE11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-5,0%), PCIP11 (-4,0%) e MCRE11 (-2,5%). Apesar da queda relevante do PCIP11, fundo que integra nossa cobertura de listados, não identificamos fatos relevantes ou eventos específicos que justifiquem o movimento observado na sessão.

No Brasil, o Boletim Focus trouxe redução na mediana das projeções para o IPCA de 2026, de 5,30% para 5,16%, enquanto as estimativas para Selic, câmbio e PIB permaneceram estáveis.

(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)